<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784</id><updated>2011-08-05T00:44:16.490+01:00</updated><title type='text'>Qualquer dia antes de morrer...</title><subtitle type='html'>"Quem se porta bem vai para o Céu, quem se porta mal, vai para todo o lado..."</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>69</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-112181647327107288</id><published>2005-07-20T00:33:00.000+01:00</published><updated>2005-07-20T00:41:13.286+01:00</updated><title type='text'>Crónicas de um Rei sem trono.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Capítulo I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Das provações, o caminho mais longo é sempre aquele que leva mais tempo a percorrer, muitas vezes é o mais curto.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começava o dia a clarear, bem no alto junto ao cume, um raio de sol trespassava a neve que teimosamente ainda se mantinha debaixo do calor estival.&lt;br /&gt;As árvores frondosas da alameda, sussurrantes e plácidas, argumentavam com o barulho da cascata que se ouvia intermitente. O caminho, de terra batida, ainda húmida dos últimos invernos, enxameava-se de verde rasteiro, pontilhado aqui ou ali por pequenas flores que teimosamente desabrochavam.&lt;br /&gt;O trote do burro, ressoava oco e pesado, abafado pelos sons dos poucos pássaros que já começavam a constituir a sua prole.&lt;br /&gt;O homem que seguia o burro, acicatava-o de vez em quando pelo espanejar de uma pequena vara apanhada sem escolha à beira do caminho. O suor que lhe escorria das têmporas indicava que se encontrava à muito a percorrer aquele trilho. De vez em quando por cima do ombro, mandava uma remirada rápida, para trás, aproveitava para azougar o burro novamente, como se fosse seguido por almas de outro mundo.&lt;br /&gt;Lá ao longe retiniam sinos de alarme, trazidos no meio de um turbilhão que adivinhavam desgraças. O nosso homem, tez retesada pelo medo, alargava o passo e obrigava o animal que o procedia a fazer o mesmo.&lt;br /&gt;Desembocaram numa clareira larga, onde o caminho se entrecortava com outros três, no meio, uma velha cruz celta de madeira, entalhada a ferro, cheia de símbolos rúnicos de protecção aos viajantes, encimava um montículo, mesmo no meio do cruzamento. Junto à cruz um vulto baixo e atarracado, vestes escuras e esfarrapadas, um capuz mal posto que descobria uns cabelos negros e brilhantes.&lt;br /&gt;Um cinto largo de pele curtida e dura, enxameado de pequenos anéis brilhantes, serviam de aconchego a uma adaga larga e de lâmina dupla. Quando o homem do burro se aproximou, o vulto levantou-se sem pressas, mais alto, agora que o nosso homem do burro, que refreou o passo e aumentou o semblante ríspido.&lt;br /&gt;O acenar do estrangeiro, e o sorriso que lhe elevou no rosto, acalmou a tensão, os bons dias dados em gaélico pelo estrangeiro e gesto universal de paz, descansaram finalmente o dono do burro que respondeu mais cordial.&lt;br /&gt;- Bom dia estrangeiro…&lt;br /&gt;- Bom dia bom homem, desculpa se te assustei…&lt;br /&gt;- Nestes tempos de escuridão, somos desconfiados. Nestas estradas acontecem coisas terríveis. Eu apenas transporto mantimentos para a minha pobre aldeia…&lt;br /&gt;- Bem sei, mais uma vez as minhas sinceras desculpas, mas fiquei sem montada -apontou em direcção a poente – o meu cavalo foi abatido por covardes…&lt;br /&gt;Sem pressas, mostrou a sela arrancada ao animal, e bem cravada no couro ainda uma flecha, escura e rematadas com penas de corvo.&lt;br /&gt;O calar dos pássaros e o esgar de horror que se entranhava no seu rosto foi apenas cortado pelo som abafado de cascos que se ouviam, nem tiveram tempo para apresentações.&lt;br /&gt;Rapidamente, sem lhe dar tempo para se recompor, o cavaleiro, agarrou na sela, empurrou o bufarinheiro sem cerimónias, puxou o burro pela arreata para fora do caminho.&lt;br /&gt;Aproveitou uns arbustos que ladeavam a clareira para se esconder juntamente com os seus actuais companheiros. Apenas se preocupou com o burro, tapo-lhe os olhos com um bocado da sua capa e com a outra mão as narinas do quadrúpede, não queria que ele começasse a emitir sons ao sentir o cheiro de alguns primos. O dono do burro, inerte, quase imóvel, dificilmente se manifestaria.&lt;br /&gt;Esperaram pouco tempo e por entre uma fresta dos arbustos, viu seis cavaleiros, de cotas brilhantes e espadas embainhadas, a desembocar na clareira. Não traziam estandartes, os cavalos, foram espicaçados sem cerimónia e como se já de antemão soubessem as suas direcções, dividiram-se em três grupos de dois e sairam à desfilada, pelos outros caminhos da bifurcação.&lt;br /&gt;Quando já não se ouviam os sons dos cascos, o bufarinheiro, mais senhor de si, comentou:&lt;br /&gt;- Pareciam que vinham com uma missão. Pouco vi, mas pareciam cavaleiros de Lord Almerdamm. Cavaleiro…&lt;br /&gt;A ponta de interrogação, e o tom cerimonioso do bufarinheiro, trouxeram à realidade a falta de apresentações, tão abruptamente interrompidas:&lt;br /&gt;- O meu nome é McClaymore, e o teu, bom homem?&lt;br /&gt;- Bufarinheiro Clarence, ao seu serviço Senhor. O vosso nome é estranho por estas paragens, lamento a vossa montada. Quereis colocar a vossa sela em cima do meu pobre “Pedro”? Ou o vosso caminho é diferente do meu?&lt;br /&gt;- Não Clarence, vou aproveitar a tua nobre oferta e acompanhar-te à tua aldeia. Espero que por lá haja algum cavalo disponível?&lt;br /&gt;- Não sei Senhor. Antes de partir há duas semanas, havia alguns. Tereis que perguntar ao forjador, ele é que normalmente tem alguns, que troca ou vende, conforme a s necessidades. Também precisais de outra arma, essa adaga é pouca coisa para enfrentar alguns perigos destas estradas.&lt;br /&gt;O gesto brusco do cavaleiro e o seu semblante pesado, enquanto acariciava o cabo da arma, assustou mais uma vez Clarence. O cavaleiro, apercebeu-se, deixou cair uma ponta da andrajosa capa sobre a adaga e murmurou num tom ameaçador:&lt;br /&gt;- Sim esta já tem dono…&lt;br /&gt;E numa voz mais clara, retorquiu:&lt;br /&gt;- Tens toda a razão, bem preciso de uma. Mas preocupemo-nos agora em chegar à tua aldeia. O sol já passou o cume da montanha, espero que não fique longe.&lt;br /&gt;- Ainda é longe, se apressarmos o passo e se o “Pedro” não se importar de levar mais a vossa sela, quando o sol já não estiver tão alto, deveremos estar a chegar. Faremos apenas uma pequena pausa para comermos, se não vos importardes de partilhar a minha pobre refeição?&lt;br /&gt;- Obrigado bom homem, o meu bornal ficou pelo caminho – e num rasgado sorriso, acrescentou – também já não tinha muita coisa por onde escolher.&lt;br /&gt;Aproveitando a deixa o bufarinheiro, depois de verificar se a sela estava bem acondicionada, retomou o caminho, o burro à frente, ele atrás, o cavaleiro a um passo.&lt;br /&gt;- Julgo que ainda não me disseste porque ficaste tão aterrorizado com a flecha da minha sela, Clarence?&lt;br /&gt;Enquanto admoestava o passo do burro, e alargava o seu, como se pressentisse perigo, o bufarinheiro respondeu, num tom mais baixo que o habitual:&lt;br /&gt;- É uma história longa Senhor, e algumas partes nem eu sei se são verdadeiras…&lt;br /&gt;- O caminho é longo, vamos ter tempo de a ouvir.&lt;br /&gt;- Como quiserdes. Eu vou tentar ser claro. E se por acaso ficardes confuso, tentarei explicar as partes que não compreenderes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Da procura, nem sempre encontramos aquilo que queremos, é tudo uma questão de paciência, até que a solução nos venha para às mãos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ninguém sabe como começou, mas ainda nos tempos dos antigos, quando eles mandavam por estas terras, começaram a chegar notícias sobre o que se passava para além das montanhas de Idich. Ao princípio eram notícias sobre um grupo de guerreiros nómadas que eram comandados por um chefe feroz. Por onde passavam, queimavam, pilhavam e violavam. As terras que iam conquistando eram logo tomadas pelos que os seguiam. Para cá das montanhas, nenhum senhor lhes deu a devida importância. Para conseguirem passar para o lado de cá ainda deveriam levar muitas eras, pensavam eles. O tamanho das montanhas e os seus abismos, também deveria ser um obstáculo e só quem soubesse o segredo da passagem é que se poderia atrever a percorrer os seus segredos. Não sabemos como, nem quem. Uns dizem que foi traição, outros que foi arrancada debaixo de tortura. Mas em suma, coisa é certa, à cerca de um ano, foram aparecendo grupos de guerreiros que se embrenham nas florestas, assaltam os viajantes e só uma boa escolta garante a segurança. Alguém ensinou o caminho aos Saurcans e aos poucos foram invadido estas terras. Dizem que são a guarda avançada dos que os esperam do lado de lá das montanhas e que só estão à espreita de uma boa oportunidade para se instalarem definitivamente. Por cá os grandes senhores não se entendem, continuam firmemente a guerrear-se entre eles, sem se importarem com o que se passa do lado de lá. A guarda avançada dos guerreiros tem feito muitos estragos, mas acho que os maiores são feitos pelos senhores que se guerreiam entre eles. A minha aldeia está nas terras do Senhor de Laertum, pagamos os nossos impostos, mas ele não nos garante as nossas vidas. Já não sei se é melhor viver sobre o jugo de estrangeiros do que viver a pagar com os nossos melhores homens, os nossos cereais, as nossas espadas e lanças. Muitos já se perguntam, se não seria preferível que os que aguardam do lado de lá para nos invadir, que o fizessem já. É terrível viver nesta situação. Os nossos recursos são cada vez mais escassos, o sal que levo no meu burro, seria bem mais barato e de melhor qualidade. Agora pagamos dez vezes mais do que pagaríamos à meses atrás.&lt;br /&gt;O caminho foi-se alargando, a alameda frondosa foi substituída aos poucos por arvores mais baixas e mais esparsas, entravam agora num vale amplo cortado apenas ao longe por uma ponta de um rio que aparecia de vez em quando batido pelos raios de sol, que abrasavam cada vez mais. O caminho agora mais largo, era mais irregular e bem mais duro. Aos poucos, quando se aproximavam do rio, iam-se ouvido o grasnar dos patos. A paisagem expandia-se pelo horizonte, os sons dos sinos aos poucos foi ficando cada vez mais para trás, cada vez mais distantes.&lt;br /&gt;- Clarence, sabes dizer-me porque repicavam os sinos com tanta intensidade?&lt;br /&gt;- Não sei dizer Senhor, as gentes da ultima aldeia por onde passei, estavam agitadas e com ar de poucos amigos. Mesmo sendo uma visita regular, agora os senhores que a governam, os de Cahir, são inimigos de Laertum, pelo que mesmo eu, um inofensivo bufarinheiro sou considerado inimigo. Mas não é difícil de adivinhar a causa de tanta agitação, deveriam estar à espera de algum mensageiro e de recrutadores para os exércitos. Aqueles soldados que nos iam surpreendendo, deveriam pertencer à escolta. Estavam decerteza a vasculhar as redondezas para se certificarem que nenhum homem válido escapa aos seus deveres. Se nos tivessem encontrado certamente agora estávamos a fazer o caminho em direcção à aldeia e mesmo contra a nossa vontade iríamos preencher as fileiras de Cahir. Ainda não vos agradeci por isso. Mas aceitai as minhas sinceras desculpas e a minha gratidão. Os meus filhos e a minha mulher dificilmente me veriam tão depressa.&lt;br /&gt;- Não precisas de me agradecer. Eu estaria nas mesma situação do que tu. A minha pele teria tanto valor do que a tua. A tua refeição e a tua ajuda a chegar á tua aldeia, são recompensas suficientes.&lt;br /&gt;- Vou dizer ao Mestre Ollin para vos arranjar um cavalo e uma espada, pelo menos serão de melhor qualidade do que aquelas que ele normalmente vende a incautos.&lt;br /&gt;- Obrigado, e o resto da tua história?&lt;br /&gt;- Eu continuo, deixai-me tomar um pouco de fôlego. Estamos a aproximarmo-nos da curva do rio de onde poderemos ver a ponte que temos que atravessar, é já ali adiante, mesmo junto aqueles choupos.&lt;br /&gt;Foram encurtando a distância, aos poucos sentia-se a humidade do rio e nas suas margens, começava-se a ouvir cantar das rãs que se escondiam no lodo e nos canaviais espessos. Uma garça, voava rente à água e fazia calar as rãs, ouvia-se o murmurar do rio, de vez em quando um tronco, tombado seguia na esteira da corrente, os ramos flácidos pareciam braços num último esforço para não serem submersos.&lt;br /&gt;Lá ao longe a muita distância uma coluna de fumo, escura, eleva-se em espirais negras.&lt;br /&gt;- Sarilhos ou desgraças – comentou Clarence.&lt;br /&gt;- Sabes de onde vem, aquele fumo?&lt;br /&gt;- Além só pode ser nas terras de Celtius, provavelmente um ataque de uma horda de Saurcans, por ali fica a aldeia de Marginus, mau prenúncio, mas fica longe da minha. Costumava ir lá com os meus pais. Começaram aí os meus dias de bufarinheiro. Quando chegarmos à minha aldeia, teremos notícias decerteza.&lt;br /&gt;O ar ainda mais preocupado de Clarence, não de molde a deixar o cavaleiro descansado. Dificilmente se fossem atacados teriam com que se defender, a coragem, ou a falta dela, do homem do burro também não seriam de grande ajuda. A adaga, não serviria de grande coisa contra machados e espadas. Alargou o passo, ultrapassando o homem e o burro. Da trilha, por entre os choupos começava a vislumbrar-se a ponte, aquela distância parecia intacta. As traves de madeira que se entronavam no rio pelo menos assim pareciam. O restante, tirando aqui e ali uma falha, também parecia em bom estado. No entanto, parecia um bom sítio para se montar uma emboscada. Teriam que se aproximar com cuidado e arriscar. Mas antes o melhor seria fazer um reconhecimento prévio. Estava farto de surpresas desagradáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Da incompreensão, quem descobriu que o mundo era redondo, devia-o ter guardado para si. Alguns na sua infinita ignorância julgam que o percorreram, quando se limitaram a ficar no mesmo lugar. A única coisa que se moveu foi a sua sombra e nem por isso eles deram conta, enquanto estavam a olhar para o próprio umbigo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forma aproximando-se do rio, o burro, ignorando as ordens do dono precipitou-se para a água. Os homens não se fizeram rogados e aproveitaram a sede do burro para também usufruírem um pouco da frescura das margens. Beberam também, rápidamente, sempre de soslaio. Nos tempos que corriam, voltar as costas ao perigo era uma atitude insensata, mesmo em campo aberto.&lt;br /&gt;Depois de refreada a secura, retomaram rapidamente o caminho. O burro agora mais satisfeito nem precisa de ser admoestado. O caminho tortuoso e duro, aproximava-se lentamente da ponte. Podiam agora ver-se mais nitidamente os bocados das anteparas, soltas e mal mantidas, a madeira podre deixava trespassar a luz por alguns buracos, oxalá as ripas que iam suportar o peso dos dois homens e o do burro, estivessem em melhores condições.&lt;br /&gt;O bufarinheiro aproveitou para continuar a sua narrativa:&lt;br /&gt;- Como eu ia dizendo Senhor, depois dos antigos desaparecerem, as suas terras foram divididas por cavaleiros e senhores que tomaram o poder à força ou por astúcia. Alguns dizem que se aproveitaram mesmo das hordas para levarem em frente os seus desígnios. Estas terras foram divididas e retalhadas, nem sempre com as melhores das intenções. Laertum, o reino onde pertence a minha pobre aldeia, outrora já dominou mais de um terço do mundo do lado de cá da montanha, mas o último Senhor, Lord Monteld, não tem a vontade suficiente para se impor. O seu espírito guerreiro também não é famoso, aos poucos foi trocando as armas pela harpa. Infelizmente isso não enche a barriga a ninguém e os conflitos nas nossas fronteiras são cada vez mais frequentes. Para agravar a nossa situação, não tem herdeiros directos, os dois filhos varões morreram em escaramuças sem sentido ao irem em socorro de interesses de primos distantes. Na corte perfilam-se vários candidatos, mas nenhum deles com muitos direitos. A única filha casou com um filho de Lord Jovick, senhor dos Ostram. Se o futuro rei não for nomeado rapidamente, antes da morte do velho Lord, teremos mais uma guerra entre nações. Os Ostram tentarão fazer valer os direitos de Milady Guern e se tal vier a acontecer, os nobres de Laertum, dividirão as suas forças dos que apoiam a nossa integração no reino de Lord Jovick e aqueles que não aceitarão que sejamos governados por outro povo. O futuro deste pobre reino está entregue à sorte, e a nossa não se apresenta risonha. Para ajudar à confusão corre a lenda de que um homem, estrangeiro, virá para reclamar o trono vazio, mas que trará com ele também guerra para unificar as Nações para lutar contra os Saurcans. Nós só pedimos que nos deixem levar a nossa simples vida, trabalhar as nossas terras e que os nossos filhos possam brincar em paz. Desculpai Senhor o meu desabafo, mas as nossas vidas não são fáceis…&lt;br /&gt;- Hummm, o teu sentimento de revolta é natural. O teu Senhor poderia ter em conta os vossos anseios. Deveria ser melhor aconselhado, ou talvez nomear um bom sucessor. Compreendo a tua preocupação. Mas deverá ser a nossa de chegar inteiros à tua aldeia, não achas? A ponte que vamos atravessar é segura?&lt;br /&gt;- A ponte é velha, mas suas madeiras são duras, a solidez das suas fundações também, não olhes para o aspecto geral. Ela vai decerteza puder connosco. Quanto à tua preocupação de chegarmos vivos à aldeia, tens razão, ainda nos falta isso, desculpai, as preocupações deste pobre bufarinheiro. Depois de atravessarmos a ponte, continuarei a minha história, pelo menos terá o condão de aliviar o meu temor.&lt;br /&gt;A ponte aproximava-se a passos largos, os choupos e os plátanos aumentavam, o vento fazia balançar, sem muita força, os seus ramos que esbracejavam indolentes. O sol ainda mais alto batia forte, a paisagem soberba e a perfeição do quadro, apenas era obscurecida pela coluna de fumo que aumentava bem longe no horizonte, juntamente com os pensamentos e temores destes companheiros forçados de viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Do conhecimento, todo o humano descobrirá que não é eterno.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma cruz, os mesmos símbolos rúnicos, bem antigos e ilegíveis, mas desta vez em pedra, muito velha, aqui e ali, o musgo verde cobria algumas fendas intemporais. Marcava uma encruzilhada que se bifurcava para este, por um caminho forrado por ervas altas e pelo matagal denso que o cobria, bem pouco concorrido, o trilho mal se vislumbrava. Em frente a continuação do que calcorreavam neste momento, a oeste, bem perto, a ponte.&lt;br /&gt;A entrada, os dois pilares em pedra, com engastes em ferro, enferrujados pelas intempéries e pelo tempo. Um passadiço cujas lajes estavam polidas pelos cascos e pelo passajar das gentes. As ripas pareciam seguras, gastas, mas seguras.&lt;br /&gt;- Mestre Clarence, acho que tinhas razão. Ao longe engana bem. Mas as amuradas precisam de uns bons reparos.&lt;br /&gt;- Tendes razão, há muito tempo que ninguém se digna a pregar uma tábua nesta pobre ponte. Quando ela acabar o meu caminho vai ficar mais longo e bem mais perigoso. Se tivéssemos que ir em frente, teríamos que percorrer mais caminho, chegaríamos bem à noite à minha aldeia, as gentes e os senhores desta terra esqueceram-se ou não têm tempo para a reparar pontes. Para além disso esta é pouco usada. A insegurança, obriga a que cada vez menos as aldeias façam trocas entre si. Eu vou arriscando, é o meu sustento, mas muitas das vezes penso em abandonar a profissão, os perigos não compensam o lucro e ainda dou algum valor à minha vida.&lt;br /&gt;O bater dos cascos do burro nas madeiras desgastadas, ecoava no rio, de tempos a tempos, nas velhas travessas que serviam de protecção, entrecortadas pelos apoios dos pilares, pousavam pequenas aves, ou guarda rios, que de um mergulho só, apanhavam pequenos peixes e levantavam voo a rasar as águas. O rio, de um azul averdiscado, deixava ver o fundo, e de quando em quando um peixe mais lustroso a reflectir o sol nas escamas, que de um pulo, apanhava um pequeno insecto descuidado, e em seguida num ápice, escondia-se temeroso no meio das pedras, quando as sombras dos homens e do burro se esbatiam no lodo.&lt;br /&gt;- Se tivesse trazido uma cana e um anzol, aproveitávamos para fazer uma valente pescaria, vamos ter que nos contentar com carne seca, algum pão, algumas maças – Clarence bateu no odre que trazia a tiracolo – e se não tiverdes nojo de mim, bebereis um pouco deste vinho, dar-nos-á um pouco de alegria. De qualquer das maneiras, seria difícil cozinhar estes peixes, não é conveniente atear uma fogueira por estes lados. Se bem que o cheiro a queimado se entranhe por todo o lado, qualquer chama, ou pequeno fumo, serão vistos bem longe. Não precisamos de atrair mais convidados para a nossa refeição, para além disso, devemos sempre desconfiar das intenções de alguns…Claro que não estou a referir-me a vós Senhor.&lt;br /&gt;- Tendes razão, e descansa que não me ofendi. Mas por falares nisso, o meu pobre estômago já fala comigo há um bom par de minutos. Com o meu encontro tive que adiar o meu pequeno almoço, é como tu dizes, alguns convidados, estragam qualquer refeição.&lt;br /&gt;- Mais um pouco, no final da ponte, veremos umas ruínas em pedra, tentaremos fazer lá uma paragem, aproveito para aliviar o meu “Pedro” da carga por uns instantes e para ele se refastelar com a erva que cresce por aqueles lados, também tem direito à sua refeição.&lt;br /&gt;- Ruínas? E que ruínas são essas, Clarence?&lt;br /&gt;- São de um velho templo e de alguns casebres abandonados, eram dos druidas que habitavam estas terras. Há muitas eras atrás foram abandonadas, eram eles também que mantinham a ponte reparada. Um dia pura e simplesmente desaparecem, ninguém sabe como ou porquê. Dizem que foram mortos pelas hordas e que alguns dos seus fantasmas ainda vagueiam por aí.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-112181647327107288?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/112181647327107288/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=112181647327107288' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/112181647327107288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/112181647327107288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/07/crnicas-de-um-rei-sem-trono.html' title='Crónicas de um Rei sem trono.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-111428855794824158</id><published>2005-04-23T21:32:00.000+01:00</published><updated>2005-04-23T21:38:43.126+01:00</updated><title type='text'>Sapómetro – Método linear de como deixar um cliente de cabelos em pé…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;(Para proteger as pessoas a entidade, tanto da parte do SAPO, bem como dos utilizadores, depois de consultadas as Pedras, as Conchas e uma Cartomante, preferimos manter o anonimato das partes envolvidas, os nomes usados não são os reais e por favor se os factos relatados forem uma cópia indevida de algum episódio das vossas breves vidas, pedimos desde já as nossas desculpas pelo plágio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I – Tentativa de contacto em 2º Grau.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;DEDO DO CLIENTE SAPO - Bip, Bip, Bip ……….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATENDEDOR SAPO - “Acabou de ligar para o número de assistência a clientes, se quiser saber mais sobre o nosso produto marque 1, se quiser saber mais sobre as nossas tarifas marque 2…se quiser…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATENDEDOR SAPO - “Por favor marque o seu número de telefone…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEDO DO CLIENTE SAPO - Pi, PiPi, Pipi,……&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEDO DO CLIENTE SAPO - Bip, Bip, Bip ……..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARTA - “Daqui fala a Marta, em que posso ser útil?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Pensamento censuráveis do CLIENTE SAPO – “Gaita, devo de ter ligado para o Seguro Directo. Bem vou ter que tentar novamente”.)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;CLIENTE SAPO - “Desculpe Marta mas preciso de falar com o vosso serviço técnico. Estou a tentar aceder à página de clientes da SAPO e todas as vezes que o faço o meu antivírus avisa-me da tentativa da entrada de um trojan…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARTA - “Lamento vai ter que marcar outro número e por favor quando ouvir a gravação marque o 5 para a assistência. O número é…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLIENTE SAPO - “Obrigado Marta.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARTA - “Obrigado por ter utilizado a PT…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II – Nova tentativa de contacto em 2º Grau.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEDO DO CLIENTE SAPO - Bip, Bip, Bip…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARTA2 - “Boa tarde fala a Marta2, em que posso ser útil?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Pensamentos indecoros do CLIENTE SAPO – “Decididamente hoje não era o meu dia de sorte. Outra vez uma miúda a tentar ajudar-me a mudar um pneu”.)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;CLIENTE SAPO - “Boa tarde queria apenas notificar os seus serviços técnicos que todas as vezes que tento entrar na página de clientes da SAPO o meu antivírus notifica que estou a sofrer a tentativa de entrada de um trojan.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARTA2 - “Qual o nome de cliente?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLIENTE SAPO - “CLIENTESAPO@SAPO”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARTA2 - “Um momento enquanto falo com o meu supervisor…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Esta parte é obviamente invenção da mente perversa do CLIENTE SAPO – Parte I)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em off) MARTA2 – “Ó Zé está aqui um maluco a dizer que tem um trojan. O que é isso?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em off) SUPERVISOR – “Olha lá mas agora que estamos a ver o filme no canal 18 é que tu me vens chatear, olha, diz a esse tipo que não sei o que é isso, nem quero saber…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em off) MARTA2 – “Mas Zé não é melhor eu dar a resposta 5 dos procedimentos técnicos?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em off) SUPERVISOR – “Essa não. O gajo ainda pode pensar que estamos a gozar com ele. Dá-lhe antes a resposta 10.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em off) MARTA2 – “Tá bem, já agora que filme é que estás a ver?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em off) SUPERVISOR – “Não sei, mas o gajo está quase a comer a gaja…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em off) MARTA2 – “Ah, estás a ver um filme sobre canibais…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Retomar a conversa de MARTA2 com CLIENTE SAPO).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARTA2 - “CLIENTESAPO@SAPO, lamento mas o meu supervisor diz que não temos vírus nenhum, no nosso servidor.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLIENTE SAPO - “Marta2, agradeço que diga ao seu supervisor que tem e que o meu antivírus está constantemente a abrir uma janela a notificar-me de uma intrusão, o nome do vírus é: trojan.byteverify…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARTA2 - “Só mais um minuto por favor…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Invenção da mente perversa do CLIENTE SAPO – Parte II).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em off) MARTA2 – “Zé o gajo não me larga e a resposta 10 não resultou.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em off) SUPERVISOR – “Porra um gajo não consegue ver um filme até ao fim…Agora que isto estava a ficar bom…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em off) MARTA2 – “Então isso é só sangue?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em off) SUPERVISOR – “Podes crer o gajo já comeu mais duas e ainda se está a preparar para terceira.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em off) MARTA2 – “Que horror e o gajo ainda não está cheio?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em off) SUPERVISOR – “Não isto ainda não acabou.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em off) MARTA2 – “Mas o que é que eu digo ao cliente?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em off) SUPERVISOR – “Olha diz-lhe para mandar um mail, assim quem o vai abrir é o gajo que me vai substituir e com sorte responde-lhe para a semana…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Retomar a conversa de MARTA2 com CLIENTE SAPO).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARTA2 - “Obrigado por ter esperado, o meu supervisor disse que temos mais de 500.000 utilizadores e só o senhor é que se está a queixar da situação, apenas podemos concluir que o seu antivírus não está bom.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLIENTE SAPO - “Desculpe Marta2, a ultima actualização do antivírus foi cerca de duas horas atrás e apenas na abertura da vossa página de clientes SAPO me dá esta mensagem.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARTA2 - “Importa-se de mandar um mail a reportar a situação?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLIENTE SAPO - “Claro que sim Marta2, já agora vou aproveitar e mandar um “desenho” do ecrãn. Boa tarde…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;III – Tentativa de contacto em 3º Grau.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Envio do mail pelo CLIENTE SAPO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;P:S.:&lt;/strong&gt; Prometemos voltar ao assunto logo que o SAPO responda ao mail...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passadas 5 horas sobre o envio do mail aguardo pacientemente que me enviem o recibo que pedi, para me notificarem que o receberam...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-111428855794824158?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/111428855794824158/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=111428855794824158' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/111428855794824158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/111428855794824158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/04/sapmetro-mtodo-linear-de-como-deixar.html' title='Sapómetro – Método linear de como deixar um cliente de cabelos em pé…'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-111391741944675551</id><published>2005-04-19T14:25:00.000+01:00</published><updated>2005-04-21T23:53:42.086+01:00</updated><title type='text'>LINUX VS MICROSOFT.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;“O melhor espelho da admiração é a imitação…”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A minha relação amor/ódio com os computadores começou aos 18 anos. Na época gramei um cadeira que se chamava “Introdução à Programação”, onde por força das circunstancias fui obrigado a aprender FortranIV, Para quem não conheceu esta linguagem, explico apenas, que as disquetes eram uma cartolina onde o infeliz que queria por exemplo escrever uma simples soma de um digito, passava uma tarde inteira a perfurar pacientemente as ditas cartolinas. Era o rudimento dos computadores e as resmas de cartolinas perfuradas ainda hoje me atormentam em sonhos.&lt;br /&gt;Como era um rapazinho evoluído e já tinha trabalhado numa empresa que tinha um IBM e utilizava umas disquetes enormes de 8” e uma cartolinas A4 com banda magnética para me dizerem o que se facturava na empresa, quando me atrevi a perguntar ao professor do cadeirão de FortranIV porque é que eu estava a aprender uma linguagem que nem no 3º mundo já se utilizava, a nota máxima que me passou a dar foi um dez e só não me reprovou porque ficava mal na fotografia…&lt;br /&gt;Depois passados poucos anos apareceram os primeiros computadores pessoais, os Timex, uma maravilha, ligados a um gravador para ler umas cassetes que debitavam um ruído marciano e que depois de algumas tentativas goradas pelo meio, lá nos punham a jogar uns jogos fenomenais em frente de um televisor. Apareceram também os primeiros processadores de texto e as primeiras impressoras caseiras.&lt;br /&gt;E o mundo lá foi evoluindo. Eu nem sequer sabia que o Bill Gates existia. As linguagens que existiam era poucas mas quem dava as cartas era a IBM, tanto em computadores pessoais como nos empresariais. A IBM estava em todas, era nos processadores de texto, era nas folhas de cálculo, era nas impressoras era nos monitores, enfim açambarcava o mercado com o seu símbolo e ninguém se queixava de nada, especialmente a IBM, um dos actos de sucesso era ter um IBM ou ter acções da IBM.&lt;br /&gt;Lá havia uns malucos que compravam outras marcas, mas debalde, batíamos sempre à mesma porta.&lt;br /&gt;Nestes entretantos apareceu um tipo que arranjou um produto que chamou de MS-DOS e que corria em qualquer computador pessoal e que permitia correr outros programas, inventou ainda uns processadores de texto e uma folhita de cálculo, juntou tudo e deu-lhe o nome de Windows.&lt;br /&gt;A IBM nem reparou nele, mas entretanto foi perdendo o poder, deslumbrada com a sua posição e soberba deu-se ao luxo de ignorar o mercado e de perder a noção da realidade.&lt;br /&gt;Não sem antes ter feito alguns estragos, comprou a Wang Tecnologies, refundiu a empresa aproveitou os seus melhores recursos e acabou com ela pura e simplesmente…&lt;br /&gt;Segundo a IBM eram as leis do mercado, para alguns (como eu) era a tentativa de continuar a dominar o mercado.&lt;br /&gt;Mas os dados estavam lançados e o inexorável rolar dos tempos e da tecnologia fizeram recuar esse gigante para uma prateleira, até que…&lt;br /&gt;Até que descobriu como continuar a chatear: como o custo que pagava ao Bill Gates era muito caro (as companhias de hardware como a IBM, a HP e outros fabricantes de computadores pessoais pagam à Microsoft 5 dólares USA por cada licença de Windows que colocam nos nossos desktops ou portáteis, eu pago seguramente 20 vezes mais se o quiser comprar…), arranjaram uns gajos porretas que trabalham de graça, deram-lhes os códigos fonte do UNIX e eles arranjaram um sistema operativo que a rapaziada tratou logo de distribuir.&lt;br /&gt;Bem o meu primeiro contacto com o invento a que deram o nome de LINUX não foi muito cativante, uns amigos meus que o distribuíam pela módica quantia de 1,5 € (o custo da gravação de 2 CD’s) juntamente com o hardware que vendiam, traziam-lhes alguns engulhos ou eram os modems que não funcionavam ou eram as placas gráficas que pura e simplesmente se recusavam a deixar transparecer qualquer informação no ecran.&lt;br /&gt;Eu com isto não quero dizer que não tivesse os meus problemas com o WINDOWS e pelas mesmas razões, na verdade quando tentei meter na mesma board uma placa de vídeo e um modem do mesmo fabricante cheguei à brilhante conclusão, depois de ter migrado do Windows 98 para o XP, que os problemas que o LINUX tinha eram exactamente iguais aos meus e a solução foi fazer como eles, trocar de placa de modem…&lt;br /&gt;Mais, os meus problemas com a Microsoft vinham detrás, a minha opinião era de que estavam meteoricamente a tomar conta do mercado e a comportar-se exactamente como a IBM.&lt;br /&gt;Nessa altura equacionei mudar de sistema operativo, não o fiz por falta de tempo e paciência, para além disso após umas quantas correcções o XP lá se instalou e passou a funcionar.&lt;br /&gt;Não obstante ter corrigido a sua rota, face à concorrência que se tem vindo a impor, a MICROSOFT ainda tem um longo caminho a percorrer, assim como o LINUX.&lt;br /&gt;Bem, esta é a minha posição como utilizador doméstico, mas o meu post é uma resposta que eu quero dar a um artigo de um Jornal que eu admiro e leio com frequência: o Bits e Bytes, de 15 de Abril e que tem um artigo de um senhor chamado Ricardo Oliveira.&lt;br /&gt;Começo pelo título: “Obtenha os factos – Frio, Frio, Frio”, nada melhor que publicidade a uma marca de congelados, de vodka ou de um bom vinho, servido bem gelado, para chamar a atenção do público português, se não estivesse inserido no Jornal em questão, pensaria que se tratava de uma nova campanha de marketing da COCA-COLA para lançar uma nova bebida.&lt;br /&gt;Quanto à imagem dos pinguins do LINUX a usarem o símbolo da MICROSOFT para aportarem e fazerem de trampolim, tem apenas uma leitura: até os pinguins do LINUX precisam de boleia e de descansar. Pelos vistos para sobreviverem têm que usar a MICROSOFT como bóia no mar da informática (isso fica-lhes muito mal).&lt;br /&gt;Quanto ao resto do artigo perde-se em conjecturas sobre o que levaram as empresas a migrar do sistema de LINUX para uma plataforma MICROSOFT deixando algumas frases soltas e inacabadas, inserindo outras no contexto que mais lhe convém, argumentando que a falta de assistência e os custos da mesma, nas chamadas plataformas abertas não é factor determinante para que se opte por outro produto (!?!). Acaba depois o artigo a falar em TCO (Total Cost of Ownership, custo total da propriedade) e em ROI (Return of Investiment, retorno após investimento).&lt;br /&gt;Enquanto se deixou deambular pela parte técnica o caso até foi bem conduzido, e eventualmente as falhas da campanha da MICROSOFT até pareciam enormes, mas não resistiu, veio bater no ponto que considerava mais fraco e enganou-se.&lt;br /&gt;Aquilo que deixa transparecer é que não foram feitas contas e que se optou por uma tecnologia mais cara e com suporte mais caro.&lt;br /&gt;Que não foram feitas consultas ao mercado e que não se avaliou o impacto e os custos da nova implementação, mais grave ainda que foram deixadas de fora consultas a soluções ditas “sem custos” ou de licenciamento à borla.&lt;br /&gt;A primeira lição que aprendi a sério na minha vida e que me foi dada por um gestor, é que “os mercados a nível mundial têm tendência a não comprar qualidade, mas sim preço. O mercado português é então impossível de controlar porque aqui para além do preço os portugueses compram descontos…”&lt;br /&gt;Mas pode ficar descansado, foram consultados parceiros que vendem plataformas LINUX e que não são tão baratas como se diz, mais ainda porque são honestos e devido às exigências que fazíamos, nos aconselharam, para não termos um mas vários produtos para fazer o mesmo que o da MICROSOFT, a optarmos pela solução que menos problemas nos traria.&lt;br /&gt;Para além disso foi com agrado saber que algum desses desenvolvimentos são feitos em Portugal e por portugueses, aguardamos a sua evolução e estamos atentos à sua implementação e custos da mesma e do respectivo produto.&lt;br /&gt;Perdeu ainda a oportunidade para falar do aproveitamento dos recursos do hardware, fez mal se calhar aí até teria alguns argumentos.&lt;br /&gt;Pelo que depreendo das suas palavras é obviamente um elemento ligado ao LINUX, e faz muito bem em defender a sua dama.&lt;br /&gt;Mas quando passa da defesa para o fanatismo e para o fundamentalismo, recordo-lhe que não estamos a falar de fé e ainda não temos santos informáticos ou se preferir informáticos santos…&lt;br /&gt;Como deve calcular nos vértices dos custos que sublinha está um que tem a ver com pessoal e a formação do mesmo (esqueceu-se dele), se opta-se pela plataforma livre, ficava escravo de um contrato de manutenção ou como opção teria que recrutar e formar um novo colaborador para me dar assistência no novo produto.&lt;br /&gt;Utilizo uma plataforma LINUX que tem custos e que deve conhecer: o RED HAT e todas as vezes que tenho que instalar um servidor de testes vou com a corda ao pescoço pedir ao Director Financeiro que me autorize a verba e não lhe consigo explicar como é que eu pago em dois dias, para instalar um servidor LINUX, o mesmo que pago num mês ao colaborador que me instala um servidor MICROSOFT numas horas…&lt;br /&gt;Depois de consultar o meu Director de Recursos Humanos e o Director Financeiro, é com agrado que lhe transmito a minha intenção de o contratar, a custo zero claro, porque infelizmente é a verba que disponho para contratações de pessoal ou então de continuar com a plataforma MICROSOFT e a trabalhar com a “prata da casa”.&lt;br /&gt;Claro que lhe deixo algum tempo para cobrar pelos autógrafos que der. Um homem, mesmo do LINUX tem que ganhar algum dinheiro para sobreviver…(esta piada deixo-lhe a si o encargo de a explicar, o seu segundo sentido morre entre nós).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-111391741944675551?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/111391741944675551/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=111391741944675551' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/111391741944675551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/111391741944675551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/04/linux-vs-microsoft.html' title='LINUX VS MICROSOFT.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-111356563908421735</id><published>2005-04-15T12:45:00.000+01:00</published><updated>2005-04-15T12:47:19.086+01:00</updated><title type='text'>"Ser português..."</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;“Victrix causa diis placuit, sed victa Catoni”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;latim&lt;/em&gt; A causa vencedora agradou aos deuses, mas a vencida a Catão. Lucano, em Farsália, I, 128, alude à fidelidade de Catão a Pompeu, quando este foi derrotado por César.&lt;br /&gt;Emprega-se para expressar apoio a uma causa, embora vencida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui daqueles que leu nas sebentas da escola a história épica de Viriato e de Sertório, de pequenos nadas que elevavam a nossa débil nacionalidade. Fui habituado a ter orgulho na padeira de Aljubarrota, no sacrifício de Martim Moniz, na obscuridade de D. Fuas Roupinho. Nas Cortes de Lamego, desculpa-me Alexandre Herculano, mas parece que foram inventadas…&lt;br /&gt;Nas campanhas de Mouzinho de Albuquerque, que como anti herói se suicidou, de D. Aleixo Corte-Real, que combateu os japoneses no longínquo Timor.&lt;br /&gt;Ouvia falar de Gungunhana, que mesmo sendo um inimigo, o seu nome não foi riscado da história.&lt;br /&gt;O desbravar de histórias fantásticas de Fernão Mendes Pinto, nas guerras nos confins do mar de Aden, em Afonso de Albuquerque, em lugares como Calecute ou Ormuz.&lt;br /&gt;Nos inventos que deram outros horizontes à humanidade, no astrolábio dos decanos dos navegadores e na matemática com o Nónio de Pedro Nunes, de Gago Coutinho e de Sacadura Cabral.&lt;br /&gt;O orgulho de falar nas campanhas de descobrimento da África profunda, de Hemergildo Capelo, de Roberto Ivens e Serpa Pinto.&lt;br /&gt;Eu tinha orgulho em ser português e ensinavam-me onde ficava o ponto mais alto de Portugal: o monte Ramalau em Timor, os rios de Angola, de Moçambique, onde ficavam as Cataratas do Duque de Bragança, onde ficavam enterrados os desterrados, mesmo aqueles que se haviam desviado das leis dos homens, como o Zé do Telhado.&lt;br /&gt;Eu gostava dos filmes que mesmo politicamente correctos ainda hoje me fazem rir.&lt;br /&gt;Eu tinha orgulho nos meus escritores, nos meus poetas como Camões, nas anedotas do Bocage, nos líricos como Luísa Toddi.&lt;br /&gt;Nos meus ladrões, nas minhas prostitutas, nos meus corsários, nos meus Papas e nas minhas raízes de judeu, de almorávida, de godo, de romano e de suevo ou de alano.&lt;br /&gt;Eu tinha orgulho nos meus reis, nos meus heróis que me davam uma perspectiva de nacionalidade arrebatada.&lt;br /&gt;Onde estás tu D. Sebastião? Onde está a Encíclica Geração, os meus trovadores, os meus navegadores que deram novas terras ao mundo?&lt;br /&gt;Onde estão os que penhoravam as barbas para manter a sua palavra?&lt;br /&gt;Um professor disse-me um dia que a história é sempre escrita pelos vencedores…&lt;br /&gt;Nós perdemos a nossa história, onde é que perdemos a nossa guerra, em que campo sem nome é que fomos derrotados?&lt;br /&gt;Mas o que mais me constrange é que metade dos nomes que eu invoco, são desconhecidos das gerações actuais e nada me leva a crer que os venham a aprender. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-111356563908421735?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/111356563908421735/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=111356563908421735' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/111356563908421735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/111356563908421735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/04/ser-portugus.html' title='&quot;Ser português...&quot;'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-111265710254890054</id><published>2005-04-05T00:15:00.000+01:00</published><updated>2005-04-05T00:25:02.550+01:00</updated><title type='text'>O inferno mora aqui...(trailer)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- Muito bom dia, eu sou o cidadão nº 666…Pode-me indicar onde fica o parlamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito bom dia cidadão 666, na base de dados que acabo de abrir, o seu número diz-me que tem tendências autoritárias, narcisistas e melómanas, para além disso, não pagou os impostos de 1984 referentes a um sítio chamado de “Inferno”, a base de dados diz ainda que os seus genes não o deixam votar também no partido único: o Partido Nacional Socialista...&lt;br /&gt;Lamento muito, mas como funcionário do estado, vou ter que o mandar prender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, eu sou uma Besta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe Mestre, eu não sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não faz mal meu filho, continua a cumprir o teu dever, que eu recompenso-te e um dia destes, mando-te de férias para Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe Mestre, mas prefiro que me mande para o Purgatório, não é por nada sabe, mas já me disseram que aquilo lá é um bocadinho pior que isto...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-111265710254890054?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/111265710254890054/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=111265710254890054' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/111265710254890054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/111265710254890054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/04/o-inferno-mora-aquitrailer.html' title='O inferno mora aqui...(trailer)'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-111263023772716147</id><published>2005-04-04T16:51:00.000+01:00</published><updated>2005-04-04T16:57:17.730+01:00</updated><title type='text'>O que faz correr António Costa?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Artigo 35º da Constituição Portuguesa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Todos os cidadãos têm o direito de acesso aos dados informatizados que lhe digam respeito, podendo exigir a sua rectificação e actualização, e o direito de conhecer a finalidade a que se destinam nos termos da lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - A lei define o conceito de dados pessoais, bem como as condições aplicáveis ao seu tratamento automatizado, conexão, transmissão e utilização, e garante a sua protecção, designadamente através de entidade administrativa independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - &lt;strong&gt;A informática não pode ser utilizada para tratamento de dados referentes a&lt;/strong&gt; convicções filosóficas ou políticas, filiação partidária ou sindical, fé religiosa, &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;vida privada e origem étnica, salvo mediante consentimento expresso do titular, autorização prevista por lei  com garantias de não discriminação ou para processamento de dados estatísticos não individualmente identificáveis.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;4 - É proibido o acesso a dados pessoais de terceiros, salvo em casos excepcionais previstos na lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;É proibida a atribuição de um número nacional único aos cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;6 - A todos é garantido livre acesso às redes informáticas de uso público, definindo a lei o regime aplicável aos fluxos de dados transfronteiras e as formas adequadas de protecção de dados pessoais e de outros cuja salvaguarda se justifique por razões de interesse nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - Os dados pessoais constantes de ficheiros manuais gozam de protecção idêntica à prevista nos números anteriores, nos termos da lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo acabou de confirmar que vai reunir todos os perfis dos cidadãos portugueses numa base de dados até ao final da legislatura, a notícia já obteve confirmação por parte do Ministro da Justiça António Costa.&lt;br /&gt;O projecto anterior, previa apenas que esses perfis só incluíssem pessoas condenadas pela justiça, um conceito muito vago e abrangente como podem ver: uma multa não paga poderia estará incluir um qualquer cidadão nesta base de dados. Para além disso o nome de “perfil” é ainda mais vago.&lt;br /&gt;O Governo propõe uma solução global que seria tutelada por uma comissão independente, não garante também a privacidade de ninguém.&lt;br /&gt;A manipulação genética e a tentativa de controlar a humanidade através dessa faceta, teve o seu supra sumo numa figura de má memória que se chamava Hitler.&lt;br /&gt;Foi continuada pelos regimes comunistas e pelos vistos quer ser aplicada neste País, as guerras tribais em África e outras que se passaram na antiga Jugoslávia, são a moeda de troca que poderão ser o culminar de limpezas étnicas e não só que poderão ser facilitadas pelo acesso a bases de dados circunscritas.&lt;br /&gt;Poderão ainda ter outras implicações morais e patrimoniais, como por exemplo um filho, ou um pai descobrirem que não são parentes…&lt;br /&gt;Numa conversa banal com um amigo meu, que por acaso é amigo pessoal do Sr. Ministro da Justiça, ele confidenciou-me há muitos anos atrás que estava preocupado com o controlo descarado que os cidadãos estão sujeitos, qualquer instituição bancária consegue neste momento controlar onde compram os seus clientes, onde se vestem, onde almoçam, por onde viajam, basta seguir o cartão de crédito…&lt;br /&gt;Os telemóveis são outro factor de controlo, é possível neste momento saber por onde andam os cidadãos, basta localizar o número de telemóvel, num País onde existe quase um telemóvel por pessoa, essa tarefa fica mais facilitada.&lt;br /&gt;O Ministro da justiça na sua passagem pela Comissão Europeia esteve no centro de uma polémica com os E.U.A. sobre o acesso deles a dados considerados confidenciais, depois calou-se. Gostaria muito que me explicasse onde param os dossiers sobre o Echelon e o Carnivore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o Echelon:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Echelon is perhaps the most powerful intelligence gathering organization in the world. Several credible reports suggest that this global electronic communications surveillance system presents an extreme threat to the privacy of people all over the world. According to these reports, ECHELON attempts to capture staggering volumes of satellite, microwave, cellular and fiber-optic traffic, including communications to and from North America. This vast quantity of voice and data communications are then processed through sophisticated filtering technologies.&lt;br /&gt;This massive surveillance system apparently operates with little oversight. Moreover, the agencies that purportedly run ECHELON have provided few details as to the legal guidelines for the project. Because of this, there is no way of knowing if ECHELON is being used illegally to spy on private citizens.&lt;br /&gt;This site is designed to encourage public discussion of this potential threat to civil liberties, and to urge the governments of the world to protect our rights.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe o que é o Carnivore ficam estas linhas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“You may have heard about Carnivore, a controversial program developed by the U.S. Federal Bureau of Investigation (FBI) to give the agency access to the online/e-mail activities of suspected criminals. For many, it is eerily reminiscent of George Orwell's book "1984". &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Although Carnivore was abandoned by the FBI in favor of commercially available eavesdropping software by January 2005, the program that once promised to renew the FBI's specific influence in the world of computer-communications monitoring is nonetheless intriguing in its structure and application.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha insistência no assunto deve-se apenas ao facto, talvez banal para alguns, de uma imposição irreversível e que colide com a liberdades de todos os cidadãos.&lt;br /&gt;Ainda não vi nenhum sinal de revolta ou de desconforto nesta sociedade adormecida e a nossa comunicação social, tirando honrosas excepções, ainda nem sequer deu conta do que se prepara com esta medida anunciada…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-111263023772716147?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/111263023772716147/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=111263023772716147' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/111263023772716147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/111263023772716147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/04/o-que-faz-correr-antnio-costa.html' title='O que faz correr António Costa?'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-111257802114806205</id><published>2005-04-04T02:24:00.000+01:00</published><updated>2005-04-04T02:27:01.150+01:00</updated><title type='text'>"BIG BROTHER IS WATCHING YOU..."</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Está na hora de acordarmos.&lt;br /&gt;Segundo as últimas notícias o governo prepara-se para elaborar a nível nacional um banco de código genético.&lt;br /&gt;A despreocupação banal com que nos brindam com esta informação, sem o mínimo de consistência, deixa-me assaz preocupado. Ainda não vi ninguém, nem a querida “oposição” a fazer as devidas perguntas para o que se está a preparar.&lt;br /&gt;A maneira subtil e escondida com que nos querem impor uma nova maneira de controlo é demasiado grave para ter passado despercebida. A questão do aborto ou mesmo da Constituição Europeia, são bem mais simples de se referendarem do que aquilo que o governo com esta medida nos quer impor.&lt;br /&gt;Qualquer “estúpido” sabe que se houver alguém com acesso a um banco de código genético, poderá manipular várias informações que vão contra o mais essencial das liberdades e garantias pessoais e consagrado na nossa Constituição, ainda em vigor.&lt;br /&gt;Não vi aqui nenhum dos nossos pretensos, pseudo e iluminados constitucionalistas a fazer qualquer comentário.&lt;br /&gt;A maneira irreflectida e irresponsável deste governo de anunciar a criação de um banco de dados genético serve os interesses de quem?&lt;br /&gt;Eu vou apenas pegar no exemplo da Islândia.&lt;br /&gt;Devido à particularidade do país, que só tem 280.000 de nacionais e sendo uma ilha isolada, o código genético é bastante restrito. As pressões por parte de um médico, dono de uma companhia que se dedica exclusivamente ao controle e angariação das bases de dados genéticos dos islandeses, levaram a que o parlamento desse simpático País e teoricamente uma avançada democracia, lhe desse o direito durante 12 anos de ter em exclusivo o acesso e a criação dessa base de dados. Conseguiu ainda mais, por ordem desse mesmo parlamento, que todos médicos lhe fornecessem os boletins clínicos de todos doentes da Islândia…&lt;br /&gt;Já começam a ver aqui os meus temores.&lt;br /&gt;Para agravar mais a situação, não há lei nenhuma que impeça essa companhia de vender os dados que não lhe pertencem a terceiros, e sabem os meus amigos quem são os seus clientes: as companhias de seguros que operam nesse insular País.&lt;br /&gt;Quando confrontado sobre a ética desse problema, o dono da companhia deu uma resposta muito em voga:&lt;br /&gt;“Eu não posso falar se é ético ou não vender o acesso a essa base de dados, já que não fui eu que dei autorização para fazê-lo…”&lt;br /&gt;A resposta é definitivamente obra da escola de políticos que tomaram de assalto Portugal, em absoluto, este senhor tem raízes na política portuguesa ou teve lições pagas de políticos portugueses.&lt;br /&gt;Para finalizar, e para constatarmos da falta de transparência deste banco de dados, perguntaram ao dono da companhia se os dados estavam a salvo de pirataria:&lt;br /&gt;“Como sabem qualquer base de dados pode ser roubada. Não, não garanto que não possa ser roubada…”&lt;br /&gt;Tirem as ilações que quiserem, mas acho que devemos perguntar ao Engº Sócrates que futuro é que ele nos está a reservar…&lt;br /&gt;A história do cartão único e da base de dados genética interessa a que obscuros poderes?&lt;br /&gt;Caríssimos continuo a insistir, tirem o pó aos livrinhos do George Orwell…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-111257802114806205?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/111257802114806205/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=111257802114806205' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/111257802114806205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/111257802114806205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/04/big-brother-is-watching-you.html' title='&quot;BIG BROTHER IS WATCHING YOU...&quot;'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-111136111542452046</id><published>2005-03-20T23:24:00.000Z</published><updated>2005-04-10T11:53:43.746+01:00</updated><title type='text'>Kings Of Convenience: "I'd Rather Dance With You"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"Pedimos desculpa pelo incomodo a emissão segue dentro de momentos." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Descobri com pena que os senhores que me disponibilizaram o video e a música dos Kings Of Convenience, por motivos técnicos, já não o fazem...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Pedi aos Kings para linkar a página deles à minha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Aguardo autorização.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-111136111542452046?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/111136111542452046/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=111136111542452046' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/111136111542452046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/111136111542452046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/03/kings-of-convenience-id-rather-dance.html' title='Kings Of Convenience: &quot;I&apos;d Rather Dance With You&quot;'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-111133064552553060</id><published>2005-03-20T14:56:00.000Z</published><updated>2005-03-20T14:57:25.526Z</updated><title type='text'>Sex♂ vs Sex♀</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A manhã de domingo corria lesta, o dia luminoso entrava pela janela da sala. O Pai, indolente, lia sem atenção as letras gordas do jornal, que tinha acabado de comprar no quiosque, depois do café tomado no balcão da esquina.&lt;br /&gt;A Mãe qual formiga atarefada, já tinha enviado os miúdos para o banho, feito as camas, arrumado a cozinha, passado um pente no cabelo, rápido e seguro.&lt;br /&gt;A hora do almoço aproximava-se, o barulho dos tachos e das panelas ecoava renitente na cozinha, entre os risos das crianças que depois do banho se esgueiraram para tomar o pequeno almoço.&lt;br /&gt;De repente, olhos brilhantes, cara de safado, ar compenetrado de cima dos seus cinco anos de sabedoria ingénua, feitos à pouco tempo, o mais novo, olhando a mãe nos olhos rematou:&lt;br /&gt;"- Mãe vamos ter que te comprar uma pilinha..."&lt;br /&gt;As sobrancelhas interrogativas, que encimavam os olhos sem maquilhagem e cansados da Mãe, levaram uma resposta inesperada:&lt;br /&gt;"-Só tu é que trabalhas nesta casa..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-111133064552553060?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/111133064552553060/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=111133064552553060' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/111133064552553060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/111133064552553060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/03/sex-vs-sex.html' title='Sex♂ vs Sex♀'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110868940817824804</id><published>2005-02-18T00:54:00.000Z</published><updated>2005-02-18T12:14:06.020Z</updated><title type='text'>Toda a verdade.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Para quem quer saber como é que os nossos políticos vão governar este País, aconselho vivamente que leiam o que escreveu o Dr. Medina Carreira sobre toda a problemática que "eles", os políticos, nunca tiveram coragem de nos contar em: &lt;a name="topo"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://jornal.publico.pt/2005/02/01/Nacional/P10.html#topo"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A Verdade Não Mora Aqui&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Deveriam depois, ver a entrevista que ele deu na SIC Notícias, para explicar tintim por tintim o que pensa da classe que nos tem (des)governado nestes últimos anos e o imbróglio sem saída para onde nos querem levar. Deu para rir, mas as perguntas que ele deixa em aberto e que ninguém ainda teve coragem de responder, vão fazer-nos chorar por muitos e bons anos...&lt;br /&gt;E se alguém tinha dúvidas sobre o papel da comunicação social nesta trabalhada, as acusações do Dr. Medina Carreira foram peremptórias, a dado trecho acusou a comunicação social da (ir)responsabilidade nesta confusão toda, pela sua falta de coerência e pelo seu espírito em transformar tudo e todos em banalidades. Deixou no ar uma acusação bem mais grave a de que, de certa forma, a comunicação social não é isenta nem objectiva, está como os nossos políticos: um autentico campo de batalha sem ideias e sempre com o espírito febril das audiências ou apenas para dar continuidade a interesses bem mais obscuros.&lt;br /&gt;O Dr. Medina Carreira não se limitou a atacar as ideias, atacou os homens e efectivamente, os que ele atacou, à direita e à esquerda deveriam ser responsabilizados pelo que vai neste País.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110868940817824804?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110868940817824804/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110868940817824804' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110868940817824804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110868940817824804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/02/toda-verdade.html' title='Toda a verdade.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110844022365328650</id><published>2005-02-15T03:49:00.000Z</published><updated>2005-02-15T04:06:00.556Z</updated><title type='text'>Arquivo vivo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Nada como ter princípios.&lt;br /&gt;Mesmo não concordando com ele, defende aquilo em que acredita, para além disso ao intitular-se politicamente incorrecto é o suficiente para estar nos que eu leio: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://portugalglobal.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Portugal Global&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110844022365328650?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110844022365328650/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110844022365328650' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110844022365328650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110844022365328650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/02/arquivo-vivo.html' title='Arquivo vivo.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110843727389886871</id><published>2005-02-15T03:14:00.000Z</published><updated>2005-02-15T03:42:19.493Z</updated><title type='text'>Equações.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/126/2924/1024/Sem%20ttulo.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/126/2924/320/Sem%20ttulo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Gostava que as minhas asas abertas me levassem daqui, me transportassem para um longínquo paraíso onde pudesse esquecer os indubitáveis resquícios de uma crispação recente.&lt;br /&gt;Querer é puder ou é poder?&lt;br /&gt;Dúvida cartesiana misturada com a sensação atroz de uma perplexidade insensata e fugaz.&lt;br /&gt;Redemoinhos de apreensões passadas e futuras que me limitam e limam os meus horizontes.&lt;br /&gt;As minhas asas, teimosamente, não se abrem, as batidas fracas e leves fazem apenas bocejar as penas que nem sequer me ajudam a planar.&lt;br /&gt;O infinito antes sem fim, esconde-se num canto de patamares e escadas que eu percorro.&lt;br /&gt;O meu esbracejar inútil, leva-me mais uma vez a um labirinto de nefastas e fúteis emoções que transpiram medo e tédio.&lt;br /&gt;Estamos naqueles dias em que cada passo é igual a uma milha percorrida em sofrimento, cada metro ganho, leva horas de lassidão e a tétricas equações de nada.&lt;br /&gt;As fórmulas que tanto se apregoam por aqui, neste vácuo, não têm qualquer sentido, porque mais uma vez, sem sofismas, acordamos e enfrentamos amargas realidades.&lt;br /&gt;Algures neste universo está o metódico cálculo que me libertará destas amarras, o problema dizem os sábios: é apenas possível no limiar de duas rectas que se encontram, algures...por aí, nos confins deste universo.&lt;br /&gt;Porque será que nunca gostei de Schrodinger?!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110843727389886871?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110843727389886871/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110843727389886871' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110843727389886871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110843727389886871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/02/equaes.html' title='Equações.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110823941289288750</id><published>2005-02-12T20:16:00.000Z</published><updated>2005-02-12T20:18:07.083Z</updated><title type='text'>Carnaval</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/126/2924/1024/Museu,%20Rex%20e%20Algarve%20009.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/126/2924/320/Museu%2C%20Rex%20e%20Algarve%20009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Tinha decidido que este ano ia fazer um retiro descansado, as férias do Carnaval iam servir para retemperar forças.&lt;br /&gt;Depois de uns mergulhos na piscina, e de um pequeno almoço aconchegante, meti os pés ao asfalto para fazer um périplo pela natureza daquela pacata aldeia algarvia.&lt;br /&gt;Eis senão quando, malfada política, dou comigo diante do choque tecnológico prometido pelo Engº. Sócrates, os brilhantes CD's que ele tanto brandiu no seu comício, serviam agora de espantalho no meio de um campo cultivado, este povo na sua infinita sabedoria tinha dado boa conta do recado e a mensagem transmitida, deixa-me com esperanças de que afinal os choques prometidos tenham no final alguma utilidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110823941289288750?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110823941289288750/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110823941289288750' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110823941289288750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110823941289288750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/02/carnaval.html' title='Carnaval'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110730820151324838</id><published>2005-02-02T01:26:00.000Z</published><updated>2005-02-02T22:49:25.946Z</updated><title type='text'>Judite de Sousa entrevista o próximo candidato a Presidente dos E.U.A.!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Há coisas que não suporto e uma delas é a mentira: e o Engº Sócrates é mentiroso.&lt;br /&gt;Passo a explicar, a revolução que ele tão entusiasticamente grita que nos quer dar, afinal baseia-se em verbas que vão ser disponibilizadas pela nossa Comunidade. Portanto apenas vai dar aquilo que este Governo ainda em exercício conseguiu, na verdade tive a oportunidade de me darem essa informação em Setembro de 2004, em primeira mão, que o esforço do Governo presidido pelo Dr. Santana Lopes tinha apostado na canalização dessas verbas para a implementação em vários sectores de uma modernização tecnológica, mas com a seguinte contingência, essas verbas só estariam disponíveis a partir de 2006/2007 e efectivamente teriam que ser aplicadas em informatização, implementação e automatização de serviços e procedimentos.&lt;br /&gt;A entrevista que deu à Judite de Sousa ainda ecoa nos meus ouvidos e nalguns quantos portugueses.&lt;br /&gt;Portanto o Engº Sócrates para além de andar a prometer choques tecnológicos com o dinheiro que os outros negociaram, ainda por cima não sabe quando ele começa cá a chegar.&lt;br /&gt;É um fala-barato no verdadeiro sentido da palavra e falacioso: diz que pede uma maioria porque não suporta a ideia de que desde 2000 este País já teve 3 governos. Deve portanto ter má memória e ter-se esquecido que foi um dos que abandonou o barco quando gastou aquilo que os outros andaram a poupar.&lt;br /&gt;Que o crescimento no tempo do saudoso Engº. Guterres era mais de 3%?!?(ahahahhahahha....)&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Quem lhe escreve as piadas?!?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;As Produções Fictícias? O pessoal do Gato Fedorento?!?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;O Sr. Engº tem a certeza que se está a candidatar a 1º Ministro?&lt;br /&gt;E é mesmo de Portugal?&lt;br /&gt;Tem a certeza que não está a concorrer à presidência dos E.U.A.?&lt;br /&gt;Tem mesmo a certeza que não se enganou no País?&lt;br /&gt;Sinceramente, é que para além de mentiroso, tem lapsos de memória e nem sabe o que fez há menos de 4 anos, portanto, quer mesmo candidatar-se a quê?!? Choques quê?!?&lt;br /&gt;Falta um pequeno detalhe, não suporto cobardes: não gosto de boatos, mas se era boato porque é que o Dr. José de Magalhães começou a defendê-lo, em seguida o Jorge Coelho, depois o Herman, a seguir o seu antigo patrão e 1º Ministro, o Engº. Guterres?&lt;br /&gt;Ninguém mais do que eu acha que há aspectos da vida pessoal só dizem respeito à própria pessoa, mas não exagere, porque como já referi anteriormente, do Santana, sabemos que aquilo que vem no dito boato é verdade, ele nunca o desmentiu, mas ao contrário da sua equipa de correligionários deu-lhe a importância devida e reduziu aquilo o que o boato diz, apenas a mais um banal…boato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;P.S: Pode continuar a fazer-me rir, mas por favor mude o sorriso e varie as piadas de vez em quando, e pode continuar a contar mentiras, a fada madrinha agradece...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110730820151324838?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110730820151324838/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110730820151324838' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110730820151324838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110730820151324838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/02/judite-de-sousa-entrevista-o-prximo.html' title='Judite de Sousa entrevista o próximo candidato a Presidente dos E.U.A.!'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110660502295056821</id><published>2005-01-24T22:11:00.000Z</published><updated>2005-01-24T22:17:02.950Z</updated><title type='text'>Imagens chocantes...Com bolinha encarnada.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Acabei a consulta ao Sapo, à zona da blogosfera e para meu espanto descubro uma mensagem atroz que me vai perseguir durante os próximos tempos: “Santana Lopes - Brevemente num blog perto de si”.&lt;br /&gt;Para desanuviar um bocado, deste cataclismo que me Deus na sua serena omnipresença me enviava para mais uma vez me redimir dos meus pecados ao submeter-me a estás difíceis provações, decidi ir passear pelas docas domingueiras e vazias.&lt;br /&gt;Dei meia volta e pensei seriamente passar o resto dos meus dias escondido, a cara risonha do Paulo Portas, com uma bola encarnada, enorme, no nariz, dava-me a imagem deste País nos próximos tempos: um autêntico Circo Cardinall. Juro que depois desta nunca mais vou conseguir entrar num.&lt;br /&gt;Não vi as imagens do Santana, do Louça ou do Sócrates com os mesmos apêndices, dou os meus parabéns aos correligionários do Jerónimo, a contra-publicidade marca pontos.&lt;br /&gt;Reparam no Guterres, continua com o tique de compor o cabelo quando está a mentir, o departamento de imagem do Sócrates errou, devia ter mandado o Guterres ao “baeta” ou então ter-lhe colado as mãos aos bolsos com cola tudo, pelo menos mentia, mas com mais convicção e nós nem reparavamos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110660502295056821?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110660502295056821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110660502295056821' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110660502295056821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110660502295056821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/imagens-chocantescom-bolinha-encarnada.html' title='Imagens chocantes...Com bolinha encarnada.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110657622152243258</id><published>2005-01-24T14:08:00.000Z</published><updated>2005-01-24T14:17:01.523Z</updated><title type='text'>Choques?!?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Mantenho a minha crença que a revolução neste País passa essencialmente por um acto de coragem político.&lt;br /&gt;O DN Negócios de hoje, dia 24 de Janeiro: “Construtores querem pacto de regime para obras públicas”, ao analisar a extensa entrevista que o Presidente da AECOPS dá, as medidas que o sector propõe, farão corar os mais desavergonhados.&lt;br /&gt;Esquecem-se do essencial, o estado não é o guarda-chuva do sector, o estado tem ou não tem capacidade para se endividar. Se em Espanha a 5ª construtora espanhola, tem o volume das 15 maiores empresas de construção deste País, alguma coisa vai mal, a desculpa de que os espanhóis não passaram pelo PREC em 74/75, é confrangedora, passaram 30 anos, não tiveram tempo de recuperar? Então e os outros sectores?&lt;br /&gt;Continuamos mal habituados, um sector onde o cumprimento de prazos e os valores finais das obras custam sempre mais do que aquilo por que são adjudicadas (especialmente no sector público), demonstram bem a falta de capacidade do mesmo. Quanto ao amarrar os governos que por aí vêm ao lançamento de obras para o qual não têm capacidade financeira, não será bem pior do que não as fazer? Claro que depois vêm dizer que o estado é mau pagador, mas isso já não é um problema do sector, já é um problema das Pescas e do sector da Restauração: a célebre pescadinha de rabo na boca.&lt;br /&gt;Não vou sequer fazer uma avaliação profunda do que o sector tem como prioridades, limito-me a enumerar algumas, para no final fazer só umas simples perguntas:&lt;br /&gt;- Aeroporto, construção do novo aeroporto de Lisboa.&lt;br /&gt;- Ferrovia, aposta estratégica na ferrovia. &lt;br /&gt;- Água, captação e distribuição.&lt;br /&gt;- SCUT, definição do quadro do financiamento, execução e exploração, especialmente das SCUT.&lt;br /&gt;- Barragens, reanálise do plano de barragens especialmente do Sabor e de Foz Côa (sem gravuras).&lt;br /&gt;- Rendas, publicação da nova lei do arrendamento.&lt;br /&gt;- Etc., etc., e etc.&lt;br /&gt;Como podem ver, os senhores das construtoras querem fazer deste País um autêntico estaleiro, mas será que não será melhor ir chamar aquela empresa espanhola, a 5ª que tem mais poder do que as 15 maiores portuguesas, para fazer as obras? Duvido que as nossas tenham capacidade para cumprir os prazos e a tarefa hercúlea de fazer tanto em tão pouco tempo, ou esperam com isto ter trabalho por 30 anos ou mais? Já agora, quando é que começam por cumprir prazos e orçamentos? Não seria mais honesto começar por aí?&lt;br /&gt;Aproveito apenas para fazer a seguinte reflexão e fazer as seguintes sugestões aos políticos que querem governar este País.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar sejam honestos, se efectivamente a recuperação deste País passa pelo aumento dos impostos, comecem, aqui sim pelo do utilizador pagador e não me refiro às SCUT, mas sim ao IVA, por exemplo no sector hoteleiro e de restauração. Neste sector instituiu-se de que paga menos IVA porque “assim ainda vão pagando alguma coisa”. Tempos houve em que com a desculpa de que os impostos desse IVA iam aumentar no sector, os restaurantes e afins trataram logo de aumentar os preços que cobravam aos seus clientes, depois houve um recuo do governo e baixou de novo os impostos, por incrível que pareça, não vi nenhum restaurante a baixar os preços das refeições, com a desculpa que o governo ia baixar dos impostos…&lt;br /&gt;O que proponho é tão simples como isto, obrigar esse sector a pagá-los, e ao contrário do que dizem é bem mais simples do que parece, basta apenas que eu como consumidor possa descontar no meu IRS o que gasto em almoços. Atribuir dentro do sector um código de barras, que será obrigatório nas facturas que cada empresário ou restaurante emitir, verificação por parte do estado entre as facturas que entram no nosso IRS e as que efectivamente são declaradas. Se o simples cidadão poder descontar aquilo que consome, irá sempre pedir factura e obrigará os empresários do sector a deixar de comprar carnes, vegetais e outros produtos de origem duvidosa. Com esta simples medida, o estado, poderá conseguir implementar regras de concorrência tanto a montante como a jusante, claro que obrigará o sistema fiscal a estar mais atento e a verificar se aquilo que alguns empresários estão ou não a pagar corresponde efectivamente à verdade e conserguir-se-ia não só cobrar o IVA correcto, como o IRC de empresas que passam a vida a dizer que têm prejuízos.&lt;br /&gt;Aqui sim, teríamos o chamado “choque tecnológico” e o “choque de gestão” que os nossos queridos políticos tanto apregoam.&lt;br /&gt;É preciso ser-se corajoso, mas para além disso é preciso ser-se “idiota” (pessoa com ideias), mas pelos vistos é a única coisa que ainda não conseguiram ou não quiseram ser estes senhores que se arrogam no direito de nos governar…&lt;br /&gt;Depois devem também perguntar ao sector bancário e das seguradoras, se começam também a pagar os deles, num País onde a banca e o sector dos seguros, apresenta rendimentos superiores a 30%, onde estão os impostos cobrados proporcionalmente aos lucros apresentados?&lt;br /&gt;Afinal, quem é que manda neste País? Afinal quem é que paga impostos?&lt;br /&gt;Poderia estar o dia inteiro a dissertar sobre vários temas, mas vou falar de um que incomoda muita gente e que mesmo com a paixão guterrista da educação, nunca ninguém aflorou. Eu sei que as editoras de livros têm que sobreviver, mas não acham que de uma vez por todas o estado devia intervir no sector para que os livros que os nossos filhos têm que comprar não mudem todos os anos? Será que a ciência evolui tanto de ano para ano, que as matérias que eles aprendem tenham que mudar todos os anos lectivos? Ou somos um País tão rico que podemos gastar os parcos recursos naturais a imprimir folhas e folhas de manuais que no ano seguinte vão simplesmente para o lixo? Já fizeram contas de quanto poupavam ao País e aos pais?&lt;br /&gt;Quando é que apresentam um orçamento que nos explique para onde vai o nosso dinheiro?&lt;br /&gt;O que me conseguir responder às minhas perguntas terá certamente o meu voto, eu sei que é apenas um, mas não se esqueçam, como eu há neste momento milhares de portugueses a fazer as mesmas perguntas e à espera de respostas.&lt;br /&gt;Até quando?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110657622152243258?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110657622152243258/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110657622152243258' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110657622152243258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110657622152243258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/choques.html' title='Choques?!?'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110644394853472828</id><published>2005-01-23T01:29:00.000Z</published><updated>2005-01-23T01:32:28.533Z</updated><title type='text'>Um buraco com futuro, ou crónica de um futuro com buraco(s)...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Isto vai de mal a pior, para além de invadirem o nosso espaço com os seus blogs, apanho com um comício onde o Sócrates (não confundir com o filósofo), de CD na mão, gritava desalmado que tinha encontrado a chave para a nossa felicidade. Espero que não seja o novo álbum do Marco Paulo. Eu sei que é apenas mera coincidência o Paulo (o cantor, não o político), lançar agora um. Mas fiquei assustado, especialmente quando alguém que não deve perceber nada da poda (é mesmo da poda, ainda pronuncio bem os “pês”), me diz que aquele objecto, redondo como um donut, espalmado, brilhante e prateado, com um buraco no meio, me vai abrir as portas do meu futuro tecnológico.&lt;br /&gt;O problema não era o objecto propriamente em si, era o buraco…&lt;br /&gt;As ilações impertinentes, que podem advir desse malfado e inócuo vazio (o buraco), são por demais evidentes, para além disso eu pensava que o especialista em buracos era o Santana, não supunha que havia outro com tanta vontade em imitá-lo.&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110644394853472828?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110644394853472828/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110644394853472828' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110644394853472828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110644394853472828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/um-buraco-com-futuro-ou-crnica-de-um.html' title='Um buraco com futuro, ou crónica de um futuro com buraco(s)...'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110631906134923846</id><published>2005-01-21T14:14:00.000Z</published><updated>2005-01-21T14:51:01.350Z</updated><title type='text'>O LADO ROSA DA INTERNET</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Leio atentamente às sextas-feiras a coluna do José de Magalhães, tem um título giro: Ciberscópio.pt.&lt;br /&gt;Normalmente, e sublinho normalmente, tirando uns elogios fastidiosos de algumas intervenções e propostas que o PS fez e faz, tinha o condão de se manter numa situação de impoluta imparcialidade.&lt;br /&gt;Hoje, não gostei. O seu espaço foi invadido por uma série de indefectíveis defesas do que ele considera o lado do bem e do futuro risonho da Net, sem revoluções e sem boatos, contrapondo este com “o lado negro da Net”.&lt;br /&gt;A dada altura, dentro do mesmo quadro diz efectivamente que o voto dos eleitores nunca será refém ou sequer condicionado pelos boatos que neste momento circulam pela dita via de comunicação e que a resposta será dada “nas próximas semanas por milhões de eleitores”, também o creio, apenas neste ponto estamos de acordo.&lt;br /&gt;Mas é preocupante e esclarecedor: se o PS perder as eleições será porque alguns puseram a circular um boato, que denigra o bom nome de alguém.&lt;br /&gt;O Engº. Sócrates, porque é dele que o José Magalhães fala e não tem coragem de o escrever, só tem um caminho, ou se deixa ficar no seu cantinho sem ligar aos ditos boatos, ou assume publicamente que afinal o boato não o é. Eu sei que é mais fácil depois para o PS escudar-se numa qualquer cabala política, esquecendo esse, que o mesmo através do Dr. Candal, e nas mesmas circunstâncias, veio a terreiro atacar o Dr. Paulo Portas pelas suas “convicções”.&lt;br /&gt;Na altura não vi o PS preocupado com esse facto, nem sequer se o bom nome do Dr. Paulo Portas ficava desde logo colado a uma qualquer “convicção”, ou se alguém o negou ou mesmo se o Dr. Paulo Portas o fez.&lt;br /&gt;Esquece-se que não é só o Engº Sócrates que é atacado, o Dr. Santana Lopes também, espero que a defesa seja para os dois, porque lendo atentamente o que escreveu, só defende um, pelos vistos apenas a honra do primeiro está em causa, e isso é moralmente condenável.&lt;br /&gt;Acho que o padrão que nos quer impingir e a calamidade que apregoa sobre o que aconteceria se um “órgão comunicacional social” se atrevesse a publicar o tal boato: “Se o fizesse, incorreria, aliás em responsabilidade criminal e civil, e não teria sequer o proveito de destruir o alvo do boato difamatório”, é insensato e rebuscado. O Engº José Sócrates e o Dr. Santana Lopes, são crescidinhos o suficiente para se saberem defender.&lt;br /&gt;Ficam então as perguntas:&lt;br /&gt;O Dr. Candal, do seu PS, foi alguma vez processado pelo Dr. Paulo Portas?&lt;br /&gt;Sabe tão bem como eu que os jornalistas portugueses, clientes habituais da classe política e cuja moralidade até o José Magalhães põe muitas vezes em causa, nunca o fariam, portanto está a deixar um aviso a quem?&lt;br /&gt;Quanto aquilo que você chama de “guerra política difamatória”, não o é também usado pelos seus pares (lembra-se certamente das acusações que o Dr. João Soares fez ao Dr. Santana Lopes na campanha pela edilidade alfacinha)?&lt;br /&gt;No PS passou só a haver “virgens”, “beatos” e “heterossexuais”?&lt;br /&gt;E por fim a pergunta que todos os portugueses gostariam de ver respondida: afinal é boato ou é notícia? (E poupo-lhe o trabalho de responder pelo Santana, aquilo que vem no boato, não é boato, nós sabemos que é tudo verdade, ele nunca o escondeu…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. (&lt;em&gt;Post Scriptum&lt;/em&gt;): Primeiro, serve o presente para que o PS, com que acabo alguns dos meus post se identifique como sendo a abreviatura do latim da transcrição que coloco entre comas,  para que não se confunda com a abreviatura de um partido político (quem leu os meus post anteriores sabem do que eu falo e para quem falo). Segundo o Dr. José de Magalhães escreve todas a sextas-feiras no suplemento do 24 Horas, o Bits &amp; Bytes, uma coluna chamada  Ciberscópio.pt, fiz um trocadilho com o título dessa coluna que se intitula: “O lado negro da Internet”, deixo ainda um parêntesis, é sempre obrigatório ler para quem se interessa pelo bem da comunidade bloguista (ou blogueira como quiserem).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110631906134923846?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110631906134923846/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110631906134923846' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110631906134923846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110631906134923846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/o-lado-rosa-da-internet.html' title='O LADO ROSA DA INTERNET'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110626667206887707</id><published>2005-01-21T01:04:00.000Z</published><updated>2005-01-21T00:17:52.066Z</updated><title type='text'>Parem, olhem e bloguem...</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;O prometido é devido, a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.manecas.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Manecas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt; vai ficar disponível com um simples clicar no meu, diz que é uma moçoila inconsciente e tem devaneios… (Não liguem é do Porto). Mas vão até lá, merece a pena (não, não é ao Porto é ao blog).&lt;br /&gt;O outro é o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://gatofedorento.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Gato Fedorento&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;, tresanda que se farta, mas uma pessoa tem que divulgar a contracultura também, aprendemos isso com um ministro e os bons exemplos são para seguir (a arte do contraditório fez escola). Depois aproveitem e façam um pequeno esforço e dêem uma vista de olhos a um longínquo blog lá para o Kazaquistão: &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;a href="http://timinkaz.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Timoshka does Kaz!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;vodka, frio, vodka, e muitas, muitas fotos (parece a 24 Julho nesta altura do ano).&lt;br /&gt;Porque estou sempre à espera que uma (just a bad girl) apareça por aí a chatear, informo que adoptei o título deste post, de um sinal que a CP ainda mantém na Linha do Douro, com os seguintes dizeres: “Pare, olhe e escute” (a ordem não interessa). Os direitos de autor são da CP, ficando aqui ressalvada a patente de tão emblemática frase.&lt;br /&gt;Blogo eu, blogas tu, blogamos nós…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110626667206887707?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110626667206887707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110626667206887707' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110626667206887707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110626667206887707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/parem-olhem-e-bloguem.html' title='Parem, olhem e bloguem...'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110623525272669454</id><published>2005-01-20T15:09:00.000Z</published><updated>2005-01-20T15:47:38.293Z</updated><title type='text'>Passo a publicidade...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Mais uma vez me arrependo do que digo, do desiderato anterior fica-me a sensação amarga que devia ter receitado, àquela senhora a (just bad girl), uma ida até ao blog do &lt;strong&gt;&lt;a href="http://xupanupipi.blogs.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Xupa Nu Pipi&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, deve andar mesmo a precisar…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Aproveito para o colocar nos meus links, para facilitar os tratamentos de choque que vou passar a receitar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110623525272669454?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110623525272669454/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110623525272669454' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110623525272669454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110623525272669454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/passo-publicidade.html' title='Passo a publicidade...'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110615470033326978</id><published>2005-01-19T17:03:00.000Z</published><updated>2005-01-19T17:29:35.866Z</updated><title type='text'>A Cultura do Plágio…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Anonymous said...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"&lt;/strong&gt;Presumo conhecerá a frase famosa da Helen Gurley Brown que está na origem da descrição do seu blog:&lt;br /&gt;"Good girls go to heaven, bad girls go everywhere."&lt;br /&gt;Pena não a ter referido, nem seria plágio, pois não?&lt;br /&gt;:) * (just a bad girl)&lt;strong&gt;"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a menção à Helen Gurley Brown, quanto ao plágio que a distinta feminista (just a bad girl) me acusa, tenho uma pergunta a fazer-lhe:&lt;br /&gt;Presumo que não será plágio o sistema que adopta ao deixar a sua identidade ser arrastada para o anonimato?&lt;br /&gt;Gosto de falar olhos nos olhos e assumir aquilo que escrevo e o que digo, nunca me furtei a qualquer responsabilidade.&lt;br /&gt;A banalidade da frase de apresentação é apenas um vislumbrar do que os espera quando lêem os meus post.&lt;br /&gt;Odeio pessoas que no esteio de uma qualquer sombra de feminismos ou outros arquétipos mal arrumados se acham no direito de chamar as atenções sobre si, mas fugindo sempre de uma boa peleja, a cobardia tem um preço e o plágio que a sua capa anónima utiliza também…&lt;br /&gt;Pelo seu “plágio”, ficam os sinónimos:&lt;br /&gt;do Lat. &lt;em&gt;plagiu&lt;/em&gt; / do Grg. &lt;em&gt;Plágios&lt;/em&gt;: oblíquo, indirecto, astucioso; s. m., &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;o m. q. &lt;em&gt;plagiato&lt;/em&gt;: cópia fraudulenta do trabalho de outrem que um autor apresenta como sua.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110615470033326978?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110615470033326978/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110615470033326978' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110615470033326978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110615470033326978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/cultura-do-plgio.html' title='A Cultura do Plágio…'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110605773420969328</id><published>2005-01-18T13:34:00.000Z</published><updated>2005-01-18T14:29:25.173Z</updated><title type='text'>Pela cultura do Blog...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Continuo a achar que o meu papel não se resume só ao de escrever o que me vai na alma, devo tambem divulgar aqueles que gosto de ler. Começo pelo blog da &lt;/span&gt;&lt;a href="http://blueshell.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Blue Shell&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;, que mesmo numa fase má da sua vida, nos vai deliciando com os seus posts, segue-se o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://bizaazul.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;ABOUT LAST NIGHT (Lembras-te Da Ultima Noite?)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;, ainda o da Baiana &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.todomomento_th.weblogger.terra.com.br/index.htm"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Thiane&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;e o da amiga "ladra de blogs" como ela gosta de se intitular: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.tudoroubado.weblogger.terra.com.br/index.htm"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Tudo Roubado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;; para acabar um blog muito especial o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mgrande.com/weblog/index.php/luzdetecto"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Luz de Tecto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;.&lt;br /&gt;A blogar é que a gente se entende....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110605773420969328?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110605773420969328/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110605773420969328' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110605773420969328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110605773420969328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/pela-cultura-do-blog.html' title='Pela cultura do Blog...'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110562655297821777</id><published>2005-01-13T14:21:00.000Z</published><updated>2005-01-13T14:37:39.260Z</updated><title type='text'>O seguro morreu de velho…e rico.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Depois do 11 de Março as seguradoras portuguesas aumentaram as taxas de seguro das casas, porque o risco de atentados com aviões aumentou…&lt;br /&gt;Um dia destes, um taliban mal intencionado resolve ter com alvo o meu andar e como tal poderei, como na rábula do Solnado, ter um Boeing a aterrar na minha sopa.&lt;br /&gt;Eu bem argumentei que a minha casa se situa fora das rotas dos aviões, que a minha terra nem sequer vem no mapa.&lt;br /&gt;A seguradora replicou: “Mas a sua vivenda é geminada, não é?!?”&lt;br /&gt;Com argumentos destes, fiquei profudamente esclarecido e agradecido.&lt;br /&gt;O meu cão, daqueles que só mexe a cabeça quando o carro anda, tem que ter seguro. As companhias, diligentemente, aumentaram a taxa de seguro para valores astronómicos, outras pura e simplesmente recusam-se a fazê-lo:”O seguro, agora obrigatório para os cães, está mais caro porque o número de cães aumentou em Portugal…”&lt;br /&gt;O prémio da responsabilidade civil por vítimas de sinistro com veículos, vai aumentar, directiva da nossa Comunidade.&lt;br /&gt;Ouvi um senhor italiano, a dizer que os governos dos países devem estar atentos para que as seguradoras não aumentem os preços dos seguros sobre os veículos. Não falou do nosso, claro.&lt;br /&gt;Aqui, neste País, os culpados do aumento dos seguros, são as vítimas dos sinistros, segundo a resposta do Presidente da Associação Portuguesa dos Produtores de Seguros (APPS), que afirmou:&lt;br /&gt;“Seria um erro, dado o estado da economia…Temos cinco anos para a aplicar. Se a Directiva da Mediação ainda não foi transposta, esta por maioria de razão, também não o será já.”&lt;br /&gt;Fiquei descansado, ainda mais, quando salientou a componente social do seguro (?): “…pois com o aumento das indemnizações, melhor servirá o interesse das vítimas.”&lt;br /&gt;Ninguém perguntou aqui quem são as vítimas…Claro que é sempre a seguradora que o define, nada como jogar em casa.&lt;br /&gt;Quando for grande quero ser dono de uma seguradora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;P.S.:&lt;/strong&gt; A Associação Portuguesa dos Produtores de Suínos, pediu-me que solicitasse aos Produtores dos Seguros que mudasse a sua sigla, confunde-se efectivamente com a deles. Sugeri-lhes que fizessem um pedido formal à Comunidade para resolver o diferendo, mas fui alertando que não fizessem muito barulho, porque, poderiam um dia ao acordar, os seus porcos passarem a ser classificados como animais selvagens e de perigo público. Conforme as palavras que ouvi um dia:&lt;br /&gt;“Têm dentes, não têm?” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110562655297821777?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110562655297821777/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110562655297821777' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110562655297821777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110562655297821777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/o-seguro-morreu-de-velhoe-rico.html' title='O seguro morreu de velho…e rico.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110562264296126825</id><published>2005-01-13T13:22:00.000Z</published><updated>2005-01-13T13:24:02.963Z</updated><title type='text'>Promessas.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Já cá faltavam.&lt;br /&gt;Ontem o Engº. Sócrates prometeu em 4 anos, dar emprego a 150.000 portugueses e hoje prometeu a 300.000 pensionistas retirá-los da pobreza…&lt;br /&gt;Aqui o sempre atento Dr. Victor Constâncio excelso Presidente do Banco de Portugal, não viu qualquer entrave a estas benesses, os malditos números só se aplicam aos Governos do PSD, já vem de longe, no tempo do Engº. Guterres também não se vislumbrou qualquer intervenção deste senhor, será que o deficit não se aplica aos engenheiros…&lt;br /&gt;O Dr. Jorge Sampaio, digníssimo PR, não se pronunciou, está na China a evitar dar caneladas, com uma enorme comitiva, também ninguém pergunta a ninguém, quem pagou os bilhetes de avião, as estadias, os jantares, será que as 300 pessoas que o acompanharam foram em “classe económica”, ou então foram a nado…&lt;br /&gt;Admiro aqui a isenção pudica de todos os jornalistas, políticos e afins.&lt;br /&gt;Falaremos daqui a 4 anos, quando o Engº. Sócrates fizer o seu discurso:&lt;br /&gt;“Portugueses e portuguesas, após 4 anos de mandato, conforme prometido na minha campanha eleitoral, aumentei as reformas dos pensionistas e dei mais empregos aos portugueses.&lt;br /&gt;Mandei alguns deputados para a reforma, dos 300.000 pensionistas a quem prometi reformas dignas, deixei uns 150 com reformas muito acima da média, enviei também alguns directores de Institutos Públicos, neste caso outros 150 para casa, portanto só faltam 299.700 pensionistas para cumprir a minha meta. Ao enviar esses deputados para a reforma, assim como os directores desses Institutos, dei reformas a 300 portugueses e criei compulsivamente 300 novos postos de trabalho, portanto dos 150.000 postos de trabalho que prometi criar faltam apenas 149.700. Como vêm aquilo que prometo cumpro.” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110562264296126825?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110562264296126825/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110562264296126825' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110562264296126825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110562264296126825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/promessas.html' title='Promessas.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110553150029331561</id><published>2005-01-12T11:59:00.000Z</published><updated>2005-01-12T12:05:00.293Z</updated><title type='text'>Epílogo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;O jornalista Sarsfield Cabral, hoje no DN, no seu artigo "Semelhanças", faz uma ponte entre o espectro da economia italiana com a portuguesa. Mais à frente remata e põe em confronto nas próximas eleições o Berlusconi e o Romano Prodi: ”...quando forem chamados a votar, aos italianos resta escolher entre a peste e a cólera.” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Vou acrescentar ao artigo dele apenas isto: do mal o menos, os italianos ainda têm por onde escolher, por cá venha o diabo e escolha…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110553150029331561?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110553150029331561/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110553150029331561' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110553150029331561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110553150029331561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/eplogo.html' title='Epílogo.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110547328924793432</id><published>2005-01-11T19:53:00.000Z</published><updated>2005-01-11T19:56:06.270Z</updated><title type='text'>Sentimentos...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;E se alguém me encontrar por aí a vaguear, digam-lhe que eu ainda não morri…&lt;br /&gt;O meu fantasma e as sombras cálidas do passado ainda estão quentes nos espelhos por onde se esfumaram os meus reflexos.&lt;br /&gt;A névoa que se levanta em espirais brancas e frias, atrás de memórias e sentimentos que ficaram esquecidos, envolve-me, destrói-me lentamente…&lt;br /&gt;Eu quis que esse amor morresse no infinito, não em esparsas nuvens e lampejos de ódio e rejeição.&lt;br /&gt;Os meus sentimentos nunca morreram, tornaram-se indolores para aceitar os teus…&lt;br /&gt;Pedes-me que te diga que te amo, que te aceito, quando apenas me devias pedir para ficar…&lt;br /&gt;E eu fiquei, mesmo sem a tua súplica, neste vazio que me consome em chamas de raiva e desespero.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110547328924793432?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110547328924793432/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110547328924793432' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110547328924793432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110547328924793432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/sentimentos.html' title='Sentimentos...'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110545680890611188</id><published>2005-01-11T15:18:00.000Z</published><updated>2005-01-11T15:20:09.516Z</updated><title type='text'>A Lista.</title><content type='html'>&lt;span style="color:#990000;"&gt;“- Gomes trás aí os jornais, mostra-me o que dizem os blogs…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Mas Santana vais mexer nisto outra vez? Esta lista nunca mais está pronta…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Claro, temos sempre que estar à frente, não somos como os socialistas que ainda utilizam o velho sistema estalinista, não vês o Portas, até utiliza o &lt;strong&gt;sms&lt;/strong&gt;…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Santana, o que é isso de &lt;strong&gt;sms&lt;/strong&gt;?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Boa pergunta Gomes, mas também não sei…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Parece uma sigla…Deixa ver com que é que isso dá…Não estou a gostar mesmo nada disto.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Tens razão ó Gomes não queres ver que o gajo tá a passar uma mensagem subliminar ao País: &lt;strong&gt;s&lt;/strong&gt;antana &lt;strong&gt;m&lt;/strong&gt;ais &lt;strong&gt;s&lt;/strong&gt;ózinho…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Deixa estar Santana, pelo menos safamo-nos com o retrato do Cavaco nos nossos outdoors…”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110545680890611188?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110545680890611188/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110545680890611188' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545680890611188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545680890611188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/lista.html' title='A Lista.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110545625747199425</id><published>2005-01-11T15:07:00.000Z</published><updated>2005-01-11T15:10:57.470Z</updated><title type='text'>Ecos das Ilhas, S. Miguel - Ponta Delgada, 1984.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Passamos mais um ano. Detesto as histórias repetidas, as frases feitas de improviso, mas sem sentido. A memória começa a falhar e como tal é meu dever recordar, escrever histórias e flashes para que pequenos nadas não morram.&lt;br /&gt;Embora não goste de tertúlias ou esforços de cultura imprimidos, tenho que reconhecer que privei com algumas personagens que me marcaram.&lt;br /&gt;Devo em sinal de reconhecimento, passar as suas palavras para este limbo, não porque eles, os que as proferiram, o quisessem, mas porque acho que alguém o tem que fazer para memória futura.&lt;br /&gt;Nesta minha vida de salta-pocinhas, de eterno “cigano”, conheci um poeta popular nos Açores, homem de armas, desterrado. Era do Continente, apaixonou-se pelas Ilhas e por uma açoreana, e por lá ficaram as suas cinzas.&lt;br /&gt;Para além de uma profunda e constante luta entre o dever de ficar e a vontade de partir, percorreu o mundo, esteve na Índia e na Guiné, finalmente acabou por assentar arraiais em S. Miguel.&lt;br /&gt;Tinha um espírito cínico de quem nunca encontrou paz, apenas um papel militante que o mantinham preso à vida.&lt;br /&gt;O seu percurso de poeta popular e de bêbado crónico começou na Índia, ainda pertença do nosso extenso Império Colonial.&lt;br /&gt;O Esmeraldo, como era conhecido, fez uma comissão nessas terras do Oriente. Como todos os militares cumpriu para além do seu dever. Deveria ter feito uma estadia pelas terras dos marajás, de apenas 12 meses, mas o tempo foi passando e a guarnição que o deveria render, atrasou-se cerca de 6 meses. Depois de muitas peripécias, lá chegaram os homens que iriam substituir o batalhão do Esmeraldo. Aperaltaram-se as ruas, agalanaram-se as casas e as igrejas. Preparam-se lautos e grandiosos jantares. O Esmeraldo, sempre com um grão na asa, refastelado na cadeira, copo de vinho sempre à mão, entre donzelas, bispos e autoridades civis, viu o governador erguer–se, saudar toda a sala num discurso de ocasião e no fim propor de copo levantado:&lt;br /&gt;“-…e agora nesta hora de despedida, acho que deveria se feito um verso…”&lt;br /&gt;Olhou profundamente para o lugar do nosso amigo e com um trejeito, deu-lhe a palavra. O Esmeraldo não se fez rogado, levantou-se, ergueu o copo, sempre semi vazio, na opinião dele claro e de improviso rimou:&lt;br /&gt;“Ormuz, Malaca e Ceilão…&lt;br /&gt;Goa, Damão e Diu…&lt;br /&gt;Já cá estou à 18 meses,&lt;br /&gt;Prá puta que os pariu…”&lt;br /&gt;Não houve relatos dos engasgos posteriores, esta despedida ficou bem marcada pela irreverência do Esmeraldo.&lt;br /&gt;De castigo, foi o Esmeraldo mandado para as terras da Guiné. Descontente e sozinho o Esmeraldo, pediu à mulher que se juntasse no seu exílio forçado. O pai da sua esposa, um velho General, conhecedor da confrangedora terra e das doenças que aí grassavam, opunha-se veementemente que os dois se reunissem. Desesperado e imbuído pela sua cínica veia, depois de vários pedidos e rogos, decidiu-se em enviar um simples telegrama ao seu sogro e superior. Dizia apenas:&lt;br /&gt;“Exmo. Sr. General, ou vem mulher do quadro ou avança miliciana”, a mensagem foi de imediato descodificada, a mulher do Esmeraldo levou o tempo da entrega do telegrama e da viagem de barco, a reunir-se com ele em Bissau.&lt;br /&gt;Depois de vários percursos, acabou na terra da mulher, onde despachava ocasionalmente no bar, um dia de copo na mão e tendo como fundo um calendário de uma “pin-up”, mais despida do que vestida, entregaram-lhe uma punição relativa a dois mancebos que tinham sido apanhados em actos menos próprios e enquanto lia pensativo, olhava a musa enternecido e recitava:&lt;br /&gt;“Que olhos, que rosto, que lábios,&lt;br /&gt;Que corpo que mamas, que rabo,&lt;br /&gt;Ainda há reles filhas da puta,&lt;br /&gt;ca mão, na pissa dum cabo.”&lt;br /&gt;Nem a adorada Natália Correia se livrou do seu cinismo militante, um dia no Clube de Ponta Delgada, numa dessas tertúlias de intelectuais onde se liam e faziam uns versos e prosas, com a sua cigarrilha petulante, enfrentou o Esmeraldo e disse-lhe:&lt;br /&gt;“- Faz versos para toda a gente, menos para mim, se for falta de inspiração, até lhe dou o mote: só tu Natália, só tu…”&lt;br /&gt;O Esmeraldo olhou para a Natália, remirou-a, olhou o fumo que ela retirava da longa boquilha, que lhe fazia descair ligeiramente o lábio e rimou:&lt;br /&gt;“É coisa que não me espanta,&lt;br /&gt;ver hemorróidas no cu,&lt;br /&gt;mas ver hemorróidas na boca,&lt;br /&gt;só tu Natália, só tu…”&lt;br /&gt;A Natália não gostou, o Clube inteiro desatou às gargalhadas, a tertúlia acabou aí, ninguém mais teve coragem de continuar a olhar a cara da Natália sem se rir.&lt;br /&gt;O Esmeraldo era como podem ver um perito em estragar festas, e nessa sua tremenda queda para isso teve um ano em que lhe foi dado o título de inimigo público nº um de Ponta Delgada.&lt;br /&gt;Manda a tradição que o Carnaval em Ponta Delgada seja passado no Coliseu da terra. Toda gente veste os melhores fatos para a folia, enfrenta rivais com bolas de parafina cheia de água e leva um lauto farnel para comer durante os intervalos do espectáculo que dura até altas horas no velhinho anfiteatro.&lt;br /&gt;Nesse ano uma das cabeças de cartaz era um duo, marido e mulher que iriam brindar o público com umas valentes desgarradas. O azar bateu à porta e o membro masculino teve um ataque de tosse e ficou afónico. Entre o entrar em palco sozinha e enfrentar o público que já sapateava, ela, a outra parte da desgarrada depois de pensar um pouco e confiante na veia poética desse mesmo público, decidiu arriscar, entrou em cena e começou a cantar:&lt;br /&gt;“Eu cá sou muito cristã,&lt;br /&gt;mas tão grande é minha cruz,&lt;br /&gt;fui casada por três vezes,&lt;br /&gt;estou como fui dada à luz…”&lt;br /&gt;Por entre a multidão boquiaberta, levantou-se cambaleante o Esmeraldo e de garrafa na mão retorquiu:&lt;br /&gt;“Ai Jesus que Deus nos valha,&lt;br /&gt;o que já vai nesta missa,&lt;br /&gt;ou esta mulher nunca fode,&lt;br /&gt;ou os homens não tem pissa.”&lt;br /&gt;As mães escandalizadas tapavam os sacros ouvidos das filhas debutantes, gerou-se o pânico, o Coliseu esvaziou-se em minutos, deixando a virgem cantora e os guitarristas no palco, apenas acompanhados pelo Esmeraldo, que teimosamente se mantinha em pé à espera da estrofe seguinte para poder responder…&lt;br /&gt;Numa das suas idas ao Nacional, café onde não são quase admitidos “contenentais”, o Esmeraldo tomava a sua bica, acompanhado pelo devido cheirinho, aqui o cheirinho era mais do que o café convenhamos. Nesse dia reparou que duas moças, já com idade de ter juízo, se riam, que cochichavam e faziam festas uma na outra, pouco complacente com estas situações, retrógrado, esperou que elas fossem à casa de banho e depois de pagar a conta deixou pendurado na chávena de café de uma delas um pequeno papel com os seguintes rabiscos:&lt;br /&gt;“Mas que grande aberração,&lt;br /&gt;mas que caso nunca visto,&lt;br /&gt;porque comem pão com pão.&lt;br /&gt;Se é tão bom pão com chouriço.”&lt;br /&gt;Entre o seu espírito irreverente e a sua saúde intermitente, devido à quantidade de bebidas que ingeria, ia-se mantendo o Esmeraldo, um dia adoeceu, e antes de uma transfusão, teve ainda tempo de avisar o médico que lhe perguntava o tipo de sangue:&lt;br /&gt;“- Senhor Doutor, olhe que a quantidade de sangue no meu álcool circulante é mínima…Veja lá o ano da colheita que me vai meter na veia.”&lt;br /&gt;Recuperou e num dia de procissão, quando o andor do Senhor se aproximava, deu voz a todos aqueles que sentiam isolados por aquelas paragens:&lt;br /&gt;“Ó Senhor do Santo Cristo,&lt;br /&gt;que reinais cá nestas Ilhas,&lt;br /&gt;porque não pois esta merda,&lt;br /&gt;entre Lisboa e Cacilhas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In memória do Esmeraldo, e de um contador de histórias que me fizeram parecer mais leves os anos forçados de ilhéu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110545625747199425?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110545625747199425/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110545625747199425' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545625747199425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545625747199425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/ecos-das-ilhas-s-miguel-ponta-delgada.html' title='Ecos das Ilhas, S. Miguel - Ponta Delgada, 1984.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110545593878442225</id><published>2005-01-11T15:00:00.000Z</published><updated>2005-01-11T15:05:38.786Z</updated><title type='text'>Cultura.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Vale a pena recordar a vida, a obra e as palavras de um Homem que imaginou a Grande Onda…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Katsushika Hokusai&lt;/strong&gt; nasceu em 1760, em Edo, sendo aparentemente filho de um artesão. Hokusai é um dos grandes mestres da gravura japonesa, e um dos grandes génios criadores e inovadores de todos os tempos. Sendo o mais célebre dos artistas japoneses, e tendo tido uma profunda influência na arte ocidental, nomeadamente no movimento impressionista, ele é, porém, pouco japonês no seu carácter e na sua obra, em particular pela importância que teve na sua obra a influência daqueles poucos aspectos da arte europeia conhecidos então no Japão. A obra de Hokusai estende-se ao longo de um período notavelmente longo, e, caracteristicamente, atingiu o seu auge já no final da longa vida do artista. Tendo iniciado aos catorze anos a aprendizagem como gravador, entrou, aos dezoito anos, no estúdio de Katsukawa Shunsho, importante autor de gravuras Kabuki. No início do ano seguinte, publicou os seus primeiros trabalhos, gravuras de actores, sob o nome Shunro. Hokusai produziu notáveis gravuras durante a década de 1780, influenciado por Shigemasa e Kiyonaga, mas os seus primeiros trabalhos importantes foram efectuados, sob o nome Kako em meados da década seguinte. Em 1797 adoptou o nome Hokusai, e iniciou o seu primeiro período importante de produção de gravuras e livros. Hokusai foi atraído por influências artísticas das mais diversas, que incluem a arte ocidental, que começava então a ser divulgada a partir do entreposto de Nagasaki, e chinesa. Estas influências tornam-no um artista cujo estilo se afasta do habitual (Ukiyo-e), ao mesmo tempo que alarga a sua universalidade.As suas maiores produções são os conjuntos de imagens de "Lugares Famosos de Edo", em 1800, os quinze livros de esboços publicados sob o título genérico de Manga a partir de 1814, e as duas séries de vistas do Monte Fuji, as "36 vistas do Monte Fuji", onde se inclui a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://http://photos1.blogger.com/img/126/2924/320/Tsunami.jpg"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Kanagawa-oki nami-ura (A grande onda de Kanagawa)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt; do início da década de 1830, e os três volumes das "Cem vistas do Monte Fuji", de 1834-35. A energia de Hokusai era prodigiosa e a ele se deve, em grande parte, o estabelecimento da gravura paisagística e da gravura de flores e pássaros (kacho-e) como géneros autónomos e até mesmo dominantes das gravuras Ukiyo-e. A capacidade criativa de Hokusai está intimamente ligada à sua irrequietude, bem diferente do usual no Japão, e que pode ser ilustrada pelo impressionante número de nomes que utilizou ao longo da sua carreira (vinte seis) e pelo número de diferentes moradas que conheceu durante a vida (noventa e três). A sua veia artística ajudou-o a superar algumas das adversidades da vida, quase aos setenta e cinco anos, mesmo desgastado pela pobreza, o filho mais velho gastou toda a sua fortuna, levaram-no a recomeçar tudo de novo. É esta inquietação permanente que fazem dele uma figura ímpar na história da arte universal, e da gravura japonesa, em particular. Com essa idade, Hokusai resumiu assim, no prefácio às "Cem Vistas do Monte Fuji", a sua vida e o seu programa para o futuro:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Desde os cinco anos de idade que tive a mania de desenhar a forma das coisas. Desde os cinquenta anos de idade que produzi um número razoável de desenhos, mas, no entanto, tudo o que fiz até aos setenta anos não é realmente digno de menção. Pelos setenta e dois anos de idade apreendi finalmente algo da verdadeira qualidade das aves, animais, insectos e peixes, e da natureza vital das plantas e árvores. Assim, aos oitenta anos de idade deverei ter já feito algum progresso, aos noventa deverei ter penetrado ainda mais no mais fundo sentido das coisas, aos cem anos de idade deverei ter-me tornado realmente maravilhoso, e aos cento e dez anos, cada ponto, cada linha que eu desenhe deverá possuir seguramente uma vida própria. Peço apenas que os homens de vida suficientemente longa tenham o cuidado de verificar a verdade das minhas palavras." &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110545593878442225?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110545593878442225/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110545593878442225' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545593878442225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545593878442225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/cultura.html' title='Cultura.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110545540040817788</id><published>2005-01-11T14:56:00.000Z</published><updated>2005-01-11T15:00:26.460Z</updated><title type='text'>Tsunami</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/126/2924/1024/Tsunami.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/126/2924/320/Tsunami.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Katsushika Hokusai (1760-1849) - Kanagawa-oki nami-ura (A grande onda de Kanagawa)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Nunca nos sentimos tão pequenos em face da força bruta da natureza, é pena que nunca mais aprendamos a lição...&lt;br /&gt;A beleza da imagem só nos relembra a fragilidade das nossas vidas e das nossas efémeras construções.&lt;br /&gt;Somos uma gota neste oceano terrível de emoções, esta quadra nunca mais será a mesma, é bom que não o esqueçamos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;In memória daqueles que pereceram em 26Dec2004.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110545540040817788?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110545540040817788/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110545540040817788' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545540040817788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545540040817788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/tsunami.html' title='Tsunami'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110545532091655256</id><published>2005-01-11T14:31:00.000Z</published><updated>2005-01-11T14:55:20.916Z</updated><title type='text'>"Conto de Natal - À espera de um Milagre..."</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;As cartas chegavam em catadupas, os gnomos, atarefados nos embrulhos e nos acabamentos das prendas, mal tinham tempo para respirar. Catalogavam, empilhavam por países, por temas e por pedidos.&lt;br /&gt;O Pai Natal resmungava, este ano ia ser um ano difícil, nunca tinha havido tantos pedidos.&lt;br /&gt;Ele era pedidos de bicicletas, de aviões, de carros de combate, de carros de corrida, de barcos, de submarinos, entremeados com pedidos bem incongruentes, na verdade havia alguns bem estranhos, nunca se vira nada assim.&lt;br /&gt;O Pai Natal solicito e o melhor que pode lá foi distribuindo pelos sacos os embrulhos, verificando e arrumando, para não haver enganos.&lt;br /&gt;Aproximou-se o grande dia. Lá ao longe, o sol da meia noite refulgia num manto de átomos de cor e claridade invernal, em ondas, que reflectiam nos flocos de neve branda que caiam em múltiplas espirais.&lt;br /&gt;O trenó, cheio até mais não, dourado e brilhante, já tinha as renas aparelhadas, o último saco foi metido a custo. Era um saco enorme, verde e vermelho, quase cores de uma bandeira.&lt;br /&gt;Ao estalar do chicote, aquele conjunto iniciou a sua grande tarefa. Era uma corrida contra o tempo e contra a lógica. Teriam que ser distribuídas todas as prendas que estavam no trenó.&lt;br /&gt;O Pai Natal arfava, e a neve branca, teimosa, agarrava-se húmida e incomodativa confundindo-se com o branco das barbas.&lt;br /&gt;O penúltimo saco foi entregue, faltavam poucos minutos para acabar tão árdua missão, o último saco teimosamente, o verde e vermelho, saltitava já sozinho no trenó.&lt;br /&gt;O Pai Natal pegou nele para finalmente cumprir o sonho de alguns. Pegou na lista, por sinal a mais insólita que alguma vez lhe haviam mandado e começou pelo primeiro: “Zézinho – maioria absoluta”, com as luvas brancas, procurou no fundo saco e enfiou pela chaminé um pacote, parecia uma urna de votos, e ainda se lia em cirílico “Ucrânia”. Depois passou para o seguinte do enorme rol, o "Pedrinho – maioria absoluta", e repetiu a prenda que tinha dado ao José. Depois passou pela casa de um “Jorginho – um governo novo, da minha cor”, aqui deixou um cheque vitalício para a reforma, tranquila e serena do Jorginho e ainda um cartão do partido, novo, brilhante e com uma fotografia a cores, ele não o tinha pedido, mas ele tinha-se portado tão bem que o Pai Natal achou que esta prenda não era demais. Finalmente a penúltima prenda, para o “Paulinho – um lugar ao sol”, esta prenda foi a mais difícil, teve que usar imensa vaselina para entrar na chaminé, mas por fim lá conseguiu enfiar o sol e um bronzeador para satisfazer os desejos mais íntimos do menino. O “Thunder” (Relâmpago em português) a rena aproveitou ainda para se aliviar na chaminé, o Pai Natal fez que não viu, já estava demasiado cansado para se arreliar com pormenores. Por entre palavras indecorosas que eu me esquivo aqui de repetir, o Pai Natal, deu conta que ainda lhe faltava uma prenda da lista: “Os portugueses – não queremos nada de material, mas por favor livra-nos deles”.&lt;br /&gt;O Pai Natal aflito, bem procurou no fundo do saco, mas nada encontrou. Subiu rapidamente para o trenó, chicoteou as renas com afinco, rumou como um raio para a Via Láctea. Tinha que rapidamente encontrar-se com o Menino Jesus, para entregar a última prenda, precisava desesperadamente de um milagre, pior que isso, um grande milagre e o Pai Natal nunca tinha deixado uma prenda por entregar…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110545532091655256?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110545532091655256/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110545532091655256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545532091655256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545532091655256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/conto-de-natal-espera-de-um-milagre.html' title='&quot;Conto de Natal - À espera de um Milagre...&quot;'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110545367738485445</id><published>2005-01-11T14:27:00.000Z</published><updated>2005-01-11T14:29:52.050Z</updated><title type='text'>O Menino.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/126/2924/1024/19-12-04_12541-thumb[1].jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/126/2924/320/19-12-04_12541-thumb%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A neve derretia ao tocar a terra, lá ao longe, a tempestade corria, ribombava noutros lugares, pairava sobre os cumes como asas negras de tormenta.&lt;br /&gt;Lá dentro, a Senhora, o S. José, o Burro e a Vaca, os três Reis Magos, adoravam as palhinhas nuas, ainda se sentia o quente do Menino, este travesso, ou mão travessa, tinha-o levado a passear.&lt;br /&gt;Talvez voltasse mais tarde, muito mais tarde, constipado.&lt;br /&gt;Eu pelo menos imaginei-o a brincar alegre, por entre os arbustos que se espraiavam no santuário.&lt;br /&gt;E quando voltasse, a mãe e o pai dar-lhe-iam uma pequena reprimenda, perguntariam por onde tinha andado e ele cansado da brincadeira, adormeceria de novo, exausto, ficaria no seu lugar eternamente.&lt;br /&gt;Ainda lá pensei voltar no outro dia, mas pensando bem, ele voltou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110545367738485445?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110545367738485445/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110545367738485445' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545367738485445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545367738485445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/o-menino.html' title='O Menino.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110545307550662309</id><published>2005-01-11T14:13:00.000Z</published><updated>2005-01-11T14:17:55.506Z</updated><title type='text'>United Colours (Trade Mark)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Vou falar de um tema que nem sempre temos coragem de abordar: o racismo.&lt;br /&gt;Li um “post” que me deixou bastante apreensivo. Em primeiro lugar porque vi nele algumas das opiniões que neste momento são sussurradas por algumas pessoas descontentes. Os portugueses de um modo geral são pessoas afáveis e com um grau de integração e integradores que deviam servir de exemplo a muitos povos. Nos tempos idos dos saudosos governos do Prof. Cavaco Silva (desculpem-me aqui a minha deambulação, mas ela é importante para a verificação dos factos), vieram a terreno zurzir várias personalidades de esquerda contra o que se chama de racismo português. Foi orquestrada uma campanha, bem apoiada por algumas franjas desse sector, partilhadas várias entrevistas, dados motivos e até do Presidente da República da altura o fez. Fiquei extremamente chocado, não com o facto de me incluírem numa chusma de pseudo racistas, tribais e apoiantes do Ku Klu Klan. Na verdade deram uma imagem de que eu e outros tantos estávamos numa cruzada contra as minorias que se encontram neste País, mas o choque maior foi ver os que deviam dar o exemplo e acima de tudo manter uma certa distância, vir dizer alto e bom som que os portugueses eram racistas. Imaginem que até chegaram ao ponto de convidarem um cantor negro, que por acaso tinha ganho um ou dois discos de platina, dizer na nossa televisão, que efectivamente os portugueses eram um povo racista. O que ele não explicou e nunca nos foi explicado é que tendo em conta a quantidade de pessoas da cor dele, sendo uma minoria em relação à compra dos seus discos, como é que ele ganhou as duas platinas e quem efectivamente os tinha comprado, provavelmente os espanhóis? (desculpam-me aqui o meu racismo certamente).&lt;br /&gt;O que se passa neste momento e julgo que não só sou eu que tenho essa opinião, é que os portugueses se sentem incomodados pelo estado em que o País se afundou: faltam os empregos, a precaridade do posto de trabalho é uma constante e sobretudo o poder real de compra tem diminuído nestes últimos anos.&lt;br /&gt;É fácil culpar ou arranjar culpados, aqueles que representam uma série de ameaças ao nosso conforto do dia a dia, começando obviamente pelos motivos económicos, as ditaduras do século passado, recentes, apostaram fortemente nesses motivos para se apoderarem do poder. Nos somos um exemplo vivo disso.&lt;br /&gt;Vou apenas fazer uma referência a dois episódios que me marcaram, o meu pai que fez uma série de comissões no Ultramar, combateu ferozmente os grupos que queriam a autodeterminação, nunca em circunstancia alguma o vi tratar com menos respeito outra pessoa fosse de cor fosse, bem pelo contrário, um dia apontou-me com o dedo um camarada, um igual a ele que combateu do outro lado e disse-me: “A este fui eu que o ajudei a fazer os estudos que tem…Um grande homem, muito inteligente – e depois sem rancor acrescentou – Pena que estivéssemos em campos opostos…”; uma outra vez disse-me “ Vez além aquele senhor, é meu camarada, lutou nas matas da Guiné comigo, é o militar mais condecorado do exército português, é preto, mas vale mais que muitos brancos juntos.”&lt;br /&gt;Na verdade só vemos racismo quando confundimos a cor dos olhos com a cor do sangue, quando arranjamos desculpa para os nossos males influenciados por uma tonalidade de incompreensão. Compreenderão isso quando num dia, nesses tempos quentes de intoxicação, se estivessem no meio de uma rua e só porque não foram rápidos a afastar-se dos passos apressados de um transeunte, ele se virasse e dissesse: “Racista, os portugueses são todos iguais…”, claro que me apeteceu fazer-lhe a pergunta do que ele fazia na minha cidade e no meu País, contive-me a tempo, não quis retorquir com as armas mais fáceis que tinha na mão, perguntei apenas, olhos nos olhos: “Por acaso é português? Sabe o que é o racismo?…”.&lt;br /&gt;Ainda hoje aguardo pela resposta. Eu adivinhei qual era: é fácil jogar com a ignorância das pessoas, é para isso que servem os políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota do autor: Sou branco, caucasiano, português, sangue vermelho espesso, sangue árabe, negro e judeu, provavelmente correm nas minhas veias, e em alguns reis que nos governaram também, mas sobretudo sou humano como os outros que vagueiam neste planeta. Apenas, como bom português, continuo a não gostar de "nuestros hermanos".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110545307550662309?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110545307550662309/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110545307550662309' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545307550662309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545307550662309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/united-colours-trade-mark.html' title='United Colours (Trade Mark)'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110545278225110447</id><published>2005-01-11T14:09:00.000Z</published><updated>2005-01-11T14:13:02.250Z</updated><title type='text'>"Rituais..."</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;O arrumar da roupa, despreocupado, para apanhar a boleia do meu avó, o viajar por atalhos, entre os muros e silvedos, em caminhos há muito percorridos por viajantes desconhecidos.&lt;br /&gt;O parar lesto e despreocupado, para apanhar umas amoras silvestres, fugidias e defendidas, que retintavam as mãos de cor e açúcar.&lt;br /&gt;O rilhar dos grilos, que se calavam tolhidos, o saltar dos gafanhotos que fugiam de uma qualquer sardanisca mais espevitada.&lt;br /&gt;O olhar sobre os lameiros verdes, os regos cheios de água pura, onde alguns girinos se escondiam céleres à passagem da nossa sombra.&lt;br /&gt;O sol da matina estival, que já ia longo e gasto.&lt;br /&gt;O repicar de algum sino de uma aldeia ao longe, entremeado pelo som do vento quente, a esbracejar nos castanheiros velhos e cansados, cheios de pontos reluzentes e defendidos, que espreitavam latejantes o anunciar de mais um Verão efémero de S. Martinho.&lt;br /&gt;O bater do pica-pau nos troncos dos pinheiros e dos carvalhos rasos de bolotas.&lt;br /&gt;A erva verde que crescia, salpicada aqui e ali com o amarelo e roxo das flores. As abelhas, rápidas, sem cerimónia, sem tempo para se cumprimentarem, a pular de estigma em estigma, por entre dedaleiras e malmequeres selvagens.&lt;br /&gt;O entrar no portão, velho, repintado de verde-garrafa, sempre entreaberto, percorrer os bardos, as estacas e conhecer de cor cada casta e cada cepa.&lt;br /&gt;A sombra fresca das ramadas que se revezavam, os morangos, já selvagens que pintavam de encarnado, maduros e roídos pelos pássaros.&lt;br /&gt;O sorriso da criada ao por em frente de cada um a malga com a sopa, onde o garfo dificilmente entrava e saia cheio de sabores quentes da terra.&lt;br /&gt;A sacada em pedra, recoberta de madeiras antigas, secas e acolhedoras, sustentada pelos pilares do granito frio.&lt;br /&gt;O espraiar ao longo do verde dos vinhedos, o rio lesto, calmo e profundo que corria nas gargantas, lá bem longe, em curvas e contracurvas sensuais.&lt;br /&gt;O redondo das encostas, tolhidas pelos socalcos, as casas brancas, senhoriais que entrecortavam a paisagem, onde o fumo dos velhos fogões, anunciavam os afazeres de mais uma vindima.&lt;br /&gt;As mulheres a cantar ao desafio, a rir de piadas brejeiras, o tomar de um gole só, um pouco de vinho retinto que pingava pelos cantos da boca, o passar a mão pelos lábios para retirar o ultimo pingo, teimoso, que caía na frente da camisa, quente e suada, do homem ajoujado pelo peso do cesto de verga, cheio do brilhante de cada cacho.&lt;br /&gt;O bater do aço contra aço, da tesoura, que cortava impiedosamente, entre o restolhar de cada parra.&lt;br /&gt;O lagar onde tudo começava e tudo acabava.&lt;br /&gt;O olhar de aprovação quando se levava um bago à boca, doce e enjoativo, prenuncio de uma boa colheita.&lt;br /&gt;O jantar iluminado pela lareira e pelo “petromax”, por onde se desfaziam as traças bamboleantes e encandeadas.&lt;br /&gt;O entrar no lagar, já noitinha, o espremer, entre a pedra de cada bago, as cócegas por entre os dedos dos pés, que se prolongavam nas pernas, pintadas pelo mosto, cansadas e tolhidas, apenas comandadas pelo cantar dos homens entrelaçados, calças pretas arregaçadas em dobras mal feitas e pouco vincadas, mãos nos ombros do companheiro do lado, para suportar o compasso ritmado do feitor, avançando e esmagando, como se de um exercito se tratasse.&lt;br /&gt;O acabar o dia entre lençóis de linho, branco e alvo, o quente dos cobertores de papa, antigos e amarelados.&lt;br /&gt;O acordar com o raio de sol que batia no soalho velho, corrido, mal encerado. Abrir as portadas de carvalho e sentir o calor do dia.&lt;br /&gt;O correr para a cozinha negra pelo fumo, o sentir as vozes de quem acordou à muito, o agarrar a tigela cheia de leite quente, acabado de tirar, cortar uma fatia de pão de milho fresco e barrar sôfrego a manteiga que derretia.&lt;br /&gt;Os sons da casa, que imprimiam em ebulição, um novo dia, entrecortados pelo chiar das giestas que reacendiam a lareira, crepitantes, uivantes, a contorcerem-se, por entre as labaredas que esbarravam contra a parede enegrecida.&lt;br /&gt;O retomar dos mesmos passos, o calor do trabalho, entre cada gesto que já se conhece de cor.&lt;br /&gt;O voltar, o saber que para o próximo ano, o ritual se perpetuaria… &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110545278225110447?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110545278225110447/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110545278225110447' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545278225110447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545278225110447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/rituais.html' title='&quot;Rituais...&quot;'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110545254105922922</id><published>2005-01-11T14:07:00.000Z</published><updated>2005-01-11T14:09:01.060Z</updated><title type='text'>"Quem quer vai, quem quer pode, quem quer manda..."</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Pela lei fundamental portuguesa, só os partidos legalmente constituídos podem concorrer aos lugares da Assembleia da República. Como cidadão nas plenas faculdades e direitos constitucionais tenho uma de várias opções que passo a exercitar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Voto no partido que mais se identifica com a minha cor política. (Azar, a cor do meu clube é verde, sou lagarto, mas não pago quotas pelo que esta opção é obviamente um exercício de masoquismo. Deveria segundo a cor, votar nos ditos “verdes”, mas ideologicamente falando, eles não são verdes, são “melancias”, verdes por fora e vermelhos por dentro, não sou adepto dos lampiões portanto não voto neles).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Voto no partido que melhor me informa sobre as suas ideias e programa de governo. (Isto ainda se torna mais difícil porque nunca vi nenhum a fazer isso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Voto em branco (Mais masoquismo: segundo a lei eleitoral os votos em brancos ou nulos contam para apuramento dos nossos devotos representantes, até ganham dinheiro para o partido com isso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Voto nulo (escrevo umas baboseiras no boletim de voto, voto em todos, voto na minha avó, voto no Salazar, basicamente efeitos iguais ao do voto em branco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não voto, ao contrário do que nos venderam é legítimo, representa uma opinião de um eleitor que não quer ninguém a representá-lo, não por falta de opinião mas porque quer expressar uma opinião contrária àquela cáfila interesseira que se quer eleger e mesmo que eles se digam meu representantes, eu não os considero como tal. Não têm perfil, honestidade e capacidade para o fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem os amigos que me lêem, pensar que eu aqui entro em contradição, bem pelo contrário, pergunto a cada um de vocês se conhecem o deputado que os representa no Parlamento, façam por favor o vosso acto de contrição, digam-me o nome dele e o que é que ele já fez por vocês, excepto o de levar um ordenado para casa. Já pensei como vocês. Acredito na democracia quando ela me dá o direito de escolher entre o mais e o menos bom, não entre o mau e o menos mau, deixei de acreditar quando ela se constituiu numa feira de valores que nada me dizem e que servem apenas para eternizar o clientelismo, a corrupção, a inépcia e acima de tudo a continuação de uma cambada de incapazes que adoptaram a política para subir na vida e que efectivamente a todo o custo se querem perpetuar no poder. O voto nas urnas seja em que circunstancias for apenas serve para credibilizar aqueles que se dizem representantes de alguém. Isto não é democracia, isto chama-se ditadura: Salazar arranjou um esquema igual, quem não votasse não podia ocupar cargos públicos, pelos vistos ninguem inventou nada.&lt;br /&gt;Poderia ainda ter mais uma data de opções: fundar um partido, ir para a estrada e conseguir uma nova maioria. Acontece que me poderia tornar como os actuais governantes ou então chegar à mesma conclusão que eles: “Cada povo tem os políticos que merece, eles merecem-nos agora têm que nos aturar”.&lt;br /&gt;Eu pensei seriamente em convidar todos os “bloguistas”, mesmo aqueles que estão na política em constituir um governo sombra, ou então como alternativa final a imigrar e deixar apenas neste País os políticos e as suas bacocas ideias. A outra alternativa que me agradava um pouco mais era pegar nessas excelentes pessoas enfia-las num barco a remos e obriga-los a imigrar. Têm o meu voto seguramente… &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110545254105922922?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110545254105922922/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110545254105922922' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545254105922922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545254105922922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/quem-quer-vai-quem-quer-pode-quem-quer.html' title='&quot;Quem quer vai, quem quer pode, quem quer manda...&quot;'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110545236810072866</id><published>2005-01-11T14:05:00.000Z</published><updated>2005-01-11T14:06:08.100Z</updated><title type='text'>"Levanta-te e chora"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Os políticos deste País têm a ideia errada que o povo português deve ser tratado com benevolência, paternidade e inconsistência cerebral.&lt;br /&gt;Como português tenho que expressar a minha mais profunda indignação, já nos calhou um Almirante a falar do canário, outro a falar-nos de conversas em família, para termos um nos tempos que correm a falar da família.&lt;br /&gt;Desculpem-me as mães que produziram tais abortos, eu sei que os filhos não devem pagar pelos erros dos pais, mas será que os pais têm que pagar pelos erros dos filhos?&lt;br /&gt;Será que eu, que nem votei e que não tenho ninguém que me represente nessa casa de vastas e inócuas ideias, chamada de Assembleia da República, tenha que aturar uns gajos com sede de poder e de poleiro? E ainda ter que lhes pagar pelo mau serviço que me prestam?&lt;br /&gt;Puta que os pariu (o Fernando Rocha que me perdoe pelo plágio), e uma vez mais, desculpas aos ventres que geraram estas execráveis criaturas.&lt;br /&gt;A parte do “é pró bujão” não, muito obrigado, estou farto, já está na hora de ir o deles ao castigo, "mais nada".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110545236810072866?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110545236810072866/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110545236810072866' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545236810072866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545236810072866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/levanta-te-e-chora.html' title='&quot;Levanta-te e chora&quot;'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110545229509380010</id><published>2005-01-11T13:59:00.000Z</published><updated>2005-01-11T14:04:55.093Z</updated><title type='text'>A Grande Entrevista...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Peço imensa desculpa mas não resisto, o que vi ontem na RTP levou-me às lágrimas. Especialmente quando a Judite de Sousa, perguntou ao 1º Ministro se lia jornais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Claro que leio.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Então não diz como o Prof. Cavaco Silva que não lia, já agora quanto tempo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- 15 minutos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Mas isso é muito pouco…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Já estou habituado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui destrambelhei, a minha família pensou que eu tinha acabado de enlouquecer, continuei a chorar mas agora de riso.&lt;br /&gt;Fechem os olhos e imaginem comigo o Santana a chamar mais uma vez o Gomes da Silva e a dizer-lhe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Gomes dá aí mais um diário…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Ó Pedro, vê lá se te despachas com isso, eu também tenho que ir ao WC e tu já tás aí há quinze minutos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Gomes tens é que dizer a esses gajos que comecem a utilizar melhor papel nas tiragens. Este está-me constantemente a arranhar…&lt;br /&gt;Acho que nunca me vou habituar a estes cortes orçamentais de papel que o Bagão nos quer impingir.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Tu é que és o culpado puseste em risco a coligação.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Gomes estás proibido de falar comigo sobre a coligação logo de manhã, especialmente quando estou com as calças em baixo, dão-me logo cólicas e o dia corre-me mesmo mal.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa de merda que eu imaginei acaba aqui, não acabei foi de ver a entrevista, a minha família preocupada com a minha sanidade mental, mudou de canal, escondeu-me o comando e eu felizmente, também já não tive forças para me levantar do sofá…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110545229509380010?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110545229509380010/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110545229509380010' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545229509380010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545229509380010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/grande-entrevista.html' title='A Grande Entrevista...'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110545191515576587</id><published>2005-01-11T13:41:00.000Z</published><updated>2005-01-11T13:58:35.156Z</updated><title type='text'>"Disto daquilo e de cousa nenhuma..."</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;O &lt;strong&gt;Teatro Fechado&lt;/strong&gt; tem a honra de levar à cena: &lt;strong&gt;O Auto do Milagre dos Cravos&lt;/strong&gt;…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os personagens pertencem ou pertenceram a uma história de ficção, qualquer coincidência com a realidade, é mesmo e só uma mera coincidência. Aconselhamos ainda que as cenas pouco dignas não sejam vistas por menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cenário&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os actores encontram-se em pleno deserto com um fundo de um castelo medieval, encimado por aves negras e relâmpagos trovejantes. O séquito da rainha, pouco e mal ataviado, segue-a por entre os cactos e as silvas que se interpõem no caminho. Encontra-se em romaria, para inaugurar mais uma obra de caridade. Ao seu encontro, sem ela saber, vai o seu marido e o seu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este acto desenrola-se numa época muito conturbada em que os animais falavam e os cargos e honrarias eram herdados por nobre sucessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Personagens&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;D. Marocas&lt;/strong&gt;, rei de um povo à beira mar plantado, gordo, anafado e bochechudo, retirado das lides, o seu maior empenhamento é o de dar entrevistas para a televisão. Quer ainda que o filho lhe suceda na condução dos assuntos do reino.&lt;br /&gt;Vestes de safo, olhos brilhantes marotos, cabelos brancos de profundas arrelias. Viajante de mares nunca dantes navegados. Constantemente ateu, poliglota e republicano q.b. Frase célebre: “O meu reino por um avião…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;D. Maria&lt;/strong&gt;, santa de serviço, génio transviado do teatro para os palcos da vida, mãe extremosa, casada com D. Marosca. Tendência para se alapar a lugares que lhe foram confiados. Mau génio quando contrariada. Demonstra uma admiração sobrenatural pelo marido, mas não concorda com as suas herejes tendências. Frase célebre: “Mais vale presidente toda a vida do que ex-presidente de cousa nenhuma”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;D. Marocas, Jr.&lt;/strong&gt;, príncipe encantado desta nossa narração, viajante inconfesso de lugares exóticos. Edil de uma cidade de mil cores, dificuldades em arrastar o nome da família que o precede. Tendência em ter desastres em locais ermos e pouco comuns. Retrato fiel do pai, apenas na figura e nos modos. Militante de causas perdidas. Não tem frases célebres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Capítulo I&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cena I e única&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Narrador&lt;/strong&gt; (de braços abertos e ar dramático): D. Maria acicatava o condutor do seu coche, último modelo, para que se apressasse, aquela estrada desértica era um mau prenúncio de maus encontros e más recordações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D. Maria&lt;/strong&gt; (aos gritos): “- Obrigue-me esse burro a andar mais depressa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fiel Cocheiro&lt;/strong&gt; (a cofiar o bigode): “- Mas Senhora, tive a liberdade de lhe comprar algo…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D. Maria&lt;/strong&gt; (continua aos gritos): “- Meta o “algo” no cú e a cenoura no burro para ver se nos despachamos, ainda quero ir ao cabeleireiro hoje”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Burro&lt;/strong&gt;: (ar assustado): “- A cenoura aonde?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fiel Cocheiro&lt;/strong&gt; (ar preocupado): “- Cala-te, não, não era para si Senhora. Mas e os seus seguidores? Não vão aguentar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D. Maria&lt;/strong&gt; (ar de desprezo): “- Claro que vão, ande mas é lá mais depressa…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Burro&lt;/strong&gt; (ar cansado): “-Eu é que não aguento…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fiel condutor, qual fiel palafreneiro, chicoteia o burro que de repente desata a correr desalmadamente. Mas eis senão quando, numa curva do caminho, lhes aparecem pela frente dois vultos, fantasmagóricos, envoltos em negras e deslavadas vestes.&lt;br /&gt;O burro estaca, insólito e fremente, o condutor ainda a tremer, houve num repelão D. Maria a reclamar de dentro do coche último modelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D. Maria&lt;/strong&gt; (mais uma vez aos gritos): “- Meu grande filho de uma criada, que maneiras são essas de se conduzir, parti umas costelas, e agora? Sabes bem que não tenho assistência hospitalar, vetaram-me as quotas na Cruz Vermelha, meu cocheiro de segunda…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fiel Cocheiro&lt;/strong&gt; (ar muito preocupado): “-Mas Senhora, – tibetuou o fiel condutor – dois vultos se atravessam no nosso caminho e o burro com o susto parou…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Burro&lt;/strong&gt; (a verter águas pelo meio das pernas): “-Mijei-me….com o susto, esses dois gajos são mesmo feios.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Maria salta do coche, levanta as saias, e altaneira dirige-se para os dois vultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D. Maria&lt;/strong&gt; (ar furibundo, aos gritos): “- Desimpedi-me o caminho maltrapilhos, tenho que me despachar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro vulto faz uma vénia e numa voz sibilante, qual mordaz bobo da corte, pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D. Marocas&lt;/strong&gt; (incógnito de todo): “- Já não reconheceis a família, Senhora minha?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D. Maria&lt;/strong&gt; (ar cínico): “- Mas não estavas em Bruxelas a comer “Belgas” (leiam-se bolachas e não liguem ao trocadilho), ou nas Ilhas Caimão a andar de tartaruga? Divino esposo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D. Marocas&lt;/strong&gt; (sem incógnito): “- Esta mulher está a gozar comigo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigiu-se D. Marocas para o segundo vulto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D. Marocas, Jr.&lt;/strong&gt; (ainda incógnito): “- Pai, - disse o segundo vulto – pergunta-lhe o que ela leva no real regaço?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D. Marocas&lt;/strong&gt; (menos incógnito): “- D. Maria o que levais no vosso real regaço?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D. Maria&lt;/strong&gt; (ar de sonsa nº1): “- No quê?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retorquiu D. Maria fazendo-se de sonsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D. Marocas, Jr.&lt;/strong&gt; (pouco incógnito): “- Pai, ela está mesmo a gozar contigo…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D. Marocas&lt;/strong&gt; (a espumar de raiva): “- Brincais comigo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D. Maria&lt;/strong&gt; (ar de lerda): “- Não excelso esposo, sou um bocadinho lerda no meu português, desculpai-me. Por momentos pensei que falasses em outra cousa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E num repente, teatralmente, D. Maria abre o seu regaço, caindo deste uma data de G3, uma quantidade enorme de granadas de mão, umas quantas bazucas, e mais armas do que qualquer humano possa imaginar.&lt;br /&gt;Boquiaberto o Rei, D. Marocas, ajoelhou-se, obrigou o segundo vulto a fazer o mesmo e exclamou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D. Marocas&lt;/strong&gt; (branco como a cal): “- Mas Senhora, são armas, estais a pensar nalguma revolução? E essas granadas têm cavilha, espero?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D. Maria&lt;/strong&gt; (ar de sonsa nº2) “- Claro D. Marocas tenho-vos ouvido com atenção e ando a tratar de tudo…Cavilha é alguma coisa que se coma?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D. Marocas&lt;/strong&gt; (sobrancelhas arqueadas) “- Minha fiel esposa, desculpai-me, mas por momentos pensei que leváveis cravos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto esbaforidos e de língua de fora, foram-se aproximando os seguidores de D. Maria que ao inteirarem-se da situação, gritaram em coro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Turba e o Burro&lt;/strong&gt;: (língua de fora e a arfar, o burro de joelhos) “- É uma santa…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rei bem que ficou desconfiado, mas como era ateu, retirou-se prudentemente para a sua Fundação, depois de ter feito umas tantas considerações sobre revoluções e cravos para as estações de TV que entretanto tinham aparecido como por milagre…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fim&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pano baixa, o único espectador ainda presente, chora comovido desalmadamente.&lt;br /&gt;No final viemos a saber que era surdo, mudo, cego e paralítico, que tinha apenas entrado no teatro porque andava à procura de uma casa de banho e que tinha encravado o pirilau no fecho eclair, também não tinha conseguido fugir porque lhe haviam subtraído as muletas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota do Produtor: Não devolvemos o dinheiro dos bilhetes caso tenha desistido a meio do espectáculo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110545191515576587?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110545191515576587/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110545191515576587' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545191515576587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545191515576587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/disto-daquilo-e-de-cousa-nenhuma.html' title='&quot;Disto daquilo e de cousa nenhuma...&quot;'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110545083851311877</id><published>2005-01-11T13:37:00.000Z</published><updated>2005-01-11T13:40:38.513Z</updated><title type='text'>O absurdo...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Esperei ansiosamente o desfecho da telenovela do nosso amigo Prof. Marcelo, o inevitável aconteceu e o absurdo também, continuo sem perceber muito bem a razão de todo este folhetim. Acontece que como bloguista sei ler nas entrelinhas e tenho boas razões para ficar preocupado, o José Magalhães num suplemento de um diário fazia referência às fontes anónimas que os nossos isentos jornalistas usam como manancial íntegro das suas notícias: os nossos blogs. Surpreendente até para um defensor da privacidade como eu, que essas fontes apareçam como anónimas…&lt;br /&gt;A outra, também surpreendente, parece tirada de um qualquer boateiro de mau gosto mas a distinta Ana Gomes ofereceu numa das páginas do referido jornal, o seu modesto blog para que o Prof. Marcelo pudesse continuara zurzir no governo…&lt;br /&gt;Vou guardar religiosamente esta edição, em primeiro lugar para me lembrar sempre do trabalho de pesquisa árduo, laborioso e bem fundamentado dos jornalistas que nos entopem com as suas “notícias”. O segundo como bom exemplo de marketing indirecto: a Ana Gomes tem blog (espero nunca lá ir parar por engano) e o Prof. Marcelo não. Viva a publicidade…&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110545083851311877?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110545083851311877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110545083851311877' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545083851311877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545083851311877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/o-absurdo.html' title='O absurdo...'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110545035201366478</id><published>2005-01-11T13:31:00.000Z</published><updated>2005-01-11T13:32:32.013Z</updated><title type='text'>"Alia aetas alios mores postulat."</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;latim&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; "Outros tempos, outros costumes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cada vez mais, se vê mais do mesmo.&lt;br /&gt;Eu perco-me por uma boa discussão, faz-me vibrar a paixão das palavras tiradas em supetão e isentas de censura. Já tenho a minha e basta-me, faz-me sempre lembrar uma entrevista dada por um actor, que ao recordar o traço azul que cobria os seus textos, estranhou que um dia lhe cortassem num excerto apenas a palavra “tacho”. Desculpa sensata do censor que servilmente se redimia: “… não é que esteja fora de contexto, mas pode ser interpretado como alguma referência pouco ortodoxa.”&lt;br /&gt;Já não leio George Orwell à muito tempo, tenho que rapidamente tirar a poeira do seu épico “Triunfo dos Porcos”, parece que ainda tenho muito que aprender.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110545035201366478?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110545035201366478/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110545035201366478' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545035201366478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545035201366478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/alia-aetas-alios-mores-postulat.html' title='&quot;Alia aetas alios mores postulat.&quot;'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110545023597459492</id><published>2005-01-11T13:29:00.000Z</published><updated>2005-01-11T13:30:35.973Z</updated><title type='text'>Direito de resposta.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Lamento profundamente a polémica relativa ao meu post anterior. Depois de ter visto os comentários relativos ao assunto lá exarado, fiquei com a sensação que a mensagem que eu quis transmitir não foi compreendida. O meu “machismo” deixa-me discernimento suficiente para afirmar o seguinte: todos nós de uma maneira ou de outra defendemos a vida. Não discuto quando ela começa e quando ela acaba. O assunto é demasiado delicado para ser tratado neste simples post.&lt;br /&gt;Se me perguntarem se sou contra ou favor do aborto é obvio que tenho a minha opinião, mas ela baseia-se em causas e não na nossa realidade. Em primeiro lugar acho que o aborto deveria ser despenalizado, eu como homem tenho uma intervenção meramente básica e reprodutora. Desenganam-se os meus amigos que pensam o contrário, é claro que esse patamar é sobreposto a outros quando inseridos na sociedade em que vivemos. Esta particularidade redutora não nos tira a importância de sermos pais, somos, quando nos responsabilizamos, tanto na concepção, tanto como na educação dos filhos. Se por acaso a nossa classe política estivesse mais preocupada em educar do que em trazer à baila temas que eles sabem de antemão trazem fissuras no relacionamento entre as pessoas, teriam a coragem de admitir que o tema não tem discussão. Os mesmos que defendem a vida, os mesmos que defendem a não utilização de contraceptivos, deveriam fazer um exame de consciência relativamente à posição extremada que têm. Deveriam antes que tudo de garantir um futuro para aqueles que irão nascer e não uma quantidade enorme de dívidas e dúvidas sobre o que será a sua vida no amanhã. Como pai estou profundamente preocupado, a mãe dos meus filhos obviamente também. A concepção deles foi um acto pensado e reflectido, estavam em causa outros sentimentos também que obviamente pesaram no nascimento deles, mas isso não invalida de que se a determinado momento da sua gestação eu tivesse por exemplo de escolher entre a vida deles e a continuação da vida da mãe, julgo que seria desnecessário perguntar qual delas escolheria. Não estaria a fazer o papel de Deus, estaria apenas a optar entre ter uma mãe para os meus filhos ou ter um filho sem mãe. É aqui, que as opiniões divergem, eu sei, mas os do sexo masculino deveriam sempre, outra vez, de ter em conta que o aborto, quer queiramos quer não é um “problema” no feminino, elas é que deveriam dar a sua opinião. O acto em si é uma opção que nos podemos considerar certa ou errada, nada mais. O acto de legislar pertence aos políticos, gostaria que eles e alguns de opinião contrária, as deixassem a elas como pessoas responsáveis que são, que decidam o seu futuro e o direito de ter ou não ter filhos, que não nos tratem, a nós como futuros e actuais pais, e a elas como futuras e actuais mães, como objectos de uma disputa irracional e sem nexo. Nós sabemos o queremos, portanto temos o direito de as deixar optar. Elas sabem o que querem, deverão de ter o direito de optar. Não é por considerarmos que esse acto como um crime que deixará de se praticar.&lt;br /&gt;No meu post anterior quis apenas atacar a classe política que desde os tempos da outra senhora nos trata como irresponsáveis, incultos, e pior ainda sem o direito a ter opinião. Infelizmente este é o quadro, tanto à direita como à esquerda que nos é apresentado. Não quero fazer disto um panfleto político mas este caso é só mais um para que as nossas atenções deixem de estar centradas no essencial.&lt;br /&gt;Já se perguntaram qual vai ser o nosso futuro? Qual vai ser o futuro dos nossos filhos? Quem é que me manda a mim meter-me nestas discussões? Que pena vai ter o Bibi? O Ferro também é culpado? E o Pedroso? E o Benfica é desta que ganha o campeonato? Quanto é que ganha o Pinto da Costa? E o gestor da EDP? O que é que eu ganho com isto? O Binoc já conseguiu ter sexo? Sexo, o que é isso? Porque é que deram o nome de um gajo russo a um furacão? Afinal quem manda nos EUA? E no Iraque? Quem é que precisa de petróleo? Bush ou Kerry, qual dos ketchups é que escolhia?&lt;br /&gt;“Sorry, this mission is aborted…, try another round…, game over...”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110545023597459492?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110545023597459492/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110545023597459492' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545023597459492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545023597459492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/direito-de-resposta.html' title='Direito de resposta.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110545012215788014</id><published>2005-01-11T13:26:00.000Z</published><updated>2005-01-11T13:28:42.156Z</updated><title type='text'>Sobre o aborto...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Sou um defensor profilático da vida. Eventualmente aqueles que dizem mal dele devem sempre dar graças a Deus, pois se na altura em que foram concebidos essa prática fosse corrente e permitida, dificilmente estariam entre nós a lutar contra ele. Na verdade, pensando bem eu sou defensor do aborto, com ele não teríamos a quantidade enorme de “abortos” na vida pública e política que mais parecem defensores e “irmãos” de uma qualquer “espécie” em vias de extinção. Defendo ainda a eutanásia e o “seppuku”, em casos extremos, os nossos políticos são exímios a utilizar esses métodos, no entanto e para nosso mal continuam, qual almas penadas, a infernizar as nossas vidas e a levar os lautos ordenados para casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110545012215788014?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110545012215788014/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110545012215788014' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545012215788014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110545012215788014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/sobre-o-aborto.html' title='Sobre o aborto...'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110538250481936200</id><published>2005-01-10T18:39:00.000Z</published><updated>2005-01-10T18:42:31.573Z</updated><title type='text'>“ab hoc et ab hac.”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;latim&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; ”Disto e desta. Discorrer alguém sobre o que não entende.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo hermenêutica provém do verbo grego herméneuein e significa declarar, anunciar, interpretar ou esclarecer e, por último, traduzir. Significa que alguma coisa é "tornada compreensível" ou "levada à compreensão". Não há certeza filológica, mas só probabilidade de que o termo derive de Hermes, o mensageiro dos deuses, a quem se atribui a origem da linguagem e da escrita. O certo é que já exprime a compreensão e a exposição de uma sentença dos deuses o qual precisa de uma interpretação para ser apreendido correctamente.&lt;br /&gt;Estranhamos sempre todo o sentido da vida. Questionamos com fervor, cada loquaz momento em que nos defrontamos com alguma dificuldade. Tentamos sempre que os outros transportem um pouco da nossa culpa, é mais fácil do que suportá-la sozinhos.&lt;br /&gt;Quando nos deparamos com alguma dificuldade, atribuímos sempre a terceiros os escolhos que nos barram os caminhos da glória ou da perdição.&lt;br /&gt;Gostamos de jogar, mas jogar pelo seguro, distribuímos as cartas, guardando sempre as melhores para nós. Acreditamos em espíritos desde o homem das cavernas, acreditamos em política, nos políticos, pagamos-lhe para eles terem ideias, damos-lhes cargos e honrarias, suportamos as suas decisões sem revolta, instituímos nos tempos que correm um novo tipo de “Idade Média”, mas mais civilizada. Esquecemos os valores básicos de toda a nossa existência. Deixamos de acreditar em impossíveis, mas quando olhamos para o lado e vimos a miséria, a falta de cultura, a falta de paixão em toda a humanidade e não nos perguntamos a nós próprios qual o nosso papel, qual o sentido para onde caminhamos. Rotulamos novos conceitos, novas ideologias, novas doenças, novas ciências e até novas religiões. Transformamos o mundo num autêntico caldeirão de demagogia, sustentada por um capitalismo feroz, uma ânsia de viver à custa de resultados infinitos e de um usurpar de identidades. Fenecemos lentamente à procura de uma eternidade que tarda, e de que como seres humanos sabemos que é impossível de alcançar. Morremos num obscurantismo atroz a discutir notícias e factos que não interessam a ninguém, mas que nos afectam dia a dia. Fazemos filosofia barata na esperança que de algum modo alguém nos leia, que alguém nos imprima alguma luz. Essa filosofia que enaltece as almas, que nos obriga a pensar, já não é, felizmente, apanágio e redil de alguns iluminados, propagou-se, tornou-se propriedade “freeware”. Defendemos sempre a propriedade material, mas transformamos a propriedade intelectual num monumento ao plágio. Acabamos de criar um monstro, não aceitamos a critica como um simples acto de recriar e outros criticam só por criticar. Muitos, e não são tão poucos como isso, já se julgam Deus ou pior ainda pegam no telefone e pensam que estão a falar com Ele.&lt;br /&gt;Enlouquecemos lentamente e transmitimos a nossa loucura como um vírus, esquecemos que estamos irremediavelmente perdidos, nesta nossa ânsia de agradar e sermos imortais.&lt;br /&gt;Seria mais simples reconhecer que somos um pontinho no universo, que não interessamos a ninguém e que as nossas palavras, se alguém as ler, terão o efeito de uma gota de chuva no meio de um oceano batido por um furacão.&lt;br /&gt;Ao defendermos as nossas ideias, estamos de forma a tentar que os outros pensem o mesmo ou as sigam. Não aprendemos com os erros da história. É verdade que nem sempre aquilo que nos transmitem é a realidade. Nunca devemos esquecer que essa “verdade”, essa parte da história é sempre escrita pelos vencedores. Tentamos responder às nossas necessidades com mais necessidades. Não havendo limites, os fortes impõem aos mais fracos, independentemente da sua identidade, ou dos meios utilizados, a sua vontade. Podemos sempre falar em casos extremos, vimos isso acontecer em pleno século XX, continuam por este século fora. Quando pararmos, talvez seja tarde demais, eu já não acredito na redenção, simplesmente acredito, espero que haja alguns com eu, que o simples facto de transmitirmos alguns valores aos nossos filhos e àqueles que nos lerem, que talvez consigamos sobreviver, talvez com um bocado de boa vontade e de fé, alguns de nós renasçam e continuem a saga que começamos à milhões de anos atrás, não como macacos, mas sim como simples seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Perdoem-me os meus amigos seguidores de Merleau-Ponty e aos defensores da Fenomenologia como extensão da Hermenêutica. Continuo a achar que as leis de Murphy são a melhor maneira de combater os Darth Vader do Universo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110538250481936200?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110538250481936200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110538250481936200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110538250481936200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110538250481936200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/ab-hoc-et-ab-hac.html' title='“ab hoc et ab hac.”'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110538234694451180</id><published>2005-01-10T18:37:00.000Z</published><updated>2005-01-10T18:39:06.943Z</updated><title type='text'>No comments</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Gosto imenso de recordar amigos que já não estão entre nós. Uns que se retiraram de cena, quando acharam que já não valia a pena continuar, outros pura e simplesmente que se desvaneceram sem terem outra opção.&lt;br /&gt;Apenas ficaram deles ténues lembranças, algumas boas outras más. Mas como amigos permanecerão sempre entre nós. Vou recordar uma pessoa apenas porque ainda hoje me faz rir quando me lembro de uma cena pitoresca que ela protagonizou.&lt;br /&gt;A Maria José, Zé para os amigos, alta, loira, bonita, mulher inteligente, recatada q. b., devido à educação que usufruiu, era incapaz de dizer uma asneira, a única mais forte que lhe saia, era “porra”, mesmo assim dita para dentro, por entre um ciciar pouco lúcido. A Zé trabalhava num local por onde passavam muitas senhoras, muito donas do seu nariz e dos seus pergaminhos. Não obstante ser filha de famílias bem, ela nunca o ostentou, bem pelo contrário era um bocado avessa a esse tipo de conotações. A Zé já andava farta de aturar uma “dondoca”, que todas as vezes que ela a atendia, passava o tempo todo a fazer comentários do género: “Pois é de muito boa cepa é M… da parte do pai e L… da parte da mãe, e o irmão é embaixador em Paris...”, depois de um esforço enorme para atender a tagarela, que lhe desbobinava toda a “pedigree” das famílias que conhecia e respectivos anexos, a Maria José ficava completamente fora de si e bastante incomodada. Nesta luta titânica e conflituosa, a Zé ficava sempre a perder, por um lado era uma cliente que estava a atender por outro não tinha já capacidade para aguentar tanta petulância. Até que um dia depois de ter aturado a cliente pacientemente e o seu desbobinar de árvores genealógicas, se virou para ela e disse:&lt;br /&gt;“- Sabe eu também sou de muito boas famílias…”&lt;br /&gt;“- Aí é, não sabia. Quem são os seus pais?”- inquiriu a cliente.&lt;br /&gt;Com um rosto impassível e com classe, a Maria José respondeu:&lt;br /&gt;“- Sou “cona”, por parte da mãe e “caralho” por parte do pai…”&lt;br /&gt;A outra aventesma, engoliu em seco, ficou sem fala, meteu o rabo entre as pernas e deixou de falar em boas famílias. Quando entrava no estabelecimento, e a Maria José era a única disponível para a atender, dava meia volta e desaparecia pela porta como se acabasse de ver o diabo. Garanto que foi a primeira e última vez que ouvi palavras de puro calão ditas por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In memória da Zé.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110538234694451180?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110538234694451180/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110538234694451180' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110538234694451180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110538234694451180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/no-comments.html' title='No comments'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110538154435096153</id><published>2005-01-10T18:24:00.000Z</published><updated>2005-01-10T18:26:41.746Z</updated><title type='text'>"Amicus certus in re incerta cernitur."</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;latim&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; “O amigo certo manifesta-se na ocasião incerta.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dias em que acordamos sem sentir o significado de cada uma das palavras que quisemos esquecer.&lt;br /&gt;A vingança e a raiva são demasiado profundas para saber quem magoamos.&lt;br /&gt;As loucuras que cometemos têm sempre uma razão, mesmo que ela não seja transparente.&lt;br /&gt;As lágrimas que vertemos, a saudade que sentimos, nem sempre vêm do fundo do coração.&lt;br /&gt;Os lugares que visitamos já mudaram quando lá voltamos uma segunda vez.&lt;br /&gt;As rugas que ganhamos e que fazemos ganhar, fazem parte dos sulcos da vida que trilhamos, muitas vezes sozinhos, muitas vezes acompanhados.&lt;br /&gt;Não ganhamos com a tristeza dos outros, qualquer sorriso na nossa face.&lt;br /&gt;Não escolhemos os amigos, não escolhemos as mãos que nos amparam na dor e nas desilusões, elas aparecem simplesmente.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110538154435096153?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110538154435096153/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110538154435096153' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110538154435096153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110538154435096153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/amicus-certus-in-re-incerta-cernitur.html' title='&quot;Amicus certus in re incerta cernitur.&quot;'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110538093074895219</id><published>2005-01-10T18:15:00.000Z</published><updated>2005-01-10T18:20:30.340Z</updated><title type='text'>Partidas e Chegadas.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/126/2924/1024/8.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/126/2924/320/8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Foi aqui que partiram os meus sonhos, que regressaram em branco, que se esfumaram em desilusão profunda.&lt;br /&gt;Quem quer fantasias sem sentido, quem quer viagens sem regresso, quem quer ficar no ponto de partida?&lt;br /&gt;Quem quer beber sonhos de garrafas estilhaçadas e copos vazios?&lt;br /&gt;Quem quer saber se chegaste, se ninguém te viu partir?&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110538093074895219?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110538093074895219/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110538093074895219' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110538093074895219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110538093074895219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/partidas-e-chegadas.html' title='Partidas e Chegadas.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110538083472231036</id><published>2005-01-10T18:13:00.000Z</published><updated>2005-01-10T18:23:40.390Z</updated><title type='text'>Luna</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/126/2924/1024/Lua%20018.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/126/2924/320/Lua%2520018.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;É a mesma que preenche na noite escura, os meus e os teus sonhos.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110538083472231036?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110538083472231036/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110538083472231036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110538083472231036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110538083472231036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/luna.html' title='Luna'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110528631243611119</id><published>2005-01-09T15:55:00.000Z</published><updated>2005-01-10T16:33:19.233Z</updated><title type='text'>"Brothers in Arms"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Estive durante muitos anos ligado às actividades castrenses, mais propriamente oito anos e uns meses. Sou filho e neto de militares, portanto um bom “curriculum” para secretário de estado da defesa, mas com pouca vontade de ingressar num ministério onde há muitos “amigos”. Mas não foi isso que me levou a escrever este post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos quase a entrar no perímetro, a noite, bastante escura e sem lua era a ideal para cumprir a missão que nos haviam confiado. Avisei os meus homens que se preparassem para o assalto final. Nos rostos pintados de negro apenas o brilhar dos olhos demonstrava o acabar da missão. Aperrei a minha arma e preparei-me para dar o sinal para avançarmos. No acampamento “inimigo”, não se vislumbrava vivalma e as sentinelas que o guardavam já estavam para trás a alguns metros, teoricamente eliminados. Quando dei a ordem, por gestos, algo me disse que alguma coisa estava errada, mas mesmo assim, confiante, mandei continuar. Aos gritos irrompemos para o centro do acampamento. O “Bexigas”, a alcunha que demos ao nosso instrutor, já estava à nossa espera. Com um sorriso cínico deu-me o bote final:&lt;br /&gt;“- A sua secção é uma merda, já estávamos à espera dela à muito tempo, foram todos eliminados, a sua missão vai ter pontuação zero. Podem ir comer qualquer coisa e depois podem ir dormir. Alvorada às sete. “Briefing” às oito com os chefes das outras secções. Pode mandar dispersar.”&lt;br /&gt;Seco e eficaz, este “Bexigas”, nem me deu tempo de reclamar. Quem tinha sido o filho da mãe que nos tinha denunciado, eu tinha quase a certeza absoluta que o “inimigo” nem nos tinha visto. Em dado momento tinham passado dois tipos por nós, junto a um muro e um deles, ao mijar quase o tinha feito para cima de mim, quase me ia pisando e não me descobriu. Iria dormir e amanhã com um bocado de sorte saberia o que tinha feito falhar aquela “missão”. Avisei os meus colegas de tenda, digo camaradas, porque na nossa linguagem, colegas “são as putas” e amigos “os paneleiros”, o “KK”, diminutivo de “King Kong” e o “Modess” que teria que acordar às seis para ir dar um giro. Queria verificar o caminho que tinha feito até ao acampamento e saber o que me tinha traído. Às seis em ponto recebi uma cotovelada do “KK”, acordei de imediato e sorrateiramente saí do acampamento. Esgueirei-me pelos caminhos que evitavam as sentinelas, não estava com pachorra para dar explicações ao “Bexigas”, sobre o meu “desenfianço”. Andei ás voltas durante um bom bocado. Não descortinava nada que me levasse a imaginar como me tinham apanhado. Estava quase a desistir quando numa vala cheia de erva, descobri a pista que queria, um bocadinho de bolacha. Fiz o caminho inverso todo a imaginar o que ia fazer ao sacana do “Geleia”. Aquele corpinho com um metro e noventa, era difícil de alimentar, o estupor tinha de certeza enfiado um pacote de bolachas na mochila e tinha durante o percurso todo andado a encher o estômago. Ainda por cima descuidado, tinha deixado cair bocados, que o “Bexigas” devia ter descoberto e seguido. Estava a rir-se por dentro mas devia ser por pouco tempo. Quanto ao “Geleia” iria tratar-lhe pessoalmente da saúde, uma dieta era o ideal. Cheguei a tempo do “briefing”, onde fomos notificados que a “missão” iria ser repetida face aos maus resultados, pelo que às zero horas deveríamos ser deixados outra vez a três quilómetros do acampamento para a repetirmos. Lá fomos abandonados à nossa sorte, antes de começarmos a caminhada, e a pretexto da verificação do equipamento, mochilas, enchimento dos cantis, peças soltas nas armas e a bater, quando chegou a vez do “Geleia”, calmamente, abri-lhe a mochila que ele levava nas costas, retirei-lhe o pacote das bolachas que o animal escondia, tornei a fechá-la sem ele dar conta e fiz sinal à secção para avançarmos. A dieta forçada do “Geleia” tinha começado. Pelo caminho fui comendo bolachas e deixando migalhas, na esperança que mais uma vez o “Bexigas” seguisse o trilho. Quando nos estávamos a aproximar do acampamento, fiz sinal ao “KK” para me acompanhar e ao resto da secção, “Geleia” incluído, que se mantivessem sem se mexer, à minha espera. Foi aproveitando e espalhando mais bocados de bolacha. Fiz um desvio para as latrinas do acampamento. Eram umas quatro, retirei com o “KK” as lonas e os paus que as rodeavam. Começamos a apanhar ervas e enchemos os buracos mal cheirosos quase até ao cimo, mas sem acamar. No final e no seguimento do trilho que tinha deixado, “la piece de resistance”, uma bolacha inteira no meio de uma das latrinas. A parte final do meu plano, estava a compor-se, contava com a argucidade do “Bexigas” em apanhar as pistas deixadas por mim, para depois eu não desconfiar como me tinha descoberto. Voltei para junto dos meus rapazes, segui por outro caminho e esperei pacientemente que o “Bexigas” experimentasse na pele a minha armadilha. Não precisei de esperar muito, um vulto a correr, depois de umas asneiradas, largadas ao acaso, entrava no acampamento. Eu aproveitei a confusão que ele levantou para entrar triunfante com a minha secção toda atrás. O “Bexigas” ao amanhecer, depois de se ter desfeito da farda e das botas todas sujas e de um bom banho em água fria, chamou-me à parte e confidenciou-me:&lt;br /&gt;“- Só ontem descobri porque lhe chamam “Brains”, está de parabéns.”&lt;br /&gt;Estendeu-me a mão para um aperto, eu olhei desconfiado enquanto estendia a minha, ele com aquele sorriso malandro que eu tão bem conhecia, disse:&lt;br /&gt;“- Esteja descansado já está lavada e desinfectada com álcool…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao KK, Copo de 3, Fritz, Geleia, Calimero, Modess, Pintinhas, Jimmy, Sardinha, Peles, Catatau, Comanche, Soviético, Contraplacado e outros tantos irmãos de armas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110528631243611119?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110528631243611119/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110528631243611119' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110528631243611119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110528631243611119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/brothers-in-arms.html' title='&quot;Brothers in Arms&quot;'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110528613348747373</id><published>2005-01-09T15:53:00.000Z</published><updated>2005-01-09T15:55:33.486Z</updated><title type='text'>Pecados velhos, os meus claro...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Qualquer coisa me dizia que devia ter acordado mais cedo, uma delas era o despertador, já tinha tocado seguramente mais de vinte vezes, aquele desenho animado a puxar do martelo para desfazer aquele toque inoportuno já tinha repassado pela minha cabeça todas as vezes que aquela peste electrónica se punha a desbobinar um sinal intermitente. O subconsciente continuava a tentar tirar-me daquele torpor, mas nada feito.&lt;br /&gt;A noite tinha sido longa, os copos também, as noites de pecado na Costa são longas e quentes.&lt;br /&gt;A campainha tocou e eu tacteei uma ou duas vezes para tentar perceber se a Sofia ainda estava deitada ao meu lado, abri uma pálpebra e vislumbrei apenas um bilhete do lado dela que indicava a sua saída. Leria as suas reclamações mais tarde.&lt;br /&gt;Puxei umas cuecas com os pés, do meio da cama e sem tirar os lençóis, vesti-as rapidamente. A campainha continuava a tocar e a retinir na minha cabeça, fazendo um eco enorme como se o corredor que eu percorria nunca mais acabasse. Apenas de trajes menores e completamente absorto no meu letárgico acordar, premi o botão para abrir a porta, quem era o chato que se lembrava de me vir incomodar às onze da manhã. Não lembrava a ninguém. Ouvi bater na porta do apartamento e uma voz conhecida avisou-me que já estava mesmo ali. Mais uma chatice, alguém na próxima reunião de condóminos iria reclamar sobre portas de prédios mal fechadas. Absorto nesta malfada noção, apercebi-me que só estava de cuecas pelo que ao mesmo tempo que abria a porta, retirava-me estrategicamente para o quarto.&lt;br /&gt;O raio do corredor era mesmo comprido, ainda tive tempo de ouvir a voz da minha mãe nas minhas costas:&lt;br /&gt;“- Ó João António, se não te conhecesse, diria que estás a ficar um pouco esquisito. Essas cuecas às florzinhas devem ser moda por cá, não?”&lt;br /&gt;Só ao passar frente ao espelho do quarto e desta vez, já bem acordado, pelas gargalhadas da minha mãe, reparei efectivamente, que o meu gosto por cuecas estava a ficar em decadência, as que usava não eram minhas de certeza, ainda bem que a Sofia não usava fio dental, as explicações sobre o uso indevido de lingerie iriam prolongar-se mais do que o necessário, também, nunca mais ia deixar de dar importância aos bilhetes da Sofia, este dizia apenas:&lt;br /&gt;“Beijos meu Amor. Não te esqueças que hoje chegam os teus pais.&lt;br /&gt;P.S.: Não encontrei as minhas cuecas, passo aí mais tarde para vesti-las.” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110528613348747373?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110528613348747373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110528613348747373' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110528613348747373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110528613348747373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/pecados-velhos-os-meus-claro.html' title='Pecados velhos, os meus claro...'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110519713978083303</id><published>2005-01-08T15:10:00.000Z</published><updated>2005-01-08T15:12:19.780Z</updated><title type='text'>A preto e branco, com folhinhos...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Aquela fotografia a preto e branco, sempre me intrigou.&lt;br /&gt;Estavam lá todos, a Isabel, a Paula, a Teresa e o Rui, o que eu não conseguia identificar era quinta personagem que se encontrava numa das pontas desse idílico quadro. A Isabel com um vestido aos folhos, muito em moda nesse tempo, a Paula e a Teresa com vestidos às florzinhas e o Rui de camisa e calções. A outra figura com um vestido largo, um ar misterioso e embaraçado, contrastando nitidamente com o ar de gozo dos outros. Atrás da fotografia uma data, e uma localidade: Torreira. Todos sentados no alpendre da casa do meu avó.&lt;br /&gt;Tentei nas minhas memórias encontrar uma resposta para a incógnita que me atravessava o espírito. Quem era a quinta figura. Depois de muitas voltas, não encontrava qualquer solução. Até que enchendo-me de coragem perguntei á minha mãe:&lt;br /&gt;“- Armanda, nesta fotografia tirada na Torreira, quem é esta menina loira que se encontra nesta ponta?”&lt;br /&gt;A minha mãe antes de me dar uma resposta começou por me perguntar:&lt;br /&gt;“- Lembras-te da casa do teu avó?”&lt;br /&gt;“- Claro que me lembro.”&lt;br /&gt;“- Lembras-te que a casa da Torreira tinha uma piscina, onde vocês em alguns dos dias que não queriam ir à praia tomavam banho?”&lt;br /&gt;“- Lembro, mãe, lembro. Mas o que tem a ver a piscina com a fotografia?”&lt;br /&gt;“- Bem filho a “menina loira” da fotografia és tu, sabes, como sempre com a tua mania da água, num desses dias em que chegamos à casa, decidiste mandar-te de cabeça para a piscina. Nós ainda não tínhamos descarregado as malas todas e a única roupa disponível era a da Paula, e para não passares frio, a Marília vestiu-te com aquele vestido.”&lt;br /&gt;E depois num ar de gozo, rematou:&lt;br /&gt;“- Diz lá que o teu pai não dava um excelente fotógrafo.”&lt;br /&gt;Eu, encavacado jurei que ia enterrar “aquilo”, bem fundo num álbum qualquer e todas as vezes que alguém a encontrar, vou dizer que aquela menina era uma amiga, não vou ter coragem de explicar que aquele personagem de folhinhos e tafetá é a minha excelsa pessoa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110519713978083303?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110519713978083303/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110519713978083303' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110519713978083303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110519713978083303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/preto-e-branco-com-folhinhos_08.html' title='A preto e branco, com folhinhos...'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110510272149046008</id><published>2005-01-07T13:56:00.000Z</published><updated>2005-01-07T12:58:41.490Z</updated><title type='text'>“At My Funeral”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Adoro histórias com um final feliz. Não sou moralista, mas nas linhas que escrevemos e que lemos, vemos sempre algo de mais profundo do que um simples repassar de palavras.&lt;br /&gt;Uma banal letra de canção tem por detrás mais do que a voz que a canta, ou a música que nos atinge:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“I’m still young, but I know my days are numbered&lt;br /&gt;1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 and so on&lt;br /&gt;But a time will come when these numbers have all ended&lt;br /&gt;And all I’ve ever seen will be forgotten&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Won’t you come&lt;br /&gt;To my funeral when my days are done&lt;br /&gt;Life’s not long&lt;br /&gt;And so I hope when I am finally dead and gone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That you’ll gather round when I am lowered into ground&lt;br /&gt;When my coffin is sealed and I’m safely 6 feet under&lt;br /&gt;Perhaps my friends will see fit then judge me&lt;br /&gt;When they pause to consider all my blunders&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I hope they won’t be too quick to begrudge me&lt;br /&gt;If I should die before I wake up&lt;br /&gt;I pray the lord my soul will take but&lt;br /&gt;My body, my body – that’s your job&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I can’t be sure where I’m headed after death&lt;br /&gt;To heaven, hell, or beyond to that Great Vast&lt;br /&gt;But if I can I would like to meet my Maker&lt;br /&gt;There’s one or two things I’d sure like to ask”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In “The Ghosts That Haunt Me” by Crash Test Dummies.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110510272149046008?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110510272149046008/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110510272149046008' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110510272149046008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110510272149046008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/at-my-funeral.html' title='“At My Funeral”'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110510235878549781</id><published>2005-01-07T13:47:00.000Z</published><updated>2005-01-07T12:52:38.786Z</updated><title type='text'>Alea jacta est...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- Passam cinco minutos das oito, pode começar a servir o jantar.&lt;br /&gt;Matemático, o relógio do meu avô acabava de ditar que quem se atrevesse a entrar na sala, depois de ele dar ordens para servir o jantar, o melhor era dar meia volta, contar com a generosidade da cozinheira e comer na copa.&lt;br /&gt;Às vezes eu fazia de propósito, então quando a ementa não me agradava, limpinho, lá chegava eu atrasado. Não que eu gostasse muito de comer na copa, porque quem normalmente lá estava era a Marília, aquela do rabo grande, e aproveitava bem o meu anterior devaneio para se desforrar:&lt;br /&gt;- Ou o menino come tudo ou eu vou fazer queixa ao seu Avô.&lt;br /&gt;Normalmente referia-se às verduras e à sopa, eu engolia em seco, engolia as verduras e a sopa com os olhos fechados, enfrentar a fúria do meu avô por ter chegado atrasado, ainda aguentava, agora por não ter comido tudo, era melhor pensar duas vezes. Nem queria pensar no castigo que me poderia calhar. Desterrava-me de certeza para casa da mãe, a minha bisavó e podem crer se a Marília gostava de fazer a vida negra, a Esmeralda a criada da minha bisavó ainda gostava mais de mim, já lhe tinha feito umas quantas, já nem eu sabia quais. Não é que a casa, ficasse longe, na verdade ficava em frente à do meu avô, mas para além da Esmeralda eu tinha ainda que enfrentar os dentes dos dois “pequinois” que a minha bisavó adorava. Esses eram bem piores que a Marília e a Esmeralda juntas, partilhávamos um amor profundo entre nós, eu aproveitava cada distracção da dona para lhes dar uns valentes pontapés e eles retribuíam, quando eu estava distraído, com umas valentes ferroadas nas canelas. De vez em quando, lá conseguia livrar-me deles, antes de visitar a minha bisavó, tocava à campainha, abria a porta ligeiramente e sabendo de antemão que o “garoto” e o “lord” gostavam tanto de mim, mal me pressentiam, desatavam num berreiro e numa corrida para ver se me apanhavam.&lt;br /&gt;Os “bichinhos”, de dentes arreganhados e com as ganas todas para me arrancar um bocado, mal viam a porta aberta, fugiam. Apareciam normalmente passados dois ou três dias quando do canil da Câmara, telefonavam a avisar para os irem buscar ao “hotel”, bastante escanzelados, todos sujos e depois de terem andado a tentar comer todas as cadelas com cio das redondezas. Também não deviam comer nada, mas disso eu não tinha culpa, tivessem umas perninhas maiores, e não obstante eu lhes dar oportunidade de uns devaneios sexuais, nunca me ficaram gratos por isso.&lt;br /&gt;Depois de os soltar, eu aparecia meia hora mais tarde, para que a Esmeralda ou a minha bisavó não desconfiassem do pequeno favor que tinha feito às duas carpetes com patas.&lt;br /&gt;Para piorar a minha triste sina, se o relógio do meu avô era mau, o da mãe era bem pior, era um relógio de cuco que quando soavam as oito, aqui não havia tolerância de cinco minutos, estava tramado, quem chegasse atrasado, normalmente comia só sopa, e guardado sempre pela cara de pau da Esmeralda, que na vida anterior devia ter pertencido à Gestapo. Apenas me livrei do maldito cuco, quando lhe enfiei um bocado de algodão no buraco, naquele dia comemos quase às nove, o raio do cuco não cantou.&lt;br /&gt;Estava eu a pensar como é que eu mandava a Marília durante uns tempos para casa ou para a cama, quando me ocorreu uma ideia. Tinha recebido no Natal, um porta-aviões enorme, quase com um metro, com uns aviões que aterrava e descolava, como nas aventuras do “Major Alvega”.&lt;br /&gt;O casco do porta-aviões era escuro, e virado para cima, assentava perfeitamente nos degraus das enormes escadas da casa do meu avô. Coloquei o belíssimo navio, perfeitamente camuflado num dos degraus e comecei a chamar pela criada:&lt;br /&gt;- Marília, Marília, Mariíilia…&lt;br /&gt;Tenho a impressão que exagerei, porque passados segundos, ouvi alguém a pisar o porta-aviões, uns berros e um bater de traseiro espectacular, que até a mim me doeu.&lt;br /&gt;Quando me apresentei diante da figura que havia tropeçado na minha armadilha, decidi emigrar voluntariamente por quinze dias para casa da minha bisavó, quem havia caído na minha esparrela, não tinha sido a Marília, eu devia saber que o cu da Marília quando batesse no chão deveria ter feito mais barulho e também não devia ter levado aquele sorriso parvo nos lábios. Os cães, a Esmeralda, a minha bisavó e o cuco dela pareceram-me mais fáceis de enfrentar que a fúria da minha mãe com o rabo dorido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: O porta-aviões foi abatido ao serviço, nunca mais o vi, julgo que foi fazer a felicidade de outro petiz, e eu também nunca perguntei qual, por motivos óbvios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110510235878549781?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110510235878549781/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110510235878549781' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110510235878549781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110510235878549781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/alea-jacta-est.html' title='Alea jacta est...'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110510171569214522</id><published>2005-01-07T13:41:00.000Z</published><updated>2005-01-07T12:41:55.693Z</updated><title type='text'>O meu também…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Depois de ler o post do Binoc dedicado ao Pablo Neruda, decidi-me escrever um, todo dedicado à problemática freudiana do sexo.&lt;br /&gt;Após uma análise putativa e consultados vários especialistas, feita ainda uma sondagem a nível nacional, num universo apenas limitado ao sexo feminino, vulgo mulherio, chegou-se ao seguinte resultado:&lt;br /&gt;Quando confrontados com o problema de não ter sexo, e segundo algumas das inquiridas, isso era uma dificuldade relativa, também explicado por outro judeu famoso, chamado de Alfred, para além disso, segundo elas, no local onde residiam esse problema não se punha: “os anjos nunca tiveram sexo nem nunca haveriam de ter”.&lt;br /&gt;Não consideramos este resultado como importante para a nossa sondagem, pelos seguintes motivos:&lt;br /&gt;A nossa telefonista, que está meia cega e passou a tarde toda a ligar para o mesmo número, quem o atendia era um Pedro qualquer coisa. (Estejam descansados pois não era Santana Lopes, verificamos isso à posteriori, ficamos sempre na dúvida se a telefonista tinha ligado para um colégio de freiras ou directamente para o Céu).&lt;br /&gt;No universo seguinte, ficamos mais aliviados pois as senhoras que nos atenderam eram mesmo especialistas, deram-nos ainda a morada, para que nós fizéssemos a sondagem no local. Ainda pensamos lá levar o Binoc, mas como a sondagem era para resolver o problema dele, decidimos ir só nós. Ficamos de pagar uma quantia do caraças a essas profissionais, mas como sabemos que o Binoc é um tipo que trabalha num cabeleireiro da alta e já lhe saiu o totoloto duas vezes, demos a morada da casa dele para elas mandarem lá alguém para receber.&lt;br /&gt;Estes pormenores, não alteram significativamente o resultado final da nossa sondagem.&lt;br /&gt;Aguardamos o resultado que o Binoc ficou de apresentar, feito num lar da terceira idade, mas ele recusou-se a deslocar ao local, alegando motivos de força maior.&lt;br /&gt;Das donas de casa inquiridas sobre o assunto, foi-nos dito na maioria dos casos que não sabiam o que era sexo, outras não souberam ou não quiseram responder, de vez em quando falavam ainda na falta do padeiro, nós insistíamos que era uma sondagem sobre sexo e não sobre a indústria da panificação, a conversa normalmente azedava e desligavam o telefone.&lt;br /&gt;Depois de elaboramos um relatório final e ouvido o Júlio Machado Vaz, conclui-se:&lt;br /&gt;O problema do sexo é um problema que extravasa o simples facto de haver ou não haver. A falta de sexo não se limita à falta de sexo do Binoc, é um problema mais amplo.&lt;br /&gt;O problema do Binoc é ainda mais grave, o Pitágoras escreveu um teorema sobre isso, o problema do Bionoc não é sexo, é a falta dele.&lt;br /&gt;Pior que não ter sexo é não saber com quem se faz.(Os chamados blind date). A quantidade não é sinónimo de qualidade. Não ter sexo não é problema, à muita gente que não sabe de que sexo é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Não precisas de agradecer Binoc, nós gostamos de ser prestáveis, não te esqueças é de pagar a conta. Também não te preocupes com a opinião do Júlio, ele devia era estar a fazer “O Passeio dos Alegres”. Um abraço.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110510171569214522?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110510171569214522/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110510171569214522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110510171569214522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110510171569214522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/o-meu-tambm.html' title='O meu também…'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110510137731592863</id><published>2005-01-07T13:35:00.000Z</published><updated>2005-01-07T12:39:23.370Z</updated><title type='text'>Desventuras.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Estava decidido, pela primeira vez a trupe dos quatro ia atacar. Os preparativos tinham que ser feitos com cuidado. Os bancos e as cadeiras que tínhamos que surripiar teriam que ser cuidadosamente transportadas e colocados sem que o alvo suspeitasse de nada. Treinávamos as mentiras mais inverosímeis, para que o planeado corresse na perfeição. Juramos ainda sobre uma revista do Tio Patinhas que de modo algum haveria traições e que ninguém tentaria tomar o lugar de ninguém. Previmos o nosso ataque depois do lanche. Ficávamos com cadeiras disponíveis, e para além disso evitávamos que fossemos apanhados com eventuais atrasos a refeições.&lt;br /&gt;Claro que nada disto se tinha passado se nunca tivéssemos travado conhecimento com uma famosa autora, muito em voga na altura: Enid Blyton e as aventuras que descrevia nos seus livros dos cinco.&lt;br /&gt;Após o lanche e com a desculpa que tinha que ir à casa de banho lavar as mãos, a Paula, a da minha idade, abriu silenciosamente a janela da casa de banho. Depois entrei eu para verificar se o trabalho da Paula estava em boas condições. Com o corrupio de vezes que fomos à casa de banho dava a qualquer adulto a oportunidade de notar que estávamos a preparar alguma, qualquer pessoa desconfia de miúdos com seis ou sete anos de idade a lavarem as mãos tantas vezes, mas a sorte protege os audazes.&lt;br /&gt;Sub-repticiamente, lá fomos deslocando as cadeiras do seu lugar habitual para as traseiras que davam para a janela, se alguém nos apanhasse, já tínhamos delineado uma desculpa, íamos ficar ali a descansar um bocado. Uma desculpa como qualquer outra e perfeitamente idiota para que um adulto acreditasse nela.&lt;br /&gt;Quando nos preparávamos para montar o nosso posto de observação, como já devem ter percebido, a casa de banho, mais propriamente a casa de banho das criadas, e já todos instaladinhos nas cadeiras, apareceu o Rui, o querubim da família. Não tínhamos contado com ele, nem com ele nem com o berreiro que ele fez para subir para uma cadeira e observar também pela janela onde nós estávamos a espreitar. Após uns minutos de conversação e como o nosso alvo ainda não tinha aparecido, deixamos que o fedelho ficasse sozinho a tomar conta das operações, na esperança que ele nos avisasse se a Marília, a empregada, lá entrasse.&lt;br /&gt;Quando nos preparávamos para desistir, vimos o Rui completamente absorto e a exclamar altíssimo:&lt;br /&gt;- Grande cu…&lt;br /&gt;O resto da história é difícil de contar, e os castigos exemplares que recebemos também. O Rui, o único que teve direito, aquela visão fantástica, nunca conseguiu mesmo depois várias torturas e alguma persuasão, dar uma ideia do tamanho daquele rabo e depois dos avisos que recebemos sobre a nossa aproximação àquela janela, desistimos de olhar outra vez através dela, ou mesmo de ver o cu da Marília mesmo em sonhos. É verdade durante muito tempo foi a grande arma do Rui, ele tinha sido o único que tinha visto o rabo da Marília, e nós tínhamos pago por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Isabel, a Paula, a Teresa e o sortudo do Rui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110510137731592863?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110510137731592863/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110510137731592863' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110510137731592863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110510137731592863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/desventuras.html' title='Desventuras.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110510062062141105</id><published>2005-01-07T13:22:00.000Z</published><updated>2005-01-07T12:23:40.623Z</updated><title type='text'>Auto do Purgatório.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Tinha que me controlar, esta minha boca ainda podia ser o meu fim, dificilmente poderia explicar aos meus pais uma súbita aparição, fora do período de ferias.&lt;br /&gt;Outra bronca na aula de português e estava completamente acabado e em desgraça.&lt;br /&gt;Decidi comportar-me como um cavalheiro. Por essa altura estávamos a dar em filosofia, o Cepticismo Prático, o Padre Jorge, filosofo de plantão, tentava explicar que esse tema filosófico se centrava num pensamento em que, em toda a proposição cientifica haveria sempre outras contrárias e que portanto deveríamos vive-las sem discuti-las. O que Pírron, 300 anos antes de Cristo se deu ao trabalho de inventar. O Padre Jorge para rematar a sua explicação, contou uma piada de como um dia, esse filosofo, foi encontrado a correr com um cão atrás pelas ruas de Atenas, e um seu discípulo lhe perguntou: “Mestre esse cão não é real, porque fugis diante dele?”, ao que Pírron respondeu: “O cão não, mas os seus dentes sim.”&lt;br /&gt;Depois desta piada e desta explicação passei a comparar o novo companheiro de turma da Isabel como um novo céptico. Ele não se sentia atingido pelas mamas da Isabel, porque para além de usar óculos, a Isabel não estava lá e portanto as mamas dela não lhe faziam levantar a testosterona.&lt;br /&gt;No entanto mantinha escrupulosamente o controlo das mãos do seguidor da nova filosofia debaixo de olho, não fosse o diabo tecê-las. Para além disso era sempre de desconfiar de um tipo que para além de ser demasiado religioso, era um marrão e que só não tinha ido para um seminário por ser filho único.&lt;br /&gt;Estava escrito que o ano não ia acabar bem, embebido pelas palavras de Gil Vicente, recitadas pelo “Submarino”, o Emídio, brincava distraído com a “Bic”, de repente, sem que ninguém suspeitasse, aconteceu, a tampa da caneta, saltou e foi-se alojar no meio dos seios da Isabel. O lerdo do Emídio, olhava desmesuradamente para a tampa que desaparecia naquele rego tentador. A Isabel aproveitando a deixa perguntou: “Porque não a tiras?”. O inocente quase sem olhar tentou tirar a tampa e a Isabel aproveitou para se mexer, fazendo com que os dedos do Emídio lhe tocassem levemente. Nessa altura impulsionado por um grito de revolta, que me saiu da garganta, o “Submarino”, olhou e viu aquela mão naqueles seios enormes.&lt;br /&gt;Fomos expulsos os três, e levados de imediato para a porta do Reitor. Pelo caminho eu ia provocando a Isabel e o Emídio. A Isabel corava, o Emídio benzia-se e o Professor recalcitrava, mandando-me calar e dando azo à minha imaginação com a minha saída extemporânea do Colégio.&lt;br /&gt;Quando chegamos à porta do gabinete do Reitor, Emídio, o céptico, ficou especado, o Professor depois de um minuto de reflexão e resmungando qualquer coisa sobre a impossibilidade de tentar explicar ao Reitor que o santo lá da casa tinha apalpado a Isabel, desapareceu, deixando-nos aos três em frente da porta e isolados naquele vasto corredor.&lt;br /&gt;O Emídio ainda a benzer-se e em transe, foi encontrado pelo Reitor, tentaram um exorcismo mas ele nunca mais recuperou do choque e transformou-se num boémio.&lt;br /&gt;O Professor desistiu de dar aulas.&lt;br /&gt;A Isabel e eu depois de uns grandes marmelanços que começaram logo que saímos dos corredores naquele dia, nunca mais nos encontramos, mas certamente ainda nos havemos de rever naquelas tristes figuras.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110510062062141105?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110510062062141105/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110510062062141105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110510062062141105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110510062062141105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/auto-do-purgatrio.html' title='Auto do Purgatório.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110510032536172316</id><published>2005-01-07T13:08:00.000Z</published><updated>2005-01-07T12:18:45.363Z</updated><title type='text'>Auto do Inferno.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Depois da vingança, a bonança, mas foi por pouco tempo, para além disso a moda pegara, o Professor de português passou a ser carinhosamente tratado por “Sr. Padre”, acicatando ainda mais, o ódio de estimação que me nutria.&lt;br /&gt;Para agravar mais a minha miséria, deslocou a Isabel e as mamas dela para outra companhia e deu-me como colega de carteira a Felizbela. Eu primeiro nem queria acreditar, para além de me retirar de tão farta companheira, dava-me uma, de que nem o nome vinha no dicionário. E lá foi a Isabel fazer companhia ao Emídio.&lt;br /&gt;Mas podem acreditar, o nome dela era mesmo aquele, verifiquei duas vezes no Bilhete de Identidade da rapariga.&lt;br /&gt;Esse nome não lhe fazia justiça, era feliz sem dúvida, agora de bela não tinha nada, gorda, baixa e entroncada, olhos escuros encimados por uma cabeleira encarapinhada, que ela de certeza tinha dificuldade em pentear, nariz abolachado, entrecortado aqui e ali por uns pigmentos pretos e horripilantes. Bigode enorme, nunca lhe tinham explicado as vantagens da depilação do buço, as pernas grossas, eram mais musculadas que as minhas, e para rematar, vestia debaixo das saias travadas, uma cinta justa, que lhe comprimia as gorduras fartas e as fazia transbordar nos fundos das camisas, resumindo um horror.&lt;br /&gt;Perdi o Paraíso e passei para o Inferno, o Gil que me perdoe, mas durante o auto dele comecei a recitar uma pequena estrofe que li num livro velho lá de casa e que era atribuído ao Bocage, homem inteligente que num dia em que passou pelo que eu estava a passar, rimou:&lt;br /&gt;“Feia, feia, feia, feia,&lt;br /&gt;Feia, feia e continua,&lt;br /&gt;Não há cara neste mundo,&lt;br /&gt;Tão feia como a tua.”&lt;br /&gt;Azar outra vez, aquele professor tinha ouvidos de tísico, chegou-se ao pé de mim e perguntou-me:&lt;br /&gt;“Presumo também que esse lindo verso não faz parte do nosso Auto, pois não?”&lt;br /&gt;“Não, é do Bocage…”&lt;br /&gt;E indicou-me a porta da rua. Eu aproveitei, para o irritar ainda mais, ao despedir-me com um sorriso e um:&lt;br /&gt;“Boa tarde, Sr. Padre? Já agora conhece aquela do Bocage…”&lt;br /&gt;Sem lhe dar tempo de replicar, recitei para a turma inteira:&lt;br /&gt;“Casou-se um bonzo da China,&lt;br /&gt;Com uma mulher feiticeira,&lt;br /&gt;Nasceram três irmãos gémeos,&lt;br /&gt;Um Padre, um Burro e uma Freira…&lt;br /&gt;Nesse caso ó Tolentino,&lt;br /&gt;Deixa o mano e&lt;br /&gt;Vai para a mana,&lt;br /&gt;Pois sabe doutra maneira.”&lt;br /&gt;Risada geral.&lt;br /&gt;Fui convocado de novo ao reitor, desta vez ele não foi tão brando, especialmente quando tive que recitar apenas para ele e para o Professor o último poema.&lt;br /&gt;“Como sabe isto é um Colégio de Padres, como tal exigimos algum decoro, próxima expulsão e vai mais cedo para casa, sem acabar o período”&lt;br /&gt;Deu-me ainda como pena complementar, uns dias sem me puder deslocar à cidade, a pedido do Professor, o homem tinha ficado traumatizado com o nosso anterior encontro no café.&lt;br /&gt;Decididamente também não gostavam do Bocage.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Desculpa José Maria, da minha parte faço um esforço enorme para te divulgar, mas estes incultos… &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110510032536172316?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110510032536172316/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110510032536172316' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110510032536172316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110510032536172316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/auto-do-inferno.html' title='Auto do Inferno.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110509940643161406</id><published>2005-01-07T13:02:00.000Z</published><updated>2005-01-07T12:03:26.433Z</updated><title type='text'>Auto da Barca.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Não era uma aula qualquer, era a aula de português. Acabei de desenhar o submarino, de lhe colocar umas bolinhas no lugar do periscópio e escrever a legenda: “Submarino sem tampa”.&lt;br /&gt;Escapei a tempo, o professor, gordo e anafado, entrava a suar pela sala. A turma mista, enchia o ar de risinhos idiotas ao comparar o meu desenho com a calvície do mestre acabado de sentar o seu enorme traseiro na cadeira, que chiava com o seu peso.&lt;br /&gt;Quando se voltou para escrevinhar o resumo da aula no quadro, roborizou-se, enquanto apressadamente desfazia a minha obra de arte, espumando de raiva interiormente.&lt;br /&gt;Estávamos a dar Gil Vicente, a vulgaridade da linguagem, compunha o quadro final. Afinal estávamos naquele idade em que tudo é possível. Depois dos “virgos postiços” e das “arcas com feitiços”, caí na tentação de olhar de lado para a minha colega de carteira, mais propriamente de soslaio para as mamas da Isabel, que debruçada sobre o livro, ainda as fazia mais enaltecidas. Em vez de se envergonhar, ou de se compor, tomou uma atitude ainda mais provocante, enquanto sorria matreira. A minha grande língua não se conteve, mais rápido que o meu pensamento e em coro com a leitura do Gil, ouvi a minha voz dizer: “Grandes mamas”. O professor, imponente, arrastou-se até mim e inquiriu-me:&lt;br /&gt;“Disse o quê, Senhor Aluno?”&lt;br /&gt;“Grandes mamas, foi o que eu disse Sr. Professor.”&lt;br /&gt;“Penso que não é o que está escrito nesse trecho que estamos a ler. Ou terá o Sr. Aluno um Auto de Gil Vicente que eu não li?”&lt;br /&gt;“Bem, com o Gil Vicente tudo é possível, mas na verdade eu estava a referir-me às mamas da Isabel.”&lt;br /&gt;A turma desta vez não se conteve e rebentou num riso descontrolado.&lt;br /&gt;“Pois o Sr. Aluno terá que se retirar e apreciar os dotes femininos fora desta aula. Quanto à Menina Isabel, componha-se.”&lt;br /&gt;Teatralmente, apontou-me a porta, eu arrumei os meus pertences, e dignamente dirigi-me para a saída. Julgo que desconfiou que tinha sido eu, quem lhe tinha desenhado a caricatura.&lt;br /&gt;Claro nesse dia fui chamado ao Reitor, homem austero e seco que me avisou tolerantemente que não deveria repetir a gracinha.&lt;br /&gt;Mas, eu é que não descansei. Imaginei sempre qual seria a melhor vingança para limpar a minha honra ultrajada por aquela humilhante expulsão.&lt;br /&gt;Como bons estudantes, nas tardes de sábado solarengas, aproveitávamos o facto de não haver aulas, para estacionar no café, para lanchar ou ver as moças da cidade de província, pavonear-se com o último grito da moda. Nesse fatídico dia eu vi o Professor, sentado a tomar o seu chá, acompanhado pela esposa, que em gordura era a fotocópia do marido, animado e baboso enquanto embalava o filho ao colo, e encontrei a solução. Fiz sinal aos meus companheiros e testemunhas, levantei-me, passei pela mesa do alvo da minha vingança e cumprimentei:&lt;br /&gt;“Boa tarde Senhor Padre, lindo filho, parecido com o pai.”&lt;br /&gt;No café apenas se ouvia a ventoinha do tecto e a surdina da loiça na cozinha.&lt;br /&gt;O homem totalmente avermelhado, ainda tentou passar o rebento para as mãos da esposa que não compreendeu imediatamente o boato que começara. Ainda tentou tartamudear uma desculpa, de que não era padre, tarde demais, o silêncio foi apenas entrecortado pela porta que acabava de bater.&lt;br /&gt;Os meus comparsas, ainda vinham lívidos, assombrados pelo meu sangue frio, encontraram-me num banco de jardim, eu ria-me a bandeiras despregadas, mas imaginando o inferno que seria o próximo Auto de Gil Vicente.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110509940643161406?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110509940643161406/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110509940643161406' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110509940643161406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110509940643161406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/auto-da-barca.html' title='Auto da Barca.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110509925870760483</id><published>2005-01-07T13:00:00.000Z</published><updated>2005-01-07T12:00:58.706Z</updated><title type='text'>Heterónimo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Levantou-se do túmulo, sacudiu as vestes dignamente e materializou-se na esplanada da “Brasileira”, cumprimentou a estátua que ocupava a cadeira do lado, muito parecida consigo, por sinal. Desembaciou os óculos com o guardanapo de papel que acompanhava o pastel de nata e a “bica” em chávena aquecida. Leu as notícias do jornal que o cliente anterior deixara descuidado em cima da cadeira. Voltou no outro dia, repetiu cada passo, cada gesto, mas desta vez precisou de pedir o jornal emprestado.&lt;br /&gt;Incrédulo e de olhos abertos de espanto, caíram-lhe os óculos para a ponta do nariz.&lt;br /&gt;Decididamente nada tinha mudado, as notícias já tinham ultrapassado o prazo de validade, os políticos continuavam iguais, o povo, incauto e cinzento, acreditava ainda com mais força nas mentiras que lhe iam impingindo dia a dia. Constatou apenas, que o preço do café, do pastel de nata e do jornal tinham aumentado e que havia uma nova religião chamada “futebol”.&lt;br /&gt;Voltou para o seu eterno descanso, prometendo que se voltasse, viria acompanhado por um fulano chamado António Oliveira, mais conhecido por Salazar, só pelo prazer de lhe dar razão: continuava tudo como dantes.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110509925870760483?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110509925870760483/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110509925870760483' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110509925870760483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110509925870760483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/heternimo.html' title='Heterónimo.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110509913099422737</id><published>2005-01-07T11:57:00.000Z</published><updated>2005-01-07T11:58:50.993Z</updated><title type='text'>As Valquírias.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Os cães uivavam ao longe pressentindo o perigo e avisando as suas gentes.&lt;br /&gt;No cimo do monte uns olhos manhosos, cintilantes e cheios de maldade, perscrutavam o vale em movimentos lentos e calculados. Lentamente foram-se juntando aquele, mais e mais, refulgindo na noite como archotes.&lt;br /&gt;Cá em baixo na mansidão do vale, ainda fumegavam as ultimas brasas que durante a noite aqueceriam os sonos mal dormidos.&lt;br /&gt;A coruja manteve-se calada, adivinhando nas trevas os movimentos lentos e o restolhar da matilha.&lt;br /&gt;No ribeiro o barulho das rãs foi silenciado pelo chapinhar da sua fuga. Os juncos, moviam-se descompassados como se de um mar revolto se tratasse.&lt;br /&gt;Avançavam em bom ritmo, mantendo a cabeça baixa e os corpos arqueados, escondidos na noite sem lua e nas nuvens negras que cobriam as suas sombras.&lt;br /&gt;Uma flecha sibilina foi disparada, cortando a voz à sentinela, cujas mãos agarraram com desespero a trompa que os lábios sem ar não conseguiram tocar.&lt;br /&gt;Aproximaram-se aos magotes das portas das casas, mal trancadas, trespassaram-nas como folhas de papel e irromperam pelos soalhos adentro. A turba em fúria, apunhalou, cortou e decepou, apenas se ouvindo os gritos horrendos dos que como foices calavam os que tentavam escapar.&lt;br /&gt;Após minutos que pareciam séculos juntaram-se no meio da aldeia, arrastando consigo os despojos de mais uma matança.&lt;br /&gt;Empilharam as cabeças dos que haviam perecido, alguns rostos ensanguentados mostravam no olhar vidrado e incrédulo um esgar de pura revolta.&lt;br /&gt;- Mataram só os velhos, as crianças e as fêmeas? Onde colocaram os machos?&lt;br /&gt;- Naquele canto, amarrados e vendados como ordenaste.&lt;br /&gt;- Queimem as casas da aldeia, obriguem esses animais a andar rapidamente. O fumo vai atrair as atenções.&lt;br /&gt;- Será como mandaste, Senhora. Não são poucos?&lt;br /&gt;- A caçada terminou, temos escravos suficientes para nos cobrirem por um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Paula, conforme prometido. Espero que te sintas vingada.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110509913099422737?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110509913099422737/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110509913099422737' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110509913099422737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110509913099422737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/as-valqurias.html' title='As Valquírias.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110509892372939969</id><published>2005-01-07T11:53:00.000Z</published><updated>2005-01-07T11:55:23.730Z</updated><title type='text'>Para quem só gostou de vacas...e da paisagem.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Bem eu conheço a ilha e como podes calcular bem demais, dois anos e dois dias é muito tempo. Para além disso, conheço histórias pitorescas de açorianos e não açorianos, então de"coriscos mal-amanhados", ainda mais. Quando tiver um bocadinho de tempo conto-te mais algumas, para te aguçar o apetite vou contar apenas esta, e como não é original, pensei se o devia publicar no meu blog. Como sabes, aquilo é uma sociedade muito fechada, e não dizem mal deles no seu meio, mas esta foi-me contada por um amigo, uma pessoa que morreu à uns anos, muito novo, o nome era Henrique Álvares Cabral (descendente directo do dito descobridor), era a pessoa mais desbocada e divertida que eu conheço, um bocado difícil naquelas almas, mas enfim, lá vai a história, antes porém outro parêntesis só para contar que nós lá tratávamos o Mota Amaral, de seu nome completo João Bosco do Mota Amaral, carinhosamente de: S. João Bosco, mas continuemos...&lt;br /&gt;“O Mota Amaral, saía todos os sábados de manhã para ir trabalhar no palácio do governo, quando era apenas Presidente do Governo Açoriano, por acaso situado na mesma rua onde ele habita, com a sua mãezinha. Tinha na altura um gabinete que ficava no 2º andar e para lá chegar tinha que se subir uma escadaria com imensos patamares. O Mota Amaral tinha ainda um amanuense, chamado João, obrigado a trabalhar aos sábados e que aproveitava quando ele entrava no gabinete, para dar uma escapadela até ao mercado para fazer compras do fim-de-semana. Normalmente o Mota Amaral nunca precisava dele, mas um dia havia um recado qualquer para dar e o Mota Amaral veio à procura do João. Como não o encontrava começou a chamar:&lt;br /&gt;- Ó João, Ó João onde estás tu…&lt;br /&gt;Na verdade o João acabava de entrar no edifício, vindo do mercado, e começava penosamente a subir aquela escadaria.&lt;br /&gt;Em simultâneo com a chamada do Mota Amaral, o João estafado pela caminhada e pelo peso dos sacos, pousa-os e diz alto em desabafo:&lt;br /&gt;- Ai meu Deus...&lt;br /&gt;O Mota Amaral incrédulo e circunspecto responde:&lt;br /&gt;- Eu já te disse ó João que na intimidade me podes tratar por Senhor Doutor.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In memória de Henrique Álvares Cabral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110509892372939969?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110509892372939969/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110509892372939969' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110509892372939969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110509892372939969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/para-quem-s-gostou-de-vacase-da.html' title='Para quem só gostou de vacas...e da paisagem.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110509871856222408</id><published>2005-01-07T11:47:00.000Z</published><updated>2005-01-07T11:51:58.563Z</updated><title type='text'>O "Crítico".</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Vestes negras, impecavelmente vincadas, uma camisa branca engomada, laço preto, ataviado e feito a rigor.&lt;br /&gt;Jantava solitário na esplanada, acompanhado de um bife do lombo, mal passado, com uma só pitada de sal, regado por um Don Perignon à temperatura ideal, verificada matematicamente pelo termómetro que trazia no bolso, vertido num flute cristalino.&lt;br /&gt;De repente saída do nada, sublime e implacável, apareceu a “Morte”. Tocou-lhe levemente no ombro esquerdo e gelou-lhe o coração.&lt;br /&gt;- Com que então “Morte”, vieste para me levar?&lt;br /&gt;- Sim “Crítico”, chegou finalmente a tua vez.&lt;br /&gt;- Bem podias ter chegado antes, tinha evitado pagar a conta.&lt;br /&gt;- Sempre a criticar, sempre a criticar, pelo menos não deste a gorjeta.&lt;br /&gt;- Qual gorjeta? – replicou o “Crítico” – Com a falta de qualidade deste serviço, ainda me deviam pagar por ter vindo aqui jantar. E se por acaso não tivesse morrido, amanhã fazia uma crítica a este restaurante que pelo menos durante um mês deixariam de ter clientes. Já agora “Morte”, não te importas que eu leve a factura? É para meter no IRS.&lt;br /&gt;- Para onde vais não precisas desses papéis, não tens que te preocupar mais com coisas mundanas.&lt;br /&gt;- Nunca se sabe, nunca se sabe. A propósito “Morte”, podias ter vindo ter mais arranjadinha.&lt;br /&gt;- Como?!?&lt;br /&gt;- Pois essas vestes andrajosas, já estão um pouco “demodé”, as cores também não são as deste ano. E essa foice, podias ter mais cuidado com ela, está a ficar nitidamente enferrujada e gasta. Muito pouco profissional Sra. “Morte”, nem parece teu.&lt;br /&gt;A “Morte” serena e prepotente indicou-lhe o caminho. Foi ouvindo o seu companheiro de viagem, ele criticava o tempo, ele criticava o percurso, ele criticou a “Morte”, quando esta parou numa farmácia de serviço para comprar um par de “Tampax”, para enfiar sorrateiramente nos ouvidos.&lt;br /&gt;- Por onde me levas, já estou farto de andar, se tivesses virado à esquerda, já lá estávamos.&lt;br /&gt;Mesmo com os tampões, a “Morte”, estava nitidamente a perder a compostura, a voz do “Crítico”, conseguia perfurar qualquer protecção conhecida, e a célebre "paciência" da "Morte", estava rapidamente a esgotar-se.&lt;br /&gt;Finalmente, já sem forças para ouvir o seu interlocutor, chegaram ao seu destino.&lt;br /&gt;A morte bateu três vezes e passado um bom bocado veio um diabo, feio, encornado e corcunda abrir a porta. Não sem que antes o “Crítico”, viperino, não tivesse reclamado pela demora e pela falta da campainha.&lt;br /&gt;- Boa noite, disse o diabrete, quem trazes aí ó “Morte”?&lt;br /&gt;- Desculpa não percebi, deixa-me tirar os “Tampax” dos ouvidos – disse a morte – importaste de repetir a pergunta?&lt;br /&gt;- Eu perguntava quem é que trazias?&lt;br /&gt;- É o “Crítico”, posso ir-me embora, estou um bocado atrasada para outro encontro, e com a pressa esqueci-me de comprar aspirinas, estou mesmo a precisar delas.&lt;br /&gt;- Já agora – exclamou o “Crítico” – porque é que não perguntam pela família, pelo canário, porque é que não…&lt;br /&gt;- Cala-te – disseram a “Morte” e o diabo em uníssono.&lt;br /&gt;- Já sabes “Morte”, procedimentos da casa, tenho que ir buscar o rol dos pecados desse senhor e tens que ficar até ao final da sentença.&lt;br /&gt;- Vejam lá se ainda tenho que tirar a senha e ir eu à procura do meu processo…&lt;br /&gt;Os olhares furibundos que a “Morte” e o diabo lhe lançaram, foram suficientes para o “Crítico”, ficar calado durante uns minutos.&lt;br /&gt;O diabrete, requebrado pelo peso do processo, ia caindo e espalhando no chão os volumes dos pecados do “Crítico”, após um esforço colossal lá conseguiu um espaço para os pousar.&lt;br /&gt;- “Morte”, é melhor sentares-te um bocadinho, isto ainda vai demorar. E tu, “Crítico” não procures nenhuma cadeira, porque tens que ouvir aquilo que tenho para te dizer, em pé. Vamos então lá a começar: Primeira crítica, começaste logo pelo local, a hora, a data, o signo em que nasceste. Extraordinário. Já estava na massa do sangue. Depois com a hora da mamada, depois com o lado da mama. Coitada da senhora tua mãe…&lt;br /&gt;- Porquê é que a minha mãe é para aqui chamada? – inquiriu o “Crítico” com as sobrancelhas arqueadas.&lt;br /&gt;- Pois à tua custa, replicou o diabo, está no Purgatório.&lt;br /&gt;- E então? Eu não vim para o Inferno.&lt;br /&gt;- Pois, mas a tua mãe quando nasceste, lembraste, viu o monstro que estava em ti e tentou afogar-te?&lt;br /&gt;- E depois?&lt;br /&gt;- Depois, se não se tivesse arrependido, não tinha ido para o Purgatório, suspirou o diabo. Tinha ido directamente para o Céu… &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110509871856222408?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110509871856222408/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110509871856222408' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110509871856222408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110509871856222408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/o-crtico.html' title='O &quot;Crítico&quot;.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110509840262881010</id><published>2005-01-07T11:45:00.000Z</published><updated>2005-01-07T11:46:42.626Z</updated><title type='text'>Cromos.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Todos têm tido dias felizes, o gato que lambe descaradamente as patas depois de uma pequena incursão ao quintal da vizinha, onde afoitamente experimentou apanhar um pombo, ainda resmungante no beiral da janela do lado.&lt;br /&gt;A criada que apanha cada peça de roupa com um cuidado aparente, mas a suspirar pelo namorado, que ao cair da noite, quando a vier trazer a casa, lhe meterá a mão atrevida entre as pernas, tentado enquanto a beija tirar um pouco de prazer do seu corpo robusto e arqueado pelo desejo.&lt;br /&gt;A vizinha descuidada com as alças da combinação soltas dos ombros deixando antever uns seios debruçados e bem feitos, depois de uma despedida matinal.&lt;br /&gt;A filha da vizinha com os seus olhos redondos, trança negra, mini-saia de ganga, que ao subir as escadas mostram o fio dental rosa choque que ela vestiu descuidadamente para impressionar o vizinho do terceiro esquerdo, que arfava nos seus vinte e cinco anos, a subir as escadas atrás dela, sempre atrás dela, três degraus abaixo, para não perder o espectáculo.&lt;br /&gt;O senhor do café, o Sr. António que demorava uma eternidade a embrulhar os queques que lhe pediam, como se estivesse a vender um filho acabado de conhecer. Olha que o homem até irritava, o queque era meu, e ele a fazer de conta que não via o dinheiro em cima do balcão, enquanto arranjava voltas e mais voltas no embrulho. Depois vinha a pergunta crucial: mais alguma coisa, e ficava a mirar o embrulho que lhe escapava das mãos como se fosse a ultima vez que o visse.&lt;br /&gt;A instituição do bairro é o barbeiro, pequenino, olhos verdes, sagazes, malandrecos, de uma vida cheia de vigor. É surdo-mudo o que confere à sua barbearia um autentico oásis no meio de um deserto de vozes e sons dos autocarros rocinantes e poluentes.&lt;br /&gt;Nesta barbearia de bairro, não se discute futebol, acidentes ou política, vai-se lá só para cortar o cabelo, geralmente à moda antiga, curto mas fácil de pentear, onde apenas as moscas se ouvem e o restolhar das folhas das revistas ou do jornal, que ele prazenteiramente mete nas mãos do cliente quando eles transpõem o degrau da soleira. Alguns dos clientes adormecem no corte, tal a placidez do lugar. De vez enquanto ele tenta encetar uma conversa, por gestos é claro, que se traduzem muitas das vezes num equívoco tremendo. A última vez que tentei comunicar com ele fiz um gesto que me valeu uma aparadela à escovinha, deixei a partir daí a que fosse ele a decidir o corte ideal, não que ele tivesse muitos por onde escolher, mas sempre evitava que me olhassem na rua como se acabasse de entrar na tropa, e a partir deste equivoco, tentativas de conversa nada. O ritual é sempre o mesmo, bate nos ombros do cliente, revira as golas da camisa para dentro, porque sair do barbeiro com aqueles pelos irritantes a morder o pescoço, é das experiências mais torturantes que conheço, coloca então um pano de algodão que sacode ferozmente uma vez e outra, depois um avental, num tecido escorregadio e apertado, começa a cortar, primeiro com aquela tesoura com dentes, cortes duros e precisos, uma borrifadela no cabelo, um bocado de água nas patilhas, um retoque de artista com a navalha, mais uma batida nos ombros, o descambar da cadeira, mais uma escovadela rápida e o freguês que se segue. Este ritual é ligeiramente alterado quando passa algum “avião” no passeio da frente. A intuição diz-me que ele está a cortar dum lado, mas a obrigar-me a virar a cabeça para outro, no final um torcicolo e a visão de uma boazona ao longe, geralmente desfocada pela dor, e um sorriso de barbeiro com a missão cumprida.&lt;br /&gt;Descer a rua, passeio antigo, pedra granítica fria, aquecida pelos raios de sol matinais, sacudindo ainda os cabelos que se tinham entranhado nos ouvidos e no nariz.&lt;br /&gt;Reparar na trintona loira, que se desloca à minha frente, muito tempo passam as mulheres no cabeleireiro a pintar, a cortar e a arranjar o cabelo, um autêntico desastre, estragam o cabelo e as carteiras do marido. Nesta tinham abusado da água oxigenada, mas o quadro geral visto de trás não era mau de todo e o traseiro bem feito e ondulante ajudava a compor a coisa, ela como sabia o efeito que causava no macho que lhe seguia no encalço, ainda realçava mais no andar o que tinha de bom.&lt;br /&gt;Apetecia às vezes mandar uns piropos mas como nunca tive jeito para essas coisas, limitei-me a ultrapassa-la enquanto ela via na montra da farmácia o efeito que fazia ao pobre coitado que teve o azar de a seguir mais de cinco metros. Ficou a sorrir, para os produtos de beleza que dentro dos próximos anos iria gastar para manter aquela pele sem rugas e a pensar na plástica que teria que cravar quando chegasse aos quarenta e cinco para manter as formas que as gajas mostravam nos anúncios dos cremes. Entrou, devia ir buscar umas aspirinas, as desculpas de dor de cabeça nos últimos dias tinham que acabar em casa, o marido já andava desconfiado de tanta dor de cabeça e de manhã já passava demasiadas vezes as mãos pela testa a ver se estavam a crescer algumas protuberâncias ósseas, ou então, a loira conhecia o farmacêutico, rapaz muito gentil, bigodinho à Clarck Gable, mais para o cheiinho, mesmo assim uma gracinha, não fosse usar capachinho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110509840262881010?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110509840262881010/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110509840262881010' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110509840262881010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110509840262881010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/cromos.html' title='Cromos.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110509703228078251</id><published>2005-01-07T11:21:00.000Z</published><updated>2005-01-07T11:23:52.280Z</updated><title type='text'>O Anjo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;O negrume da noite rebentava, as ultimas luzes reflectidas no cimo dos ramos das árvores, aumentava o aspecto fantasmagórico à sua volta, à medida que a floresta se tornava mais densa e agrupada. O lusco-fusco confundia a mente, entrevava a vista e aumentava o medo.&lt;br /&gt;Lá ao longe um brilho, naquele imenso escuro. Tentou às apalpadelas encontrar um atalho que o levasse até aquela luz intermitente e gasta.&lt;br /&gt;Percorria trilhos que os seus olhos mal conseguiam adivinhar, os ramos baixos dos arbustos feriam o seu débil corpo como chicotes. As suas roupas ficavam rasgadas nas pontas mais afiadas dos espinhos que lhe dificultavam o caminho. Batia em troncos e pedras caídos que nunca lá deveriam ter estado.&lt;br /&gt;Parava um pouco para tomar fôlego e continuava teimosamente na senda daquela estrela que o mantinha vivo.&lt;br /&gt;Aproximou-se a medo da luz, sentiu um calafrio a percorrer-lhe a espinha, um calor extremo sacudiu-lhe os membros entorpecidos pelo cansaço. Ouviu uma voz grave e cavernosa que lhe perguntou:&lt;br /&gt;- És tu meu filho?&lt;br /&gt;- Não, sou eu…&lt;br /&gt;- Ah! És tu, estava há muito tempo à tua espera, explicas-me mais tarde o teu atraso.&lt;br /&gt;Abriram-se umas portas negras, enormes e ruidosas, saíram chamas de tições e gritos alterosos, o anjo, já sem asas, retirou a ultima pena que teimosamente se mantinha nas suas costas e entrou…&lt;br /&gt;O que ele nunca contou e nunca iria contar ao seu guardião é que no seu penoso caminho, tinha encontrado um vulto moribundo e lhe tinha dado as suas asas, que esse vulto de alma negra e atormentada, quando lhas colocou, se transformou, que certamente percorreu o caminho inverso ao dele, indo até aos limites daquela floresta tenebrosa e que por fim seguiu a luz do sol que se punha no horizonte.&lt;br /&gt;E o anjo entrou, a sorrir...&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110509703228078251?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110509703228078251/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110509703228078251' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110509703228078251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110509703228078251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/o-anjo.html' title='O Anjo.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110509680969264123</id><published>2005-01-07T11:18:00.000Z</published><updated>2005-01-07T11:20:09.693Z</updated><title type='text'>Sombras do passado.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;O menino encaixado nas escadas de pedra, olhava sobre a ruela, entremeada pelos muros das casas e do vinhedo, verde, muito verde, onde despontava o princípio do verão. Ouvia-se dentro da casa o matraquear manso dos sapatos da tia Alzira, atarefada nas lides de mais um dia passado. O sol a declinar lentamente, arrastava as suas sombras, por entre os beirais do telhado e os buracos do passadiço em madeira que atravessava a ruela. Lá ao longe nalguma igreja distante, já batiam as novenas ressoando intermitentes com o calor do fim de tarde. Vinda do fundo da ruela, apareceu a Carmelinda, carnes secas, nariz adunco e rosto talhado por um sofrimento calado, olhos escuros e brilhantes como noites de lua cheia, roupas cinzas e descoloridas de uma viuvez precoce.&lt;br /&gt;Quando passou junto as escadas, o cuco, esse malandro, cantou, a tia Alzira espreitou pela porta escancarada ao cimo das escadas e ouviu a voz inocente do menino a dizer para a Carmelinda:&lt;br /&gt;“- Pareces mesmo a mulher do cuco…”&lt;br /&gt;A Carmelinda com uma expressão de terror no rosto, de espanto e agravo suplicou:&lt;br /&gt;“- O menino não me chame isso, nunca me chame isso por favor.”&lt;br /&gt;Tarde demais, a tia Alzira, junto à porta, num intervalo dos afazeres domésticos, ouviu, o tio Manuel, enxada ao ombro, que atravessava o passadiço vindo do lameiro, ouviu. No outro dia, nas semanas seguintes, não se falava de outra coisa, até o padre da aldeia comentava, a Carmelinda era a “mulher do cuco”.&lt;br /&gt;O menino nunca compreendeu porque é que a partir daí a Carmelinda o evitava, porque é que quando o via se esgueirava sempre sem o encarar.&lt;br /&gt;Um dia, o menino, já homem feito, descobriu que em alguns locais a “mulher do cuco”, é a bruxa da aldeia, significado que se perde na negrura dos tempos em que o homem ainda adorava as forças da natureza.&lt;br /&gt;A Carmelinda, essa, ficou sempre a “mulher do cuco” até morrer, o menino nunca se perdoou, e há-de sempre, até ao fim da vida, ouvir a súplica da Carmelinda às palavras inocentes que proferiu naquele fim de tarde.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110509680969264123?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110509680969264123/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110509680969264123' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110509680969264123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110509680969264123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/sombras-do-passado.html' title='Sombras do passado.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110503264656254757</id><published>2005-01-06T17:29:00.000Z</published><updated>2005-01-06T17:30:46.563Z</updated><title type='text'>Marketing.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Eu não queria num dos meus desabafos anteriores ofender ninguém ligado a esse desporto que se chama “marketing”. É um desporto sim, mas é um desporto mental só para alguns iluminados.&lt;br /&gt;Tudo e todos o fazem: políticos, religiosos, pintores, até o comum dos mortais, mesmo nós míseros e inocentes bloguistas o fazemos. Temos é depois aí uns quantos que publicam uns livros dos “post” que nos andaram a impingir durante uns tempos, oxalá tenham a modéstia de não publicarem os comentários.&lt;br /&gt;Um dos melhores utilizadores dessa ciência foi sem dúvida um dos maiores pintores contemporâneos: Salvador Dali. Numa das suas ultimas entrevistas que deu, ao Der Spiegel, quando lhe fizeram a pergunta de como é que ele se comparava com Pablo Picasso, ele respondeu:&lt;br /&gt;“O Picasso é espanhol, eu também.”&lt;br /&gt;“O Picasso é um génio, eu também.”&lt;br /&gt;“O Picasso é comunista, eu também não.”&lt;br /&gt;O André Jute, escritor de policiais, bastante elogiado pelo mestre do género Jonh Le Carré, numa das suas obras, “Negativo Inverso”, utiliza no princípio de um dos capítulos do seu livro, uma das melhores alegorias que conheço, só comparadas às fábulas de Jean de La Fontaine, e escritas por um homem da publicidade:&lt;br /&gt;“A libélula pousada no focinho do hipopótamo sugeriu ao seu anfitrião que aprendesse a voar e instruiu-o agitando as asas.&lt;br /&gt;- Como posso fazê-lo? – perguntou o hipopótamo.&lt;br /&gt;- Indiquei-te as linhas gerais da ideia – replicou a libélula – suponho que és capaz de conceber os pormenores do funcionamento.”&lt;br /&gt;In Estratégia na Publicidade, by Leo Bogart.&lt;br /&gt;Depois deste desagravo penso que fiz as pazes com o pessoal do “marketing”, tendo em conta de que nem sempre uma boa ideia resulta num bom anúncio ou no nosso caso, de que um bom “post” resulte num bom “blog”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110503264656254757?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110503264656254757/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110503264656254757' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110503264656254757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110503264656254757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/marketing.html' title='Marketing.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110503199191603685</id><published>2005-01-06T17:15:00.000Z</published><updated>2005-01-07T11:42:55.793Z</updated><title type='text'>"The game is won when one king is in check and cannot avoid capture on the next move; this is called checkmate…"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;“A melhor jogada em xadrez é sempre a mais rápida para ganhar a partida.”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quem inventou esta frase devia estar a chefiar um obscuro departamento de marketing de uma obscura empresa nos confins do universo.&lt;br /&gt;Obviamente nunca jogou xadrez ou se jogou nunca ganhou nenhuma partida e nunca lhe disseram que um gambito de dama, mais conhecido por cheque pastor, só resulta nas seguintes circunstâncias:&lt;br /&gt;a) O adversário é um débil mental.&lt;br /&gt;b) Aprendeu a jogar xadrez ontem.&lt;br /&gt;c) Quer deixá-lo ganhar.&lt;br /&gt;d) É a mistura das alíneas anteriores.&lt;br /&gt;Isto faz-me sempre lembrar um estudo de psicologia comportamental em que se utilizaram dois macacos, para aferir do seu grau de inteligência. Ensinaram a esses dois macacos um jogo, postos frente a frente, aquele que ganhasse, tinha como recompensa uma banana. O espantoso é que o macaco considerado mais inteligente, descobriu que para manter o outro em jogo tinha que o deixar ganhar pelo menos um em cada quatro jogos, se o outro não ganhasse de vez em quando, desistia de jogar e não haveria bananas para ninguém. Claro que não os ensinaram a jogar xadrez.&lt;br /&gt;Deveria também saber este pseudo-xadrezista que só se consegue ganhar uma vez contra o mesmo adversário utilizando esta estratégia. Já pensou em desviar a sua atenção para as damas? Jogam-se na perpendicular, às vezes na horizontal e dão menos trabalho intelectual.&lt;br /&gt;A frase mais célebre que se conheçe pertence a um dos melhores xadrezistas e promotores da sua imagem que existiu, o nome dele é Bobby Fisher e definiu o xadrez num pequeno parágrafo: “Chess is nothing more than mental masturbation”, mas mesmo este dava mais atenção ao meio do jogo e ao final.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;Aberturas fáceis e rápidas só conheço as dos enlatados e mesmo assim quando não encravam ou partem em algum lado, deixando-nos literalmente entalados&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;(dixit).&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110503199191603685?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110503199191603685/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110503199191603685' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110503199191603685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110503199191603685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/game-is-won-when-one-king-is-in-check.html' title='&quot;The game is won when one king is in check and cannot avoid capture on the next move; this is called checkmate…&quot;'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110496740034393599</id><published>2005-01-05T23:21:00.000Z</published><updated>2005-01-07T11:30:17.266Z</updated><title type='text'>Aprende bem as regras para saberes como infringi-las correctamente…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A nostalgia que nos acompanha leva a que cometamos algumas loucuras, queremos ser tudo, até compreendermos que nunca conseguiremos alcançar aquilo que desejamos. Os altruístas estarão a um passo de o conseguir mas falharão sempre a ultima etapa. Um meu professor, padre austero e estudioso, chamou-me um dia à atenção que no mundo temos muito a tendência para criar “ismos”, correntes de pensamento ou antologias que geralmente se transformam em metas ou espelhos de uma vida ou razão que nunca iremos compreender mas que gostaríamos de seguir. Normalmente os “ismos” são inofensivos, mas têm tendência a servir de base a uma legião de seguidores de um líder que se aproveita das fraquezas dos seus acólitos para lhes impor uma lobotomia estática que leva muitos à loucura e ao “seguidismo” exacerbado, à anulação e ao fraquejar das ideias próprias e pior ainda, leva a uma ditadura de minorias, que manipulam, se impõem aos nossos ideais, os substituem pela colectivização de um pensamento que muitas das vezes é oco e sem nexo. Nunca numa discussão filosófica com este professor, eu senti que ele como padre, ultrapassasse os seus limites como homem, dizia-me sempre que não gostava de meios termos e que aqueles que concordavam com tudo, eram tão bons ou piores do que aqueles que não sabiam com o que concordavam. O truque era manter sempre a chama da dúvida, manter sempre uma questão. Nunca lhe perguntei se duvidava da sua fé, do caminho que seguiu como padre, mas aposto que como homem que era, porque como padre não o poderia fazer, duvidou sempre, transmitiu ainda às pessoas que conviveram com ele, um sentido de vida pragmático, ajudou-nos a crescer e a ver o mundo em que vivíamos de outro modo, transmitiu ainda uma sensação de equilíbrio que normalmente nos homens de fé é pouco clara e muito tendenciosa. Não encontrei muitos como ele, mas encontrei alguns, os suficientes para me considerar um afortunado. Os meus ideais passam sempre por um acordo. Não discuto com ninguém se estão certos ou errados, questiono sempre a minha posição como a de alguém que já teve fé mas que precisa de redimir pecados obscuros. Fui criado num contexto católico mas na minha família sempre me ensinaram a ser tolerante e equilibrado, a respeitar os outros, mas sem dar a outra face. Sem sentir necessidade de me defender ou conquistar. Este equilíbrio em uma tradução exacta numa palavra anglo-saxónica: “balance”, este termo traduz perfeitamente o ideal, julgo que não há palavra mais pura para definir a rectidão e a justiça do que por em dois pratos o mesmo peso e a mesma medida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In memória do Padre Jorge, Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110496740034393599?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110496740034393599/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110496740034393599' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110496740034393599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110496740034393599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/aprende-bem-as-regras-para-saberes.html' title='Aprende bem as regras para saberes como infringi-las correctamente…'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110496720862084999</id><published>2005-01-05T23:19:00.000Z</published><updated>2005-01-07T22:29:11.550Z</updated><title type='text'>This is a jungle, but I’m not Tarzan, and you, are you Jane?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Era uma vez um Lobo Mau que se dedicava a comer velhinhas indefesas, comia ainda as netas quando podia, de preferência maiores de 18 anos, este lobo era politicamente correcto. Também não gostava de se ver envolvido em processos judiciais, o advogado dele era pouco versátil só se dedicava a direito fiscal., defeitos da antiga profissão de contabilista. Entretanto a floresta onde vivia o Lobo foi invadida um dia por uns gritos estranhos e lancinantes. O Lobo Mau nem queria acreditar, o Tarzan, um gajo caucasiano, filho das melhores famílias, tinha-lhe invadido o território, ele bem o tinha marcado, mas o estupor não ligou nenhuma. Os gritos entretanto tinham-se transformado em gemidos de prazer e qual não foi o espanto do Lobo, ao virar da terceira árvore, a seguir ao riacho gorgolejante, sim, nem queria acreditar no que os seus potentes olhos viam: o Tarzan estava a comer o Capuchinho Vermelho… O Lobo Mau engoliu em seco, engoliu o seu orgulho e tentou dialogar com o Tarzan:&lt;br /&gt;- Desculpe, invadiu-me o território, para além disso o Sr. está nitidamente enganado, deveria Vossa Excelência estar a comer a Jane. O Capuchinho Vermelho, sou eu que o devo comer. Pelo menos é o que diz a história.&lt;br /&gt;O Tarzan, olhou de soslaio para o Lobo Mau, parou momentaneamente de comer o Capuchinho, bateu no peito e gritou:&lt;br /&gt;- Mim Tarzan… Aeeeiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiuuuuuuuuuu.&lt;br /&gt;- Mim Jane – disse o Capuchinho – continua, eu estava a gostar imenso...&lt;br /&gt;O Lobo ainda tentou pedir ajuda ao Príncipe, mas ele deu-lhe uma desculpa qualquer sobre um sapato de cristal que a Branca de Neve lhe tinha partido e baldou-se. Pediu ajuda à Quercus, mas os gajos estavam chateados com os da GreenPeace e não podiam ajudar, para além disso o Lobo Mau não pagava as quotas, nem tinha votado neles nas últimas eleições. O Lobo Mau ainda pensou em vestir-se de ovelha, mas desistiu.&lt;br /&gt;- Que se lixe – disse baixinho o Lobo – vou mas é comer a Avózinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110496720862084999?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110496720862084999/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110496720862084999' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110496720862084999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110496720862084999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/this-is-jungle-but-im-not-tarzan-and.html' title='This is a jungle, but I’m not Tarzan, and you, are you Jane?'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9975784.post-110496629321419282</id><published>2005-01-05T23:03:00.000Z</published><updated>2005-01-07T11:27:35.850Z</updated><title type='text'>Manual do Amante Perfeito ou do Cínico Latino, segundo Dante.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Regra nº 1 – Nunca, mas nunca, caias na asneira de te apaixonar.&lt;br /&gt;Regra nº 2 – Nunca deixes que ela perceba que estás apaixonado.&lt;br /&gt;Regra nº 3 – Nunca lhe digas que estás apaixonado.&lt;br /&gt;Regra nº 4 – Jamais penses que estás apaixonado.&lt;br /&gt;Regra nº 5 – Não penses, infringes a regra nº 4.&lt;br /&gt;Regra nº 6 – Deixa sempre que seja ela a apaixonar-se por ti.&lt;br /&gt;Regra nº 7 – Nunca faças promessas.&lt;br /&gt;Regra nº 8 – Nunca cumpras promessas.&lt;br /&gt;Regra nº 9 – Nunca lhe digas que a amas.&lt;br /&gt;Regra nº10 – Infringe todas as regras, excepto as anteriores.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9975784-110496629321419282?l=qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/feeds/110496629321419282/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9975784&amp;postID=110496629321419282' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110496629321419282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9975784/posts/default/110496629321419282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qualquerdiaantesdemorrer.blogspot.com/2005/01/manual-do-amante-perfeito-ou-do-cnico.html' title='Manual do Amante Perfeito ou do Cínico Latino, segundo Dante.'/><author><name>McClaymore</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
